Já fazem 6 dias desde o ataque do Rei Martin, o atual Conde drácula, e seus servos. Finalmente recebi alta e posso passear pelo castelo.
Assim que acordei, vesti-me apropriadamente e desci para tomar café da manhã com a minha família. Eles já estavam sentados à mesa, comendo.
— Licença — fiz reverência para os meus pais e irmãos mais velhos — Bom dia, desculpe-me pelo atraso.
— Você nem deveria ter descido se já estava atrasada — o meu pai queixou-se.
— Desculpe, pai... — todos da mesa estavam em silêncio, a minha mãe olhou-me e fez um gesto para me servirem o café da manhã.
- A partir de hoje, não sirvam mais a Stephany! - o meu pai encarou-me com ódio. - A partir de hoje não se reverenciem para ela… e nem a chamem de princesa. Somente de Stephany!
- Stephan, pare já com isso! - a minha mãe o repreendeu.
- Fique quieta Victória! Não vou mais permitir que você fique a passar a mão sobre a cabeça dela! — O meu pai levantou-se, furioso. — Ela quase nos matou! E arruinou o casamento do irmão mais velho dela, o herdeiro do trono!
— Stephan! — gritou, a minha mãe.
— O que é? É tudo culpa dessa... — O meu pai hesitou.
— Essa o quê?! — Gritei — Eu não arruinei o casamento do seu herdeiro! Foi o Martin! Então, se quiser culpar alguém… culpe ele! E eu sei que errei! Já pedi desculpa, o que mais você quer?
— Você vai aprender de uma vez por todas! — ele levantou- se furioso e caminhou até a mim. Pegou-me pelos cabelos e arrastou-me até o andar de cima — Não nos siga, Victória! Nem os outros!
— Abra a porta do quarto dela! - ele gritou com o guarda, que fez rapidamente o que o rei pediu. Ele jogou-me no quarto e lançou-me uma tapa. — Você vai ficar aí trancada até eu disser que essa porta pode ser aberta!
Ele saiu do quarto e a porta foi trancada pelo guarda. Lágrimas novamente começaram a rolar pelo meu rosto. Como um pai pode ser assim com a própria filha? E… por que só comigo?
Antes da Stela nascer, pensei ser por eu ser menina. Mas… ele nunca a tratou mal. Óbvio que também não a trata bem. Mas, é o normal dele. Ele só liga para o bom comportamento e só liga para os filhos depois dos 12 anos, fora isso ele nem liga para a existência deles.
A minha onda de tristeza foi cortada quando a portinha da minha "cela" foi aberta. Era o meu irmão, Estêvão. Só dava para ver os seus olhos verdes.
- Fany? Você está bem? - Eu adorava aquele apelido que os meus irmãos me deram quando pequena.
- Estêvão! Estou bem! E a mãe? - perguntei preocupada.
- Ela e o meu pai estão discutindo, lá em baixo - respondeu. - Você está com fome? Trouxe panquecas de mirtilo para você! Vi que você não comeu nada...
- Estou faminta! - Respondi ao pegar as panquecas pela portinha. - obrigada...
- Tenho que ir agora, fique bem! - Estêvão disse ao ter que se despedir.
Deitei-me novamente e me pus a dormir.
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Regiane Pimenta
Meu Deus que absurdo o que deu nele
2024-04-03
0
Rosária 234 Fonseca
eu não tive pai mais pra ter um desse é melhor não ter nenhum 😨😨. ansiosa pelos capítulos e atualizações
2024-02-21
4
Valda Martins
porque ele trata ela ass6
2024-02-12
0