Bruna...
Desde que vi Evelyn e Alyssa, senti que seremos grandes amigas. Nunca fui de fazer amizade com facilidade, nunca tive amigas de verdade, apenas colegas momentâneas. Contudo as duas me fazem ficar a vontade, gostam da minha filha e isso é mais do que importante, antes de gostar de mim, tem que gostar e tratar bem a minha filha.
Foi divertido ajudar elas com as tarefas, são um desastre ambulante, compreensível, duas garotas da cidade tentando se adptar a uma vida no campo, com animais, poeira, sem muitas tecnologias a quais estão acostumadas. Até que elas estão se saindo melhor do que pensava, acreditei que desistiriam em questão de minutos, mesmo cansadas insistiram em cumprir parte das tarefas que meu irmão passou. Devido ter ficado tarde, pedi para que os outros funcionários terminassem aquilo que elas não conseguiram fazer, meu irmão exagerou, jogou o peso do trabalho dos peões nas costas delas. Provavelmente fez isso, para que peçam para ir embora.
Inicialmente acreditei ser isso mesmo, pois suas atitudes não nos surpreendem, porém hoje no estábulo pude perceber que está acontecendo algo forte e intenso entre eles.
Quando Evelyn disse todas aquelas coisas a ele, parecia ver algo se formar em volta deles, como uma atração magnética, difícil de se romper, achei muito engraçado.
Mamãe, havia comentado sobre as ideias malucas do papai em juntar uma delas com Luis Henrique, achei uma loucura, mas depois do que presenciei hoje, tenho certeza que Evelyn tem um propósito na vida do meu irmão.
Espero que ele abra o seu coração e se permita amar e ser amado novamente. Contudo, ainda temos uma preocupação, elas são garotas da cidade, jamais deixariam sua vida luxuosa, para morar num lugar como esse e agora meu dever é mostrar-lhes o lado bom de viver aqui.
Após o almoço, me arrumo e convido Zoe para nos acompanhar até a cidade, ela aceita toda animada, a deixo se trocando e vou até o escritório, pois meu irmão se trancou lá.
— Precisa de algo?
— Vim ver se o papai deixou algum dinheiro para comprar roupas para as meninas!
— Vão na cidade agora?
— Sim!
— Não esquece de falar para aquelas duas, que na cidade são Brenda e Briana, são nossas primas que vieram da Inglaterra, passar uns dias aqui!
— Tá bom! Papai mandou ou não o dinheiro?
— Disse que mandaria, mas até agora nada! Leve o meu cartão, depois acerto com ele!
— Espera..., está me dando o seu cartão para comprar roupas para elas, sem reclamar ou surtar? — pergunto divertida.
— Não me faça arrepender! — diz estreitando os olhos.
Levanto as mãos em forma de rendição e saio rapidamente do escritório, antes que volte atrás em sua decisão.
Pego a minha filha, vamos até a garagem, entramos na minha caminhonete, passamos para pegar as meninas e seguimos para a cidade. Vamos o caminho todo conversando sobre o que gostam de fazer. Evelyn vai no banco de trás com Zoe, fiquei feliz por minha filha dar uma abertura a alguém de se aproximar.
A cidade não é muito grande, então logo que elas descem da caminhonete, os olhares recaem sobre elas, principalmente dos homens.
— Caramba, são sempre assim muito receptivos? — pergunta Evelyn com sarcasmo.
— Novidade pra eles, quase ninguém aparece por aqui, se não for rodeio, então ficam surpresos!
— Rodeio?
— Sim! Geralmente acontece o rodeio aqui na cidade duas vezes ao ano, vem pessoas de vários lugares do mundo! Mas já faz dois anos que cancelaram a festa de peão, após a morte do prefeito da cidade!
— Morreu do quê?
— Foi assassinado, quando ladrões entraram para roubar sua fazenda!
— Que horror! Pegaram os bandidos?
— Não, estão soltos por aí aprontando em toda a redondeza e a polícia não faz nada!
