Assim que chegamos no hotel, entramos no elevador e paramos no vigésimo primeiro andar. Eles são ricos, isso já está na cara, só pela sofisticação do hotel. Vivi e seu acompanhante – que até agora não sei o nome – entraram no quarto 210, eu e Lucien entramos no 211.
Assim que ele abriu a porta, eu quase soltei um palavrão, tem a porra de uma piscina no meio do quarto. Com uma parede inteira de vidro com uma visão incrível de Nova York, as luzes da cidade ficavam ainda mais bonitas vistas de cima. Uma cama king size ocupava boa parte da parede oposta a piscina e sofás sofisticados completavam a decoração do lugar, além das luzes embutidas e o reflexo que a água da piscina fazia no teto, parecendo ondas do mar.
Tentei não parecer muito deslumbrada com o lugar, imagino a quantidade de mulheres que ele já trouxe aqui e independente de tudo, eu sou bem diferente delas, isso eu tenho certeza.
Enquanto eu observava o lugar, ele colocava um pouco de whisky em um copo, é claro que tinha que ter um mini bar em um quarto de hotel luxuoso.
—jovem, bonito e rico. Qual é a sua profissão? Não, deixa eu adivinhar— cruzei os braços fingindo que estava pensando —herdeiro? — perguntei já sabendo a resposta, ele provavelmente é um grande filhinho de papai.
Ele sorriu tomando um gole do whisky.
—é quase isso. Aceita? — ele mostrou o copo de whisky e eu neguei, já estou alterada o suficiente.
Com toda a paciência do mundo ele colocou o copo na bancada e se aproximou. Por uns breves segundos me senti nervosa e até ansiosa para saber seu próximo passo, ele não é o tipo de homem previsível e eu não sou o tipo de mulher que se contenta com migalhas.
Fingi olhar o horário em um relógio invisível em meu pulso.
—já se passaram três minutos— sorri debochada. Se ele acha que ostentar seu apartamento luxuoso vai me fazer gemer seu nome, então ele realmente é um mimado, filhinho de papai e tem o ego mais inflado do que imaginei.
Ele se aproximou mais e passou o dedo na lateral do meu rosto em uma carícia.
—você está ansiosa pra saber o que vou fazer com você, né? — ele se aproximou ainda mais, se eu movesse menos de um centímetros nossos lábios se encontrariam.
—Meu tempo é muito precioso, querido.
Ele segurou meus ombros e me virou de costas, do mesmo jeito que havia feito quando estávamos na boate. Ele segurou um lenço na frente dos meus olhos e eu apertei seu antebraço em um aviso silencioso.
—relaxa estressadinha, eu não sou um assassino— ele riu de forma suave e eu engoli em seco com a última palavra. Fui soltando seu braço aos poucos, tentando não ter um surto por ter minha visão comprometida, mesmo que fosse para fins divertidos.
Fui ensinada desde cedo que os sentidos são extremamente importantes, perder um deles me faz lembrar de uma época em que eu vivia um inferno. Tentei espantar todos os pensamentos ruins e me concentrar somente no agora. Somente em Lucien, mesmo que ele seja um completo desconhecido.
—se você fosse, eu saberia— sussurrei, mais para mim do que pra ele. De qualquer forma ele não respondeu. Senti quando ele fez um nó apertado no lenço e tudo que eu via era escuridão.
—seus sentidos agora estão mais sensíveis— senti a quentura de seu hálito na minha bochecha esquerda.
Eu sou muito louca por deixar um total desconhecido fazer isso comigo, mas eu e a Vivi não somos conhecidas por ter sanidade intacta.
Ele se afastou e me senti ainda mais vulnerável. Me virei sem enxergar nada. Toquei no lenço em meu rosto, pensando seriamente em tirá-lo.
—não pense nisso— escutei sua voz um pouco afastada, engoli em seco.
O que diabos ele está fazendo?
A música ‘shut up listen’ começou a tocar. Ótimo, agora minha audição também está comprometida.
—o que você…— antes de eu conseguir terminar de falar, senti sua mão em meu pescoço. Segurando com firmeza, não de um jeito para machucar, mas para encharcar a porra da minha calcinha.
—você fala demais— ele estava muito perto, perto demais. Senti sua mão na barra do meu vestido.
Meu coração acelerou, de uma forma que precisei respirar fundo. Estou parecendo uma adolescente, muitos homens já levantaram meu vestido, isso não é novidade pra mim.
