Capítulo 7

Elina

Chego ao meu novo quarto totalmente encantada, lá embaixo, uma nova sensação que não conhecia. Não sei o que vou fazer! Não conseguirei olhar nunca mais para ele depois que vi seu membro, e ele era gigante! Esse romance era um livro +18. Além de haver muitas cenas de morte e sangue, os personagens tinham uma vida sexual muito ativa.

Como o duque sempre foi um personagem secundário, nada tinha nas entrelinhas sobre sua intimidade. Não sabia o que esperar, por isso coloquei a terceira cláusula no nosso contrato. Edward era conhecido por sua frieza no campo de batalha e seu temperamento explosivo, como um sanguinário, sem ter um pingo de compaixão. Imagine o que poderia me acontecer se fosse para cama com ele!

Olho para a janela naquela noite estrelada e vejo uma coruja totalmente albina voando ao redor da floresta que existia na mansão Dimond, era Raven, a ave pertencente ao capitão do exército, vulgo meu futuro marido. Nos livros ela é descrita como veloz e silenciosa, sempre carregava consigo um pergaminho amarrado em sua garra direita. Seus olhos negros por um momento cruzaram com os meus, ela pousa na minha varanda e ficara me observando atentamente.

Ela pisca para mim e novamente segue seu curso. Raven conseguia se comunicar com as pessoas através da telepatia, mas fazia isso somente quando queria. Seu humor poderia ser comparado ao de seu tutor. Raven voa em direção à sacada ao lado que era pertencente ao dono da casa e some da minha visão.

Deitei-me na cama macia com travesseiro feito de pena de ganso e fiquei pensando. Esse local era uma completa loucura! Se realmente queria me manter viva, deveria fortalecer esse corpo frágil. Muitos perigos ainda me aguardavam na corte imperial e ter a proteção de Edward seria apenas a ponta do iceberg.

[...]

Abrindo lentamente meus olhos, consegui ver o sol entrando no quarto. Seria um dia perfeito para treinar esgrima. Pego o sino dourado que ficou em cima da minha cabeceira e movimento de um lado para o outro. Odiava isso, era muito trivial, mas não tinha escolha. A mansão era enorme e o único que conseguia ser alto o bastante para minha empregada pessoal escutar era o objeto maldito.

Madeline — Me chamou Primeira senhorita — sorrir docemente como sempre, ela entra com uma bandeja com água morna para lavar meu rosto.

— Bom dia, Madeline, trataram você bem desde que chegou aqui? — queria saber, já que sabia que o duque possuía alguns funcionários que entre si se tratavam de uma maneira diferente, pois tinham uma posição própria.

Madeline — Mais do que eu esperava, senhora — pega a escova de cabelo na penteadeira

— Trouxe informações da mansão Woods? — pergunto, não trouxe Madeline para aqui sem segundas intenções.

Sabia muito bem, que Madeline era uma fofoqueira de mão cheia. Tudo que se passava na mansão da minha família, ela ficava sabendo.

Madeline — Dês da sua ida senhora, houve uma movimentação estranha — pega uma escova.

— Estranha em que sentido?

Madeline — Agora todos os dias a Lady Ofélia, entrega um chá para seu pai — suspirar — Não deixa niguem fazer, somente ela.

— Obrigada pela informação — ela concordada com a cabeça e volto a pensar, o que será que aquela víbora estava planejando?

Madeline — O que gostaria hoje? Um coque ou totalmente solto? Ouvi falar na moda na capital que as senhoritas usam tranças junto ao coque.

— Quero apenas uma trança firme, pois quero treinar um pouco hoje — falo, terminando de secar o rosto com a toalha após lavá-lo.

Madeline — Treinar, senhora? Nunca teve tais passatempos — começa a trançar meu longo cabelo negro.

— Quero só me exercitar, preciso também conhecer mais sobre esse lugar — olho no espelho e vejo o trabalho impecável da tímida garota de cabelos cor de mel.

Madeline — Claro, senhora, há tempos não pega um pouco de sol, a fará bem — sai dos meus aposentos sem fazer barulho.

Coloco uma calça na cor bege e uma blusa solta na mesma cor. Desço para o primeiro andar. Havia uma longa escada branca que dava para a sala. Acabo encontrando uma mesa de café da manhã sem ninguém. Me questiono onde deve estar o duque. Será com raiva de ontem, talvez esteja pensando que entrei no seu banho de propósito?

Vincent — Olá, senhora, bom dia. Estava à sua espera — o senhor de meia-idade puxa o assento e pede para os empregados servirem o café.

— Vincent, posso fazer uma pergunta? — pergunto enquanto vejo a grande variedade de comida que estava exposta na mesa. Me sirvo com um pouco de cada coisa.

