Eu estava vendo os desenhos, quando duas batidas me chamaram a atenção.
O Sr Mason estava na porta do quarto.
—Vamos mostrar o quarto que a Malu vai ficar? — ele olhou com tanta ternura para a Briana que meu coração ficou quentinho.
—vamos— ela levantou animada e passou correndo no meio das pernas dele.
Ele riu, olhando para mim.
Coloquei os desenhos em cima da penteadeira e o segui quando ele começou a caminhar pelo corredor.
—esse é o contrato, com algumas regras e a rotina da Bri— ele me entregou os papéis e eu os folheei, prestando bastante atenção em tudo que ele falava. —você pode ficar a vontade para ler tudo e assassinar, segunda-feira você me entrega— concordei balançando a cabeça e continuei o seguindo pelo corredor, passamos por algumas portas, devem ser outros quartos.
Voltamos para a sala e fomos para o terceiro corredor. A primeira porta seria o meu quarto.
O quarto é lindo, tudo muito limpo e claro. Briana já estava no quarto quando chegamos.
—você pode decorar do jeito que quiser.
—Muito obrigada Sr Mason, é perfeito— falei observando todo o lugar, tinha uma sacada, caminhei até lá. Briana veio logo atrás.
Uma vista perfeita da piscina e de toda a propriedade.
—É lindo— pensei alto.
—Eu preciso resolver uma coisas agora, qualquer coisa que você precisar pode ir lá na cozinha, Adna, nossa governanta irá conseguir pra você.
—Muito obrigada Sr Mason, está tudo perfeito— ele sorriu e depois olhou para Bri.
—Vamos minha linda, deixa Malu se acomodar— ele estendeu a mão para ela e ela a pegou sem protestos.
—tchau— ela balançou as mãozinhas e eu fiz o mesmo.
Assim que eles saíram do quarto e fecharam a porta eu pulei na cama e depois de uma viagem cansativa de 5 horas, o cansaço me fez dormir.
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—Que papéis são esses?— A voz da Vivi saiu pelo alto falante do meu celular.
—É o contrato— virei a folha e li uma das regras. A gargalhada foi instantânea.
—o que foi? Eu quero rir também— ela aproximou a cara da tela do celular, eu não sei por que ela faz isso, fica estranho.
—Aqui diz que não pode haver nenhuma relação além da profissional entre funcionário e patrão. Incluindo qualquer um que tenha o sobrenome Lawrence— continuei a ler as regras de forma descontraída, mas sem ser em voz alta.
—E quem mais você pegaria além dele?
—tem o filho dele— falei ainda lendo as regras.
—Se for bonitinho, quem sabe.
Olhei séria pra ela.
—não vou quebrar nenhuma regra, quero que tudo dê certo— continuei a ler os papéis e uma regra em específico chamou muito a minha atenção. —escuta essa regra— comecei a ler em voz alta —A parte subterrânea da casa é extremamente proibida, a quebra dessa regra pode acarretar consequências sérias a pessoa envolvida— olhei pra ela e suas sobrancelhas estavam franzidas, assim como as minhas.
—é só você pedir— ela diz depois de alguns segundos em silêncio.
Eu não quero quebrar a privacidade do meu patrão e muito menos duvidar de seu caráter, mas essa regra é muito estranha. Por qual motivo a parte subterrânea da casa é proibida?
—faça— essa é a única coisa que eu digo. Eu tento sair desse mundo de espionagem, mas sempre acontece algo para me prender a ele.
Ela levanta levando o celular junto, escora em algum lugar e senta em uma cadeira em frente a várias telas de computador. Fico observando tudo do outro lado da tela, enquanto ela digita sem parar. Seus olhos balançam de um lado a outro, captando tudo que se passa em todas as telas, seus dedos fazem uma dança engraçada no teclado, em uma velocidade surpreendente.
Fico esperando, sentindo minhas mãos suarem frio.
—não existe parte subterrânea— ela diz me olhando com os olhos um pouco arregalados.
—o que? Como assim?— Senti as batidas do meu coração ficando cada vez mais fortes.
—eu invadi o sistema da casa Malu. Não existe parte subterrânea.
—não faz sentido, porque teria uma regra proibindo de ir para a parte subterrânea, sendo que ela não existe?
—a não ser que…— ela parou de falar e ficou observando as telas do computador, que não são visíveis para mim —acho que você não vai gostar nem um pouco disso— ela olhou pra mim e eu já estava surtando, o coração quase saindo pela boca.
—desembucha Vivi— choraminguei e limpei a minha testa, que começou a brotar gotículas de suor.
Ela digitou mais algumas coisas.
—existe um outro sistema, muito protegido, eu precisaria de um tempo pra hackear— ela se aproximou do celular e o pegou, mostrando apenas seu rosto —é um sistema protegido muito além do normal Malu.
—eu posso tentar descobrir o que é.
—e onde está aquele discurso de que não faria nada errado e que não quebraria nenhuma regra? — o sorriso convencido dela me deu vontade de lhe dar um soco.
—vai. se. foder— falei quase soletrando.
A risada dela me fez revirar os olhos.
—Qualquer pessoa ficaria curiosa e nós sabemos muito bem as coisas horríveis que uma pessoa pode esconder.
—Você está certa— ela deu uma pausa dramática —isso não está me cheirando bem, somos criminosas Malu, sentimos cheiro de coisa errada a quilômetros de distância.
Mesmo eu não querendo que seja verdade, Vivi está certa. Isso não parece ser boa coisa, mas independente do que for, não ficará no escuro por muito tempo.
Porque eu vou descobrir o que é.
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Atualizado até capítulo 30
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