Entramos na única loja que vende roupas, nela contém várias repartições, parece um shopping, só que menor.
Logo na entrada, a filha do dono vem nos atender.
— Em que posso ajudá-las? — pergunta a mulher.
— Você em nada! — digo Bruna friamente.
Aquela menina doce e sorridente, deu lugar para uma mulher fria, eu parecia até o meu irmão.
— Sabe que esse é o meu trabalho, Bruna, então por favor não complique as coisas!
— Quero outra vendedora!
— Bruna! — insiste a mulher.
— Não me obrigue a fazer um escândalo aqui, Chloe!
— Está bem! — diz dando se por vencida.
Ela chama outra vendedora, que sorrindo vem nos atender.
Não suporto Chloe, toda vez que a vejo lembro todo o mal que causou a minha família, lá de casa minha mãe é a única que a trata bem. Finge ser boa moça perto de todos, mas não me engana, não passa de uma vadia se fingindo de boa moça.
Sua família é dona dessa loja, nenhuma outra loja consegue competir com eles e fecham as portas em semanas, portanto não temos escolha, porém nunca a deixo me atender. Quando consigo, prefiro ir em Queensland.
— E então o que veremos hoje, Bruna?
— Minhas primas vieram dar uma mudada no look!
Então as apresento como minhas primas, Chloe fica apenas nos observando, noto seu olhar em cima das minhas amigas, ela não suporta não ser o centro das atenções. E hoje as ruivas mais gatas daqui, chegaram causando na cidade, com sua beleza única.
A vendedora faz várias perguntas, sei que foi a mando de Chloe, então fujo do assunto e as ajudo escolher as roupas.
Não é o tipo que faz o estilo delas, mas Evelyn monta looks incríveis, que agradam tanto Evelyn como eu, que acabo comprando algumas coisas também. Evelyn tem muito bom gosto e monta alguns looks para Zoe, que adora também e entra na brincadeira de desfilar. Do lado de fora da vitrine, muitos homens nos olhavam, e até mesmo algumas mulheres curiosas.
Compramos, calças, camisetas, camisas, blusinhas, botas, chapéus e bonés.
Quando vamos passar as coisas pelo caixa, Chloe fica ao lado da caixa.
— Soube que vamos ter rodeio, Bruna? — pergunta, para me provocar.
Fico espantada com tal notícia, mas disfarço.
— Não sabia!
— Pensei que soubesse, afinal o pai da sua filha...
— Não me interessa o que ele faz ou deixa de fazer! Não estamos juntos e não tem que me dar satisfação! — digo zangada. — Quanta fica? — pergunto imapciente a moça do caixa.
Queria sair dali imediatamente, sabia que minha filha iria me encher de perguntas e não saberia o que responder, afinal eu e ele não nos vemos a tanto tempo. Quando vem ver sua família nem desço do carro, deixo Zoe na fazenda deles e vou embora.
Saio apressada da loja assim que pago as nossas coisas, Evelyn, Alyssa e Zoe, vem logo atrás de mim.
Guardamos as nossas coisas na caminhonete e Zoe inventa de chupar sorvete, percebendo meu estado, Evelyn propõe levá-la e fico com Alyssa.
Nos sentamos no banco da praça.
— Quer falar sobre isso?
— Me desculpe, mas não!
—Tudo bem, não tem problema!
Assim que voltam com o sorvete, entramos na caminhonete e voltamos para a casa em silêncio.
Assim que chegamos, me tranco no quarto, ando de um lado para outro, olho no espelho e noto que estou engordando novamente.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 101
Comments
Josigg Gomes Galdino
Porque a polícia está envolvida, e estão fazendo isso, para prejudicarem os fazendeiros e comprarem as suas fazendas
2025-03-19
1
Marcileia Alves
parece que estou lendo a mesma história só muda o nome dos personagens.
2025-04-01
0
Amanda Porfírio
só lembrei do filme as branquelas kkkkkk
2024-11-24
1