ELINA
A lua brilhava alta no céu, e dentro da floresta, só podia ouvir os uivos dos lobos e o barulho dos meus próprios suspiros, sufocados pela falta de ar nos meus pulmões. Meus saltos altos tinham quebrado no meio da perseguição, as pontas se soltaram da base, fazendo com que eu caísse de cara no chão. Malditos sapatos, que só serviam para prender os meus pés, um estereótipo que eu desprezava profundamente.
— Eu não posso morrer assim — murmurei em voz alta, como se estivesse incentivando a minha própria mente a bolar um plano para fugir daqueles demônios em forma de lobos — Tenho que escapar para qualquer lugar que não seja aqui...
Antes que eu conseguisse me levantar, um lobo enorme apareceu bem na minha frente, com sua pelagem negra e olhos vermelhos como sangue. Seu olhar emanava ódio, e o medo fez meu coração disparar. Com meu corpo fraco e sem opções, não me resta outra alternativa senão fugir. Sem meus poderes, eu era uma presa fácil para aquela criatura.
Sem pensar duas vezes, comecei a atirar tudo o que via na minha frente, pedras e galhos duraram apenas alguns minutos, até que a matilha se reuniu completamente à minha frente. Voltei a correr e percebi que não havia saída. Na minha frente, havia um penhasco que terminava em uma cachoeira gigante. Minha mente ainda não aceitava que a única opção seria pular ou virar comida de lobos.
Pulei, sentindo o peso do meu corpo cair na alta queda. Segundos depois, meu corpo afundou na água gelada, que em meio ao início do inverno, se tornava gelo. Estava tão cansada que acabei perdendo a capacidade de manter os olhos abertos, e a última coisa que pude ver foi uma coruja albina.
Edward — finalmente acordou — ele me cobriu com uma manta — Parece que estão sempre tentando te matar — disse, olho para a fogueira na minha frente, percebendo que eu estava em uma caverna.
— Já disse que eu sou um imã para confusão — me aproximei do fogo para aquecer as mãos — Mas afinal, como me encontrou?
Edward — Fui dominado pela sensação de que minha noiva estava prestes a morrer — essa sensação tinha nome "Amália", e apesar de não conseguir convocá-la, eu sabia que de alguma forma, ela havia feito algo para me ajudar.
— Você tem um sexto sentido admirável — eu o abracei forte.
Edward — Pensei que dessa vez não conseguiria chegar a tempo — ele cheirou o meu pescoço — Meu coração se partiu ao imaginar que nunca mais sentiria o seu cheiro.
— Ei! Eu não fui a lugar algum — eu tentei me soltar de seu abraço — Não adianta me sufocar até a morte depois de eu quase ter morrido — eu disse, tentando fazê-lo sorrir.
Edward — Se você tivesse morrido, eu teria que enterrar cada pessoa na mansão Woods — ele me olhou sério, mostrando que não estava brincando.
— Mas eu não morri — eu acariciei os seus cabelos platinados como a lua — Tento sempre ver o lado bom das coisas.
Edward — E qual seria o lado bom de quase morrer afogada? — ele franziu o cenho, como uma criança.
— Conhecer as cartas na manga do inimigo — eu sorri — Para o seu plano de vingança, precisamos conhecer o oponente.
Edward — E o que descobriu?
— Elizabeth está sendo consumida pela mana demoníaca, aqueles lobos não eram animais, mas sim demônios — eu disse, vendo a coruja voltar e pousar no ombro do duque.
Edward — Você tem alguma visão do futuro que possa nos ajudar? — ele perguntou, concentrado em minhas palavras.
— Sim, tenho — eu menti, omitindo o conhecimento que eu tinha sobre o romance — Meu pai me deixou uma terra abandonada que tem uma mina de cristal ainda não descoberta. Isso pode ser a nossa vantagem.
Edward — Uma mina? Isso é muito raro. É difícil conseguir apenas um cristal no mercado negro — ele ficou surpreso com a minha falsa visão.
— O príncipe herdeiro desenvolveu um incenso que desperta demônios, e ele planeja usá-lo para expandir os domínios do império — eu comecei a sentir muito frio — A sorte está ao nosso favor, com os cristais poderemos purificar a mana demoníaca.
Edward — Você está tremendo. Se não tirar essa roupa úmida, vai acabar tendo hipotermia — ele colocou um pano no chão — Vamos, eu vou te aquecer!
— Sem chance, eu nem casei com você ainda! — eu virei com vergonha, só de pensar em ficar nua na frente de um homem.
Edward — Então prefere morrer de frio? — ele jogou uma coberta para mim — Prometo não olhar — fecha os olhos.
O medo da morte era maior do que qualquer timidez, então me despi diante dele, certificando-me de que ele não estava me olhando. Tive que admitir que, apesar de ser fraca, eu tinha curvas sedutoras, seios volumosos e uma bunda graciosa. Deitei ao lado dele, e ele me abraçou, me aquecendo. Comecei a ficar muito desconfortável e me mexi, tentando encontrar uma posição mais confortável.
Edward — Se continuar se mexendo assim, vai me deixar excitado — ele disse ao meu ouvido.
— Obrigada por me salvar — eu tentei desconversar, tossindo — Desculpe, não consigo parar de tossir.
Edward — Tome isso, pode te ajudar — ele me deu uma garrafinha e tomei um gole e cuspi o resto.
— Isso é álcool puro?! — olhei incrédula para ele.
Edward — E daí? Não reclame sobre os meios para te aquecer — ele se levantou e ficou em cima de mim — Quer que eu te aqueça de outra maneira? Que tal isso? — ele beijou o meu pescoço, descendo e enterrando o rosto entre os meus seios.
— Espera, o que você está tentando fazer?
Edward — Não entendeu o que estou tentando fazer? — ele perguntou, muito sexy, fazendo-me sentir a sua ereção em cima de mim — Se não quiser, me diga agora.
Fiquei em silêncio, e ele entendeu aquilo como um sinal. Começou a explorar as minhas curvas, mordendo a minha pele exposta, lambendo os lábios quando me viu debaixo dele.
Edward — Quero saborear o seu néctar — ele disse, chegando até as minhas partes — Qual é o seu gosto? — ele beijou a minha barriga, lambendo até a minha intimidade que, naquela altura, já estava molhada de tanto desejo. Quase gritei quando senti a sua língua me provocar com vontade — Uau! Sua intimidade é deliciosa!
Ele continuou me beijando. Eu não queria que ele parasse, na verdade, queria que ele me tocasse mais, queria sentir o prazer e o calor de dois corpos. Sem perder tempo, ele abocanhou um dos meus seios, enquanto massageava o outro, sugando o meu mamilo com destreza.
— Pare, Edward, essa sensação é um pouco... estranha.
Edward — Aqui? — ele provocou, lambendo lentamente, me fazendo sentir prazer ao vê-lo me chupar — Vê-la envergonhada me deixa ainda mais excitado.
— Ah, haa!... Ngh!... — gemi quando ele introduziu dois dedos em mim.
Edward — Quero te preparar — ele lambeu o líquido que escorria de mim — Hum, já está assim? Será que vai aguentar três dedos?
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Atualizado até capítulo 34
Comments
Souza França
🤤🤤🤤🤤😋😋
2024-10-24
0
Celia Evarista Moreira
estou adorando
2024-07-25
0
BRUNA SÁ
.....
2024-05-29
2