Los Angeles…
Evelyn…
Acordo, faço a minha higiene pessoal, tomo um banho rápido e desço para tomar café.
Ainda moramos com nossos pais, até penso em ter minha própria casa, mas quero aproveitar o quanto puder ao lado deles, mesmo dando trabalho, amo estar com eles.
Ao chegar no corredor, encontro com Alyssa a puxo para um abraço e a encho de beijos.
Nossa relação é bem aberta, conversamos sobre tudo, nos damos muito bem apesar de não concordar com as atitudes uma das outras. Ela não concorda com minhas atitudes rebeldes, e eu não concordo dela ter se fechado tanto por ter tido experiências ruins, e ainda namorar uma pessoa que não tem nada a ver com ela.
Descemos de braços dados, conversando assuntos aleatórios. Na sala de estar, estavam nossos pais, Fabrício e Aline.
Se levantam e nos cumprimentamos com beijos e abraços.
— Como estão, flores do meu jardim? — pergunta papai.
— Bem pai! — respondemos em uníssono.
Tomamos nosso café conversando sobre a faculdade de Alyssa e seu estágio, também sobre meu trabalho no hospital e assim foi nosso café, comunicativo e agradável como todos os dias. Nosso pai é muito carinhoso, desde que me conheço por gente, sempre fomos muito apegadas a ele, mas também é bem firme quando necessário. Já a nossa mãe é carinhosa, mas muito mais firme e rigorosa que nosso pai. Ela não mede as palavras, fala o que pensa sem se importar se vai nos machucar, diz que temos que lidar sempre com a verdade. Ela não concorda com nosso pai fazer sempre as nossas vontades, diz que temos que aprender a lutar pelo que queremos e conquistar nosso lugar sem depender deles, pois um dia vamos precisar e vamos sofrer quando esse dia chegar.
Após o café dou uma carona para Alyssa até o hospital e vou para o meu consultório.
Meu pai montou um escritório para mim, quando não tenho consultas no hospital, atendo no meu escritório particular. Modéstia parte, sou muito procurada, todos os meus pacientes gostam do meu trabalho e me indicam a terceiros.
Chego no meu consultório e recebo uma mensagem de alguns amigos, me convidando para uma festa na casa de praia do meu ficante. De imediato não aceito, pois meu pai já avisou que se eu aprontar novamente, vai cortar meus cartões de crédito e pegar as chaves do meu bebê. É assim que chamo a minha Ferrari.
Meu telefone toca e é um dos meus amigos, Kaique. Eu e ele ficamos ocasionalmente juntos, mas sempre é o mesmo, não aguenta muito tempo no sexo, goza e joga a culpa em mim, dizendo que sou muito gostosa, um mulherão da porra e não consegue se controlar. Ultimamente eu tenho sentido prazer mais sozinha do que com os idiotas que saio, então tenho evitado ficar procurando alguém que me faça delirar de prazer. Como diz minha mãe, antes só do que mal acompanhada, estou nessa vibe.
— Oi, gatinha! Por que não quer ir na minha festa, amanhã a noite? — pergunta, assim que atendo sua ligação.
— Estou de boa, não quero ter problemas com meus pais!
— Fala sério, gatinha! Já tem vinte e cinco anos e ainda tem medo do papai?
— Não é medo, seu idiota! É respeito!
— Calma aí…
— Diz logo o que está querendo, estou no trabalho!
— Quero que seja meu par nessa festa! Não quero ir sozinho, por favor gatinha! Vai ter racha, será muito divertido!
Ele sabe como sou fissurada em rachas, por isso usou esse argumento, porém mesmo que quisesse meus pais iam surtar se fosse.
— Se quiser vou falar com seus pais e...
— Nem pense nisso, sabe que meus pais não te suportam!
— Se não topar vou falar com eles!
Se Kaique aparecer em casa, é bem capaz da minha mãe me bater. Sim, dona Aline não se importa com a idade que tenho, diz que posso estar velhinha que se fizer algo errado ainda assim me dá uma surra ou me castiga. Nunca nos bateram, mas não duvido nada dela cumprir agora.
— Está bem, eu topo!
— Ótimo gata! Que horas te pego?
— Vou no meu carro, vou ver se consigo convencer a minha irmã de me acompanhar!
— Sério? Ela é aquele namorado delas, são muito chatos!
— Escuta aqui, não admito que fale da minha irmã, entendeu?
— Desculpa, não está mais aqui quem falou! Te mando o endereço por mensagem, gata! Um beijo nessa sua boca gostosa!
— Tchau! — respondo revirando os olhos.
Encerro a chamada e foco no meu trabalho.
A manhã passa muito rápido, tive pacientes com problemas graves e agora realmente preciso relaxar um pouco. Agora a tarde tenho mais três consultas no hospital e essa semana será assim. O índice de pessoas depressivas aumentou muito e dos que atendo, cinco tem pensamentos suicidas. Até mesmo adolescentes, uma que passou pelo meu consultório outro dia, disse que tentou se matar, porque estava entediada. Isso é o cúmulo, temos que cuidar e zelar das nossas crianças e adolescentes, para que se amem primeiramente e vejam a vida com mais perspectiva, sabendo que somos obras-primas de Deus. A ausência dos pais é um dos grandes motivos da depressão precoce nos filhos, claro que tem muitos outros motivos, mas dos casos que passaram por aqui, a maioria é a falta dos pais, a ausência da figura paterna no início de sua infância.
Na hora do almoço, convido Alyssa para almoçar. Quero convencê-la de ir comigo a essa festa. Tenho dois motivos, primeiro porque ela vai me impedir de cometer loucuras e segundo porque tem que se divertir um pouco, sair de casa, conhecer gente nova e quem sabe conhecer um homem de verdade.
Chego no restaurante que combinamos e nos cumprimentamos com um beijo no rosto, nos acomodamos em nossos assentos e fazemos nosso pedido.
Já sei que ela vai negar de imediato, então conversamos sobre outros assuntos até que eu consiga chegar onde quero.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Josigg Gomes Galdino
Ainda se acha dona de si, o cara fala qualquer coisa dos pais dela,e a besta aceita, foi manipulada direitinho, onde está a sua vontade e marra
2025-03-19
1
Sandra Maria de Oliveira Costa
verdade a ausência de pais é um problema grave/Smug/
2025-01-31
0
Fatima Gonçalves
ela não iria mudar MESMO
2024-11-15
1