Capítulo 19

ELINA

A grinalda maior que já vi na minha vida, várias flores bordadas à mão pelo véu todo. Na verdade, a senhora Marrie teve trabalho em fazer o conjunto todo em si, entretanto nunca me senti tão bela em minha vida toda, o meu casamento por contrato finalmente havia chegado.

Amália — Acho tão estranho os costumes humanos — Levantava meu véu com desdém — Ter que ter uma festa apenas para formalizar uma união.

— Não tem algo assim no mundo espiritual? — perguntas admirando a maquiagem que Madeleine havia feito em meu rosto.

Amália — Claro que não, não compare meu mundo a esse inferior — como sempre com seu humor ácido a guia suspira — Vim te avisar que não deve deixar esquecidos os exercícios, ou seu poder entrará em colapso.

— Eu sei, mas estou sendo vigiado a todo momento, assim que formos ao Ducado, vou voltar a trabalhar minha mana.

Amália — A princípio fiquei curiosa para saber quem tinha se atrevido a me invocar, quando você despertou — balança a cabeça — Nunca pensei que seria uma humana tão irracional.

— Ah, mas eu sei que no fundo você gosta de mim — rio apertando as suas bochechas.

Amália — Tudo bem, sem muito grude. Admito que te suporto e nada a mais — disse, um pouco á minha frente.

— Tão teimosa — sussurro para mim mesma.

Madeline — Com licença, senhora, a alta igreja sempre frisou sobre a pontualidade da noiva — minha empregada pessoal bate e entra — vamos ir agora.

Saímos dos meus aposentos direto para o salão onde aconteceria o casamento. Muitas pétalas de rosa são jogadas enquanto ando em direção ao altar. De longe, vejo o duque, que se destaca não só por seu cabelo incomum, mas também por seu porte físico. Acho que a guerra serviu para deixá-lo mais musculoso. Seu rosto está calmo e sereno. Enquanto a mim, meu coração não para de bater a cada passo que dou em sua direção. Um arcebispo escolhido pelo templo nos aguardava.

Arcebispo — Estamos reunidos hoje aqui para a celebração da união da casa Woods com o ducado Millaner. Podem se assentar — após muitas palavras, ele finalmente diz a frase mais clichê de casamentos. — Você, Grão-duque Edward Millaner, aceita senhorita Elina como sua legítima esposa?

Edward — Aceito com muita honra — olha para mim.

Arcebispo — E você, senhorita Elina Woods, aceita se casar por livre e espontânea vontade com o duque Millaner?

— Sim, com certeza — vejo o homem de cabelos platinados colocar o anel no meu dedo, e eu faço o mesmo.

Arcebispo — Com o poder investido em mim, eu os declaro marido e mulher — nos beijamos e todos aplaudem. Assim, finalmente estamos livres longa cerimônia e dos murmúrios.

Saímos e fomos direto para a carruagem com destino ao ducado Millaner, que ficava apenas algumas horas daqui. O ducado era famoso por ser o mais afastado da capital e pelo seu frio absoluto. Acho que o imperador colocou o príncipe bem escondido dos olhares de todos. Estava exausta e acabei adormecendo no ombro do duque. Acordei assim que pisamos nas terras pertencentes ao meu marido e agora a mim.

Edward — Pararemos um pouco para os cavalos descansar — me avisa enquanto percebo que babei em seu ombro.

— Oh, me desculpe — vejo o mesmo rir das minhas bochechas rosadas.

Edward — Não sabia que minha querida esposa ronca — saímos da carruagem e comecei a observar um pouco.

A mansão Diamon ficava em cima da colina, enquanto a vila embaixo. O povo parecia extremamente doente, com um ar de triste em seus rostos, o que me fez pensar o que estava acontecendo nesse lugar. Como sou agora duquesa, o meu primeiro trabalho seria melhorar a qualidade de vida para esse camponeses. Senti alguém me cutucando atrás de mim, e me virei repentinamente.

Anna — Olá, me chame Anna — disse uma menininha que devia ter por volta de sete anos, sorrindo para mim. — Você gostaria de comprar umas flores?

— Claro, meu anjo. Quanto custam essas amarelas? — acariciei o rosto da menina, que parecia sujo por estar nas ruas.

