EDWARD
Logo depois de o imperador me agradecer, busco Lina na multidão e a vejo indo em direção à sacada. Vou atrás dela e a encontro parada, olhando para o horizonte, seus cabelos negros voando ao vento. Ela vira e sorri, mas estranhamente esse sorriso não é como de costume, parecendo ser de outra pessoa.
A maga, com olhar sedutor, se lança sobre mim.
Lina — Meu estimado Duque, quero te pedir algo.
— Farei tudo o que estiver ao meu alcance para a futura Grã-duquesa Millianer — afasto sua mão, estranhando suas atitudes atiradas, fora do comum para ela.
Lina — Estive pensando e acho melhor trocarmos: minha irmã fica com você e eu com o príncipe — ela olha com olhos singelos.
— Concordo, mas me diga por que mudou de ideia tão rapidamente — minto, querendo saber o que está por trás dessa mudança súbita. Busco a marca de nascença que ela tem no ombro direito, mas não a encontro.
Lina — Acho que minha irmã combina mais com você. Ambos são os jovens mais bonitos do império, e... — ela tenta acariciar meu rosto, mas dou um passo para trás.
— Se não se revelar, vai se arrepender! Minha espada pode fazer estragos em segundos! — ameaço —Sei que não é a verdadeira Lina.
Aponto minha espada, que estava em minha cintura, pois nunca ando desarmado. Alguns segundos após minha ameaça, uma fumaça começa a emergir do chão. Não sinto medo; para alguém que passou meses lutando contra as bestas do norte, um simples feiticeiro não é páreo para mim.
Lina — Só queria fazer uma brincadeira, perdoe-me por irritá-lo, duque — vejo a cópia de Lina se transformar em Elizabeth Woods.
— Elizabeth? Você seria a última pessoa que eu poderia imaginar — ela me encara envergonhada. Nunca soube que a caçula dos Woods tinha poderes desse tipo.
Elizabeth — Apesar de ter sido uma brincadeira, minhas palavras tinham um pouco de verdade — ela se aproxima como uma víbora.
— Como assim? Sabes que sou noivo de sua irmã mais velha. Relevei sua brincadeira de mal gosto, em respeito à sua irmã — repreendo, enquanto a jovem da casa Woods não para de olhar para meus lábios.
Elizabeth — Edward sabe muito bem que não combina com minha irmã mais velha. Você e eu seríamos um par perfeito — ela tenta me beijar, mas antes que seus lábios toquem nos meus, um salto acerta sua cabeça em cheio.
Lina — Não toques no meu homem, sua lambisgoia! — a verdadeira Lina aparece toda suada, com um pouco de lama na barra de seu vestido.
Adam — O que está acontecendo aqui? — pergunta o príncipe.
Elizabeth — Por que me trata assim, irmã mais velha? — força um choro — Eu sempre estive ao seu lado, mesmo quando mamãe brigava com você.
Lina — Como pode ser tão falsa, Beth?! Você ia beijar meu noivo! — grita — E ainda me trancou no banheiro.
Adam — Que blasfêmia! Como ousa acusar sua irmã desse ato?! — O príncipe rosna para minha noiva — Ela nunca seria capaz de fazer isso com você.
Lina — Ah é? Então como explica que ela está com o mesmo vestido que o meu? — muito inteligente, ela questiona Adam, que fica sem argumentos.
Elizabeth — Por que você tem que ficar com o melhor?! Sempre fui a favorita, o que fez para conseguir? Você o enfeitiçou? — ela chora dramaticamente.
— Posso garantir que minha futura esposa nunca me fez nada além de conquistar-me com sua beleza — digo, e Lina fica surpresa.
Elizabeth — Eu odeio todos vocês, vão me pagar! — sai correndo, e o príncipe a segue.
— Você está bem? Seus joelhos estão sangrando — vejo-a olhar para suas pernas, parecendo não ter percebido que estão feridas.
Lina — Eu não tinha percebido. Devo ter me cortado quando pulei da janela do banheiro, mas é só um arranhão superficial — a pego no colo e a levo para a área da enfermaria do palácio.