Ele levantou o tecido sem nenhuma pressa. A ansiedade estava me matando. Eu sentia tudo, cada roçar do tecido e de seu dedo em minha pele. Estava tentando controlar minha respiração, mas era quase impossível. Isso é tortura.
Agora minha bunda estava totalmente de fora e ele com certeza observava minha calcinha fio dental da mesma cor que o vestido. Esse pensamento me fez dar um pequeno sorriso.
Ele continuou tirando o vestido, eu queria ver o sentimento que se passava em seus olhos agora.
Quando chegou perto dos seios, levantei os braços, não precisei de instrução, eu só queria que ele tirasse esse maldito vestido. E ele tirou, segurando o lenço para que não saísse do lugar. Senti a pele dos meus seios arrepiarem, eu estava sem sutiã, com esse vestido eu não preciso de usar.
Ele se afastou e senti vontade de o matar. Eu estava apenas de calcinha e ele devia estar apreciando muito a vista. Eu estava me sentindo muito exposta e vulnerável.
Tentei escutar qualquer coisa, mas eu não ouvia nada além da música.
Até que senti sua mão me puxando pela cintura e a outra entrando pelo meu cabelo. Estávamos pele com pele. Ele deve ser lindo pra caralho pelado.
Primeiro veio um leve roçar do seu lábio no meu. Segurei na sua cintura e senti o tecido da sua cueca. Porra. E então ele me beijou, primeiro foi leve e lento, mas não durou muito até que começamos a devorar um ao outro. Sua língua fodia a minha, enquanto a minha consumia a sua, uma de suas mãos apertava minha nuca e a outra apertava minha coxa, que com certeza deixaria marca.
Eu estava o devorando e ele tentando me destruir. Segurei seu cabelo e puxei, ele gemeu com sua boca pressa a minha, fomos caminhando e senti quando bati com tudo na parede, mas eu não parei e nem diminui o ritmo, como ele também não. É como se fossemos explodir. Gasolina e fogo, explosivo e munição. As piores combinações que existem, a junção é pura tragédia.
Ele segurou minhas pernas, me fazendo contornar sua cintura e me prender ali. Nessa posição seu pau encaixou na minha entrada e eu juro que queria rasgar esse caralho de calcinha e cueca. Senti ele caminhando, mas não paramos o beijo, estávamos nos fudendo com a língua e nem precisava de um sexo oral pra isso.
Ele me sentou em uma superfície dura e gelada, talvez a bancada de bebidas e se afastou. Eu estava ofegante, minha cabeça estava uma bagunça.
—porra— sussurrei , tentando processar o que tinha acabado de acontecer. Foi o melhor beijo da minha vida, um fato que ele nunca saberia. Ele já tem ego o suficiente.
Eu escutava sua respiração descompassada mesmo com a música tocando.
Nós dois estávamos com a cabeça fudida, esse beijo fudeu com a gente.
Ele se aproximou, me fazendo prender a respiração.
—gostosa pra caralho— ele sussurrou no meu ouvido.
Respirei fundo quando ele começou a beijar meu pescoço e fazer círculos com a língua, foi descendo e chupou meu seio devagar, me consumindo e torturando. Meu corpo estava todo arrepiado e eu tinha a sensação que estava chegando no limite.
Sua mão caminhou pela lateral da minha calcinha e seus dedos brincavam com o tecido. Ele puxou a lateral e soltou, fazendo com que voltasse na minha pele com força.
Mordi o lábio inferior, na intenção de conter o gemido. Sua língua fazia um caminho de fogo pela minha pele chegando até o umbigo.
Ele se afastou de novo, fazendo eu me sentir fria mesmo estando quente.
—apreciando a vista?— perguntei um pouco ofegante. Não querendo que ele pare de jeito nenhum.
—sim, e é linda— sua resposta fez meu ego dobrar de tamanho. Tentei não sorrir, mas foi impossível.
Ele me carregou de novo e agora me colocou em um lugar macio, deduzi que fosse sua cama. Me deitou, deixando minhas pernas abertas para ele.
Ele tirou minha calcinha e agora eu estava completamente nua e mais molhada do que já estive em toda minha vida.
E sem aviso nenhum ele passou o dedo pelo meu clitóris e desceu até minha entrada, ameaçando me penetrar.
—caralho— gemi apertando o lençol.
—boquinha suja— ele mordeu o bico do meu peito, passando a língua logo depois, enquanto seu polegar brincava com meu clitóris.
Meus olhos reviraram quando ele substituiu o dedo pela língua, ele não