Anna — São apenas vinte moedas de prata — me deu três flores, e dei as moedas para ela.

— Onde estão seus pais, querida? — perguntei, e a mesma encheu os olhos de lágrimas.

Anna — Só tenho meu irmão agora, senhorita. Meus pais morreram — olhei e vi um menino que devia ter quase a mesma idade de Anna, com uma cesta de flores também.

— Oh, sinto muito, me desculpe — tentei tocá-la, mas a mesma deu um passo para trás.

Anna — Tudo bem, já sou uma menina crescida — falou com firmeza e foi embora.

Edward — Uma nova doença surgiu por causa de um incenso — ele falou, mas eu já sabia. No meio do livro, essa doença aparecia como forma de ser testada a mando do príncipe herdeiro, mas ninguém sabia quem estava por trás disso. Mas a realidade, a olho nu, era mais cruel do que eu pensava.

— Eu entendo. A única cura e realmente os cristais — olhei e vi muitas pessoas pálidas e sem alegria. — Quando pretendem ir até a ilha Lyra?

Edward — Após uma semana. Existe uma demanda de trabalho a ser feito aqui. Após esse tempo, podemos iniciar nossa jornada — entrou na carruagem e ofereceu a mão para mim.

Finalmente chegamos e oficialmente a lua de mel estava começando. Pretendo tomar conta das finanças da mansão. Acredito que Vincent terá muito trabalho pela frente em me ensinar como gerenciar o lugar.

Vincent — Bem-vindos de volta. Espero que tenham feito uma agradável viagem até aqui, senhor e senhora millaner — se curvou educadamente.

Edward — Não precisa de tanta formalidade. Agora Elina é da família — pegou o senhor desprevenido, fazendo o mesmo arquear a sobrancelha.

Vincent — Como quiser, milorde — iria sair.

— Vincent, você poderia me guiar até o escritório? Gostaria de ver as papeladas que estão acumuladas.

Vincent — Claro, senhora, por aqui — subiu a escada, e eu o segui.

Uma pilha gigante e várias cartas estavam em cima da mesa. Acho que o duque negligenciou esse lugar por tempo demais. Precisaria de dias para organizar tudo o que tem para ser feito. O pobre do mordomo teve que se desdobrar para fazer isso.

— Uma carta do barão de Calios? — vi o emblema do mercador.

Vincent — Tem uma semana que chegou, senhora. Como está endereçado ao duque em pessoa, não me atrevi a abrir.

Edward — Já vi que minha esposa é muito eficiente. Mal chegou de seu casamento e já quer trabalhar — olhou para a carta na minha mão. — Esse homem de novo. Apenas joguei fora.

No livro, o navio mercante da propriedade do barão afunda em um tufão e sem escolhas o mercador foge no meio da noite com medo daqueles que investiram em suas mercadorias.

— Aceitamos o convite para jantar do barão — Sorrio ao ver a surpresa no rosto do meu marido.

Edward — Por que diz isso, fora as previsão do futuro? — cruzou os braços.

— Isso mesmo. O que eu quero é as informações dos investimentos do barão.

Edward — Como assim?

— O que o barão carrega as mercadorias que são os incensos que o castelo imperial está fornecendo.

Edward — Então o barão está envolvido com uma nova doença — colocou o dedo no queixo. — Isso faz muito sentido.

— Se descobrirmos quem são os investidores, saberemos quais são as outras fontes do incenso. Podemos assim diminuir o aumento da expansão da doença.

Edward — Vicent mande uma resposta imediatamente ao barão Calius.

Vincent – Sim, senhor.

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Comments

BRUNA SÁ

BRUNA SÁ

😘😍🥰♥️

2024-05-29

1

RubyCat 💜

RubyCat 💜

Autora estou amando essa história porém tem umas coisas que me intrigam como algumas falas de personagens as vezes não consigo entender o que querem dizer ou o ambiente que eles estão

2024-05-29

3

Elis Regina Barbosa Silva De Oliveira

Elis Regina Barbosa Silva De Oliveira

Autora estou amando 😃atualiza por favor 😊💐

2024-01-15

4

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