Três dias passaram-se desde que o Fernando trancou-me nessa cela. Ele não vem ver-me e nem manda comida, água ou roupas. Ele deixou-me aqui apenas com as roupas de baixo, numa noite fria. A cama é feita de concreto e não já nem um travesseiro ou lençol. A única pessoa que se importou comigo, foi a Tamiris que me trouxe comida, água e roupas quentes. Ela também trouxe-me remédios porque recentemente estou me sentindo fraca, enjoada e febril. Desde ontem estou com uma tosse persistente.
Encolhida no canto dessa cela fria e silenciosa permito-me cair no choro novamente. E se eu fosse uma simples plebeia, será que eu estaria nessa situação?
Ouço a porta da cela se destrancar. Levanto a cabeça. É o Fernando. A sua expressão é leve, como se não houvesse culpa. O seu rosto está machucado, ainda cicatrizando.
— Você quer sair daí ou não? — ele pergunta estendendo a mão. Não penso nem duas vezes. Levanto rápido. Sinto-me tonta. Caminho me apoiando na parede até ele.
Ele nos teletransporta para o quarto. Sinto-me mal. Corro para o banheiro para vomitar. Ele me segue.
— Você... — ele abaixa-se e segura o meu cabelo para eu poder vomitar. — A quanto tempo você está assim?
— Desde ontem à tarde quando... — hesito quando penso no que ele é capaz de fazer com a Tamiris.
— Quando...? — ele pergunta arqueando a sobrancelha. — Quando a Tamiris foi levar comida para você?
— Eu quem ordenei que ela trouxesse água e comida para mim! — disparei.
— Eu sei que não foi você — ele diz a acariciar os meus cabelos. — Está tudo bem...fui eu quem ordenei que ela fizesse isso.
Ele levanta-se e põe a banheira com água quente para encher e sai do banheiro. Eu continuo sentada no mesmo lugar, sentindo-me tonta. Depois de um tempo ele volta e me ajuda a levantar-me.
— Eu consigo sozinha — digo a tentar ficar em pé, sozinha.
— Eu não vou fazer nada, prometo — ele diz com uma voz suave.
Estranho o comportamento dele. Mas, depois do que ele fez não me atrevo a contraria-lo. Ele ajuda a banhar-me e depois a vestir-me. Quando saímos do banheiro, a Tamiris está em pé no quarto com uma das empregadas, que está com uma bandeja de comida nas mãos, e quatro médicos, dois humanos e dois vampiros. Deito na minha cama e, logo, os médicos cercam-me.
— Com licença, senhora... — um dos médicos diz enquanto colhe uma amostra de sangue.
— Para que isso? — pergunto confusa.
— O rei disse que a senhora não está se sentindo bem, então faremos alguns exames — o médico explicou. Logo a empregada serviu-me a comida. Eu estava faminta.
— Então... são apenas esse exame? — pergunto. Os médicos confirmam com a cabeça. — Eu gostaria de um pouco de privacidade...podem se retirar, por favor.
Todos fazem reverência e se retiram. Quando a porta se fecha, ataco a bandeja com o bife mal passado. Eu estava com muita fome. Havia dias que eu não me alimentava bem.
— Desculpe por eu ter te deixado lá sozinha... — Fernando se senta ao meu lado. — É minha culpa você está doente... — ele se deita ao meu lado.
— Me desculpe por machuca-lo... — acaricio os seus cabelos. — eu só queria te afastar...
— Mais tarde é a coroação. Tamiris e as empregadas virão para te prepararem — ele diz. — Você consegue ir?
— Acredito que sim — dou de ombros.
......................
— Eu, Martin Yung, nomeio o meu filho, Fernando Yung, como o atual rei do submundo! — Martin diz ao tirar a coroa da sua cabeça e colocá-la na cabeça do seu filho. — Passo, também, o título de Conde drácula e todos os direitos que a coroa o concede!
Nesse momento, todos fazem reverência ao atual rei. Martin sorri e faz um gesto para as damas da corte, que pegam a coroa da antiga rainha e a levam para ele.
— Eu, Martin Yung, nomeio a minha atual nora, princesa Stephany Yung, como a atual rainha! — Martin diz ao coroar-me. — Passo-lhe, também, o título de Condessa drácula e todos os direitos que a coroa a concede!
Todos, novamente, fazem reverência. Fernando pega a minha mão e levanta. O povo vai à loucura e comemora.
Martin pega uma taça com o líquido preto e entrega a Fernando.
— Eu lhe concedo o sangue de Sophia! — Martin grita. Fernando bebe o líquido preto e se contorse.
— Eu lhe concedo o sangue de Sophia! — Martin pega a taça da mão de Fernando e entrega-me. Tomo a taça da sua mão e bebo um gole do líquido. O meu estômago embrulha e eu sinto fraqueza. Porém, recomponho-me.
— Viva ao rei Fernando! — Martin grita.
— Viva ao rei Fernando! — o povo celebra.
— Viva a rainha Stephany! — Martin grita novamente.
— Viva a rainha Stephany! — o povo celebra novamente.
De repente o médico real vai até Fernando e cochicha algo no seu ouvido. Fernando fica feliz. O médico se retira.
— Queridos súditos! — Fernando toma a frente. Todos ficam em silêncio. — Tenho o prazer de informar-lhes que em breve teremos um herdeiro!
O povo fica em silêncio. Fico a olhar para o Fernando sem reação. Sinto-me tonta novamente. Tamiris aparece e permite que eu me apoie no seu ombro.
— Eu disse que teremos um herdeiro! — Fernando grita batendo os pés no chão, fazendo com que o chão trema.
— Viva ao bebê real! — Tamiris grita. Sinto os meus ouvidos zumbirem.
— Viva ao bebê real! — o povo grita.
Eu não sabia mais o que pensar...um bebê? Seria ele vampiro ou humano? Ou seria ele um híbrido?
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Rosária 234 Fonseca
não gostei disso não ele fique sem uma lição ele é mal com ela
2024-02-21
5
Valda Martins
Ele queria era matar o próprio filho agindo assim
2024-02-12
2
Eliane Lima
Como assim ele maltrata ela e depois parece que nada aconteceu , não gostei
2024-02-04
10