Não há escapatória

— Princesa Stephany? — Tamiris sussurra. — O que a senhora está a fazer fora do quarto?

— Tamiris, precisa ajudar-me a fugir daqui, agora! — sussurro para ela.

— O que aconteceu, princesa? — Tamiris parece preocupada. — Está trêmula, senhora.

— O Fernando vai matar-me! — explico angustiada. — Eu preciso sair daqui, agora!

— Senhora... — Tamiris fica em silêncio por alguns segundos. — Não posso ajudar-lhe... ninguém pode...

— Você não está a entender? — digo indignada. — Tamiris, ele quer me matar!

— Princesa, escute! — Tamiris sussurra. — No submundo o rei tem total poder...um poder imenso que ninguém ousa desafiar. Se eu ajudá-la a fugir, serei morta e a senhora será torturada brutalmente. O rei é muito perigoso e o seu filho não é diferente...

— Mas...o que ele fará comigo se eu resolver voltar? — pergunto aflita.

— Não sei dizer-lhe, senhora... Mas, preciso levá-la de volta para o príncipe... perdoe-me... — Tamiris se levanta e pega no meu braço.

......................

— Príncipe Fernando! — Tamiris o chama na porta do quarto. — Trouxe a princesa Stephany!

— Por favor, Tamiris...por favor! — sussurro para ela, que abaixa a cabeça e fecha os olhos sentindo-se culpada.

A porta se abre e sinto o Fernando olhando-me com ódio. Com a cabeça baixa, sinto a sua mão fria e forte tocar o meu braço.

— Obrigada por trazê-la de volta em segurança! — ele diz friamente. — pode retirar-se!

Assim que Tamiris desaparece, Fernando puxa-me para dentro do quarto com força e tranca a porta.

— Quem você pensa que é?! — ele grita ao jogar-me no chão com força.

— Aí! — grito ao bater no chão. Encolho-me, rapidamente, com medo.

— Pare de gritar! Fique quieta! — ele grita furioso. — Cale a boca!

— Vou gritar o quanto eu quiser! — soluço.

— Grite novamente e eu arranco as suas cordas vocais com as minhas próprias mãos...e com você viva! — ele berra.

— Você é um monstro! — grito ao levantar-me e corro para o banheiro.

Entro no banheiro e tranco a porta. Pude ver a cara dele quando me virei para fechar a porta.

No banheiro, despida, chorando na banheira enquanto me lavo. Penso...Por que comigo?

......................

Passei quase uma hora na banheira. Os meus olhos verdes estavam inchados e vermelhos de tanto chorar. As minhas costelas doíam por conta da queda e os meus pulsos estavam roxos e inchados por culpa do Fernando, aquele canalha!

Fecho os olhos e lembro-me do meu palácio... A minha mãe ensinando-me a bordar, David e Stela correndo pelo jardim com as babás loucas correndo atrás deles com medo que se machucassem. Stephan e Estêvão praticando esgrima e Arthur estudando francês e alemão...essa é uma lembrança linda para o momento.

De repente, sinto duas mãos tocando o meu corpo nu.

— Tamiris, é você? — pergunto. Sem respostas. Abro os olhos depressa quando percebo que fui retirada da banheira. — Fernando?! O que está a fazer?! solte-me, agora!

— Você quem mandou... — ele solta-me e eu caio no chão gelado do banheiro.

— Ai... — Encolho-me no chão do banheiro, pondo a mão nas minhas costelas.

— Vocês humanos são muito dramáticos! — ele revira os olhos. — Vista-se logo e depois venha para a cama comigo!

Ele está muito louco se pensa que vou dormir com ele! Não vou mesmo!

Com dor, levanto-me e visto-me. Procuro nos armários do banheiro remédios para dor, pasta de dente e escova de dente. Nada. Não há nada no armário do banheiro. Suspiro.

Saio do banheiro curvada, embora não tenha quebrado nenhum osso...isso realmente dói!

— Será que você poderia parar de fazer drama?! — Fernando dispara.

— Não tenho culpa se um louco com superforça jogou-me no chão! — respondi irritada.

— Você está querendo dizer que a culpa é minha? — Fernando se levanta e se aproxima de mim. — Certeza?

— Sim, é sua culpa! — resmungo. — Se você não tivesse me jogado no chão com força, eu não estaria "fazendo drama".

— E se você não tivesse fugido, eu não teria te jogado no chão! — Fernando rebateu.

— Será que poderia chamar um médico ao invés de ficar falando? — suspiro.

— Não temos médicos para você aqui — ele dá de ombros.

— Então traga um médico humano! — grito.

— Vai parar de gritar se eu te levar a um médico humano? — ele dá-se por vencido.

— Sim, vou!

Fernando segura a minha cintura fazendo com que os nossos corpos se unissem.

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Comments

Rosária 234 Fonseca

Rosária 234 Fonseca

pelo menos isso né kkk atualização estou amando a história

2024-02-21

2

Valda Martins

Valda Martins

Continua

2024-02-12

0

Eva Regina Monteiro

Eva Regina Monteiro

tô gostando

2024-02-09

2

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