Capítulo 14

EDWARD

Durante a madrugada, recebi uma mensagem de Matias, um cavaleiro em quem confio. Há algum tempo, eu o tinha contratado para espionar secretamente a família imperial. O envenenamento de Lina me deixou furioso, e eu estava determinado a fazer justiça. No pequeno pergaminho, ele relatou ter descoberto quem havia colocado veneno no vinho. Assim que o dia amanheceu, pedi que meus homens trouxessem o suposto suspeito até mim. Eu estava sentado em uma cadeira, enquanto o homem chamado “Toni” permanecia ajoelhado na minha frente com um saco na cabeça. Tive a permissão do imperador para usar o calabouço, e a cena de tortura não era algo fora do comum para mim, dado o contexto da guerra que vivi.

Em minhas mãos, estava o relatório completo do empregado, Toni Silva, de quarenta anos, que trabalhara no palácio por mais de vinte anos, sem histórico criminal. Por que ele teria motivos para envenenar minha Elina? Mas se ele não queria falar por bem, havia uma maneira muito prática.

Toni — Piedade! Por favor, vossa graça! — ele tremia de medo. — Eu não fiz nada! – insistia.

— Não fez nada? Engraçado, pois existem mais de uma testemunha que viram você derramar um líquido lilás na taças de vinho — retirei o saco de sua cabeça, para que olhasse diretamente para mim.

Toni — São todos mentirosos, não envenenei Lady Woods. O que eu ganharia com isso? — começou a chorar, sabendo que seu fim era uma certeza.

— Isso é o que eu me questionei, mas o que me intriga é como um simples servo como você tem essa roupa de fios de ouro — peguei minha adaga e precionei a lâmina fria sobre seu pescoço.

Toni — Foi um presente, dado pela imperatriz — começou a falar desesperado, sentindo o metal contra sua pele.

— Ah.... A imperatriz, você serve à víbora— novamente, essa mulher estava no meu caminho. — Conte quem foi o mandante do crime antes que minha paciência acabe! Está por um fio que eu não te degole aqui e agora!

Toni — Foi a imperatriz!!! Por favor, poupe minha vida, apenas sigo ordens — agarrou-se em meus pés.

— Interessante essa mulher não se cansa, e qual foi o motivo? Tentar me afetar, é isso? — segurei seu colarinho, gritando em seu rosto.

Toni — Não sei, por favor, deixe-me viver! — a raiva me consumiu e acabei por matá-lo ali mesmo.

Saí do calabouço, peguei meu cavalo "Trovão" no estábulo do palácio e cavalguei um pouco ao redor do palácio. Minha mente estava a mil, aquela mulher já havia tirado tudo o que era mais importante na minha vida. Eu ansiava pelo dia que iria matá-la com minhas próprias mãos. Parei perto de uma cachoeira para que o animal pudesse descansar um pouco, e tirei do meu bolso um cristal que adquirira em um leilão secreto do submundo da capital. Os cristais mágicos têm o poder de amplificar qualquer poder, não sendo fácil de encontrar. Gastei muitas moedas de ouro apenas para obter esse pequeno cristal.

Uma flecha passou raspando pela minha cabeça, e por reflexo, virei rapidamente e vi o príncipe herdeiro, junto ao imperador, cada um montado em seus respectivos cavalos e ambos com um arco e flecha na mão. O inverno estava começando, sinal de que a grande caçada nacional estava próxima. A caçada era um torneio em que todas as famílias nobres participavam. O vencedor ganharia uma taça de ouro feita pelo melhor ferreiro da capital.

Adam — Perdoe, vossa graça, estou ainda treinando. Apesar de ser meio míope, quase acertei o alvo — o jovem soltou a piada, sugerindo que o alvo seria a minha cabeça. Certificarei de que, no futuro, o mataria com minhas próprias mãos.

Imperador Filipe — Peço que possa perdoar meu filho, duque Millaner. Apesar de ser o príncipe herdeiro, ainda carece de discernimento.

— Claro, sei que o pequeno sol do império é apenas imaturo e não compreende a gravidade de seus atos — curvei-me perante o imperador.

Imperador Filipe — Bem, já que estamos todos reunidos, que tal uma luta de espadas antes de começar a caçada? Seria perfeito para passar o tempo até o início dela — convidou.

— Adoraria, cumprir suas ordens é um prazer — montei no meu cavalo e os segui. Em poucos instantes, estávamos na arena de treinamento do palácio, ao lado de um lago que começava a congelar.

Adam — Que tal um combate livre? — sugeriu, referindo-se a um combate em que qualquer golpe é válido, até os mais baixos. — Claro, se o duque Millaner estiver pronto para perder.

— Acho que o príncipe herdeiro se equivocou em sua fala, eu já enfrentei as piores guerras, enquanto o príncipe nunca participou de uma — peguei minha espada e apontei para ele com destreza.

Imperador Philip — Desculpem, mas terei que deixá-los sozinhos. Acabei de receber notícias do reino vizinho. Continuem sem mim.

Adam — Agora a brincadeira vai ficar melhor, sem meu pai para te proteger, duque — ergueu sua espada de forma confiante.

Nosso duelo começou, e o patife de cabelos vermelhos conseguiu se manter firme por alguns minutos, até que, em um descuido, vi uma brecha em sua defesa e jogo sua espada para longe. Ele correu para pegá-la, mas eu o alcancei. Ele desapareceu e reapareceu atrás de mim; os filhos da coroa sempre nascem abençoados com algum poder, e o dele era se teleportar. Ele tentava me acertar, mas novamente deixa buracos em sua defesa. Com seus poderes, tornou-se difícil acertá-lo diretamente, mas corri atrás dele, que se dirigia ao lago.

Adam — Pena que o efeito do veneno que minha mãe colocou em sua bebida infelizmente parou na mão daquela ovelha negra — sugeriu de forma maléfica. — Seria uma felicidade maior vê-lo morto do que ganhar um torneio.

— Não use sua boca para falar sobre minha noiva — dessa vez, acertei um golpe em sua face.

Adam — Como ousa bater na cara do herdeiro da coroa por causa de uma mulher que se arrastava aos meus pés? Parece que você gosta dos restos que eu deixo para trás — nesse momento, lembrei-me de quando, ainda criança, andava por aquele local onde ele tentou me afogar. Naquela época, eu não tinha poderes, e ele se aproveitava disso. A vingança é um prato que se come frio. Vi um buraco no meio do lago congelado, e peguei-o desprevenido, enfiando sua cabeça dentro do buraco. Ele se debatia, tentando sair, mas eu o segurei firmemente.

— Como se sente? Sente que vai faltar ar em seus pulmões? — lágrimas inundaram meus olhos só de lembrar o que senti quando quase morri naquele lago.

Adam — Urghh! — gritou por ajuda debaixo da água.

— Você costumava me chamar de a praga singular, que carregava o sangue imperial! — comecei a rir loucamente. — Um erro que deveria ser apagado! — seu corpo começou a ceder, e eu o soltei. — Como é ver a morte bem na sua frente?

Adam — Você é louco? Quer se vingar por algo que aconteceu há mais de dez anos? — tossiu a água que engoliu.

— Ainda mal comecei.

Mais populares

Comments

BRUNA SÁ

BRUNA SÁ

👆🏻👆🏻👆🏻👆🏻

2024-05-29

1

Liliana Weto

Liliana Weto

A escritora é boa mas lhe falta fazer suspense mas estou amando

2024-05-24

2

New Biana

New Biana

vai dar tudo certo gata espera s9 mas um pouco

2024-02-05

3

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!