Vincent — Claro, senhora, não faça cerimônia, meu trabalho é ajudá-la em tudo que precisar.

— Por que o duque não se juntou a mim no café? — busco saber a resposta, pois, desde o acidente, não houve o vi mais. Será que estava me evitando?

Vincent — Geralmente o senhor pula o café da manhã. Certamente o verá no almoço, assim como no jantar — me responde sorrindo, percebendo minha preocupação.

— Entendo — limpo minha boca após a comida e me levanto da cadeira — Poderia me guiar até o campo de treinamento, por gentileza, Vincent.

Vincent — Certamente é uma boa ideia. O duque ficará feliz com a visita de sua futura esposa — antes que ele pudesse me guiar, uma senhora de cabelos curtos até o ombro chega. Se eu me lembro muito bem, ela era a estilista mais procurado por todas as jovens senhoritas da capital, seus vestidos sempre estavam em cada temporada.

Madame Anne — Nossa, se não é minha cliente favorita! — abre um lindo sorriso — Lina querida, como tem passado?

— Ah, sim... estou bem, obrigada — começo a entrar em pânico, ela era uma pessoa que conhecia melhor a personalidade de Elina.

Vincent — Madame Anne Marie, sua presença marcada para amanhã, desculpe não recebê-la.

Anne — Não tem problema nenhum, sempre dou um jeito de me adiantar para a cliente que mais me inspira! — a mulher com batom vermelho fala enquanto segura sua gata.

Madeline — Por aqui, senhora, vou levá-las ao aposento de minha senhora — nesse romance sei que os modelos de roupa sempre são extravagantes e exagerados, então já espero que meu vestido de noiva seja muito pomposo.

Chegando ao quarto, com a ajuda da minha empregada pessoal, elas colocam o vestido em mim. Um lindo vestido branco de renda, com mangas longas no estilo sereia. Me impressionou muito, pois não era do estilo da capital, não era algo cheio de babados e bufantes, e sim, algo simples que me agradou.

Madame Marie — É de longe uma obra-prima, e meu maior trabalho até agora — começa a se gabar — Eu vivo para o dia em que ele será visto pelo mundo.

— Muito obrigado pelo seu árduo trabalho, adorei o vestido! — tento retribuir a gentileza, mas não consigo respirar, como as mulheres dessa época conseguem usar isso.

Madame Marie — Que nada, você é minha musa. Levei seis meses só para terminar o véu — fica enumerando em seus dedos — Eu mesma costurei cada pedra.

Madeline — Ah, minha senhora está linda! — bate palmas orgulhosa — É exatamente como gosta, rico em detalhes e extravagante.

Madame Marie — Hum... algo está errado — coloca seu dedo no queixo pensativa — O vestido é perfeito, é claro, mas... você, milady.

— O que tem eu? — pergunto, confusa com sua fala.

Madame Marie — Parece... estranho, é como… — se afasta de mim olhando de longe — Se você não fosse a mesma Lady Lina.

Meu coração dispara. A única que percebeu que eu não era a verdadeira Elina Woods. Será que me delataria. Ninguém ainda tinha percebido tais diferenças, tinha que não deixar suspeitas.

Começo a ouvir gritos e discussões no andar de baixo, até a porta do meu quarto ser arrombada. Furiosa, vejo minha mãe. Assim que ela me vê vestida de noiva, rasga meu vestido inteiro, e me arrasta descendo as escadas.

Ophélia — Você acha que pode passar por cima das minhas ordens, sua fedelha! — enquanto as lágrimas enchem a minha visão, sinto um tapa acertar na minha cara.

— O que você quer de mim? — grito — Por que quer me prender a você? Por que não me deixa em paz?

Ophelia – Paz? — ri — Você é minha filha e fará o que eu bem entender.

— Não, eu não vou. Não sou um objeto que você pode comprar e possuir — berro — Estou noiva do Grão-duque e não há nada que você possa fazer! — outro tapa.

Ophelia — Sua puta... — recupera o fôlego — Quando chegarmos em casa, você irá receber o que merece.

Edward — Acho que está enganada, Duquesa Woods. Minha noiva não irá para lugar nenhum — o duque aparece todo suado, com a camisa aberta. Parece que veio correndo do seu treino matinal.

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Comments

Souza França

Souza França

foi bem a vadia da Elizabeth que inventou mentiras!🤬

2024-10-23

0

BRUNA SÁ

BRUNA SÁ

🤯🤯🤯🤯

2024-05-29

3

New Biana

New Biana

Um dos melhores que já li/Drool/

2024-02-05

3

Ver todos

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