Após cuidar de seus machucados e colocar um curativo, aproveito para lembrá-la de sua promessa: que, assim que o baile de máscaras acabasse, voltaríamos para minha casa, onde ela ficaria aos meus cuidados até nosso casamento.
— Bem, agora terminamos. Quero saber se você tem palavra de honra — a olho nos olhos.
Lina — Ao que se refere, duque?
— A promessa que me fez anteriormente — fico em silêncio, esperando que ela se lembre.
Lina — Sim, lembro-me muito bem. Só peço que cumpra sua parte do acordo — concordo com a cabeça, e seguimos para a carruagem.
A viagem foi rápida; a propriedade da minha família materna, que pertence às gerações, não era muito longe do palácio. A "Mansão Dimond" era o nome dado pelo meu primeiro antepassado. Por um tempo, aquele lugar era solitário para mim, depois da morte da minha mãe. Vejo o mordomo se assustar ao ver nossa chegada, ao olhar para ele, percebo que Vincent está surpreso; ele não havia preparado nada para a chegada da futura grã-duquesa, pois sempre precisa ter o controle de tudo, por ser perfeccionista. Essa chegada antecipada de Lady Woods o estava enlouquecendo, o que tornava tudo mais divertido.
Vincent — Bem-vinda à Mansão Dimond. Posso acompanhá-la ao seu quarto — se curva educadamente.
— Primeiro, prepare um banho para ela — Elina estava suja de lama, e sei que aquilo a incomodava. Queria que ela se sentisse o mais à vontade possível, já que aquela casa em breve seria dela também.
Vincent — Sim, senhor, por aqui, milady — orienta Lina para a sala de banho.
Vou até meu escritório e pego uma caixa que contém um lindo colar de rubi, comprei na última vez que sair, pensando nos belos olhos de Elina Woods. Ao vê-lo na joalheria da capital, imaginei como ficaria esplêndido no pescoço fino e delicado de Lina. Seria meu presente de casamento a ela.
Após ter feito o pedido oficial ao seu pai, que aceitou sem protestos; teríamos que fazer um pedido ao governante para conceder a aprovação, mais tenho certeza que o imperador ou melhor dizer “pai”, aceitaria.
Releio o contrato que Lina fez, verificando o quão prática ela pode ser quando quer. No entanto, não gosto das condições sobre a parte A e a parte B.
Contrato de casamento
Entre a parte A: Elina Woods e a parte B: Edward Millianer.
1º As partes A e B não podem contar a ninguém ou mostrar o contrato a outras pessoas que não sejam elas mesmas.
2º A duração do contrato e do casamento será de três anos. Se alguma das partes desejar a separação antes desse período, pagará uma multa equivalente a dez vezes o dote.
3º Não haverá contato sexual entre as partes A e B. Se algum dos dois realizar tal ato fora do casamento, deve avisar com antecedência a outra parte.
A partir do momento em que Elina pisar nas terras pertencentes aos Millianer, ela será minha e apenas minha, ninguém além de mim tocará nela. Assino o contrato, sabendo que não cumprirei sem dúvidas a terceira cláusula; meu corpo deseja muito Lina, já está duro só de pensar nela nua na minha cama.
Tiro minha roupa e coloco o roupão, indo calmamente para a sala de banho. A essa altura, a minha noiva já deve ter voltado para o quarto. Como queria possuí-la agora mesmo, porém sei ser um homem paciente. O casamento está próximo; preciso me aliviar o mais rápido possível, já que, até então, não me envolvi com nenhuma outra mulher.
Entro na sala e deixo meu roupão cair, com meu penis ereto começando a mergulhar na piscina de águas termais. Escuto um grito, viro-me para trás e vejo Elina nua, com os cabelos cobrindo seus seios, olhando fixamente para meu “amiguinho”.
Nós dois não conseguimos tirar os olhos um do outro. Ela fica sem saber o que fazer e sai correndo. A única coisa que sei é que não conseguirei dormir a noite toda pensando naquele corpo.
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Atualizado até capítulo 34
Comments
Hanna@lua (≧▽≦)
kkkkkkk amei kkkkkkkkk /Facepalm/
2024-12-04
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Souza França
gostei 🤤
2024-10-23
0
Souza França
e é CESTA!!!! na mosca! bela pontaria 👏👏👏👏
2024-10-23
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