Fernando

Acordo num lugar totalmente estranho. Levanto rapidamente. O meu coração está acelerado. Não lembro do que aconteceu na noite passada.

De repente, alguém bate à porta.

— Princesa Stephany King? — uma voz desconhecida surge. - A senhora está acordada?

— Ah...estou sim! — respondo. — Pode entrar, por favor.

— Licença, princesa... — uma bela moça entra no quarto e faz reverência. — Aqui está a sua refeição.

— Obrigada... — agradeço, analisando a moça. — Você poderia dizer-me onde estamos?

— Estamos no palácio do rei Yung, senhora... — ela responde confusa. — Está se sentindo bem?

— Sim, sim! Estou me sentindo bem... — digo nervosa. — É que eu não lembro muito bem o que aconteceu na noite passada.

— Deve ser difícil para a senhora, não? — a moça diz. — Sei que deve está com medo e nervosa. Mas, ficará tudo bem! Por hora, preciso ir. Mas, se precisar de algo toque essa campainha. - ela aponta para uma campainha ao lado da minha cama.

— Mas...o castelo é grande, como vai escutar? — pergunto confusa.

— Nós temos uma ótima audição, senhora. — ela ri. — Aliás, o meu nome é Tamiris, sua serva particular.

— É um prazer conhecer-lhe, Tamiris... — sorrimos uma para a outra e em seguida ela desaparece. Sim, ela desapareceu...na minha frente!

Após terminar a minha refeição, ando pelo quarto. Abro o guarda-roupa e vejo uma coleção de roupas femininas, uma mais linda do que a outra. Pego uma roupa quente e fecho a porta do guarda-roupa e, então, vejo um terno flutuando atrás de mim. Hipnotizada, recuso a virar-me. Mas, ouso encostar no terno flutuante.

— Sabia que isso pode ser considerado assédio, princesa? — alguém sussurra no meu ouvido. Sinto o meu corpo inteiro se arrepiar... Se estou a olhar para o espelho e não vejo ninguém, como...

— Aaaah! — grito ao virar-me e ver um homem em pé atrás de mim. Ele põe as mãos sobre os ouvidos e se afasta rapidamente. — Quem...quem é você?!

— Você tem uma péssima memória... — ele aproxima-se, pega uma mecha do meu cabelo e brinca. — Mas, eu tenho uma memória excelente...

Não! Isso não pode estar a acontecer...ele é o príncipe Fernando, filho do rei Martin... Ele é o cara em quem eu dei uma tapa...

— Oh! Agora lembro-me bem... você é o filho do rei Martin... — recolho a mecha do meu cabelo da sua mão e recuo. — Sabe...as mulheres quando estão naqueles dias costumam ser um pouco... agressivas!

O meu rosto paralisa num sorriso forçado e nervoso. A cada passo que dou para trás, Fernando dá dois passos à frente, fitando-me nos olhos, com um sorriso sarcástico no rosto.

— "Naqueles dias"? — Fernando faz uma expressão confusa. Será que as mulheres da espécie dele não ficam menstruadas? — Não tente enrolar-me, princesa!

Fernando me impressa contra a parede, ainda me fitando nos olhos. O seu olhar é penetrante e hipnotizante. Sinto o meu rosto queimar, o meu coração palpitar e as minhas pernas estremecerem.

— O que foi, princesa? — ele beija o meu pescoço, fazendo-me arrepiar. Sinto-me paralisada. — Tem algo de errado? — ele continua a beijar o meu pescoço.

— Eu... — a minha voz falha. Fecho os olhos com força e tento o empurrar para longe. Não dá, é impossível. Ele nem se move. Nunca vi um ser com tanta força. — Para! Solte-me! — grito tentando empurra-lo para longe do meu corpo.

— Só lhe solto se me der um beijo, princesa — ele sussurra no meu ouvido. Engulo em seco.

— Não! — grito ao chutar as suas partes íntimas. O que não fez efeito. — Solte-me! Você está me machucando, idiota!

— Eu não sinto dor, querida... — ele sussurra diminuindo a força com a qual segurava os meus pulsos. — Mas...sobre a tapa... — a sua expressão muda de sarcástica para uma expressão séria e sombria.

— Aaaaah! — solto um grito agudo. Isso fez com que ele me soltasse rapidamente e protegesse os ouvidos. Aproveito o seu momento de fraqueza e corro.

Não conheço nada sobre esse castelo. Mas, corro o mais rápido possível e para qualquer um lado. Preciso esconder-me dele. Primeiro foi a tapa, depois um chute nas partes íntimas e agora o grito. Temo que se ele achar-me pode matar-me.

Corro pelo corredor escuro, ofegante. Não aguento mais correr.

Algo segura o meu braço e tapa a minha boca.

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Comments

Rosária 234 Fonseca

Rosária 234 Fonseca

kkkk esse vai ser divertido kkk autora atualizar o final porfavor

2024-02-21

3

Valda Martins

Valda Martins

Ainda tô perdida na história

2024-02-12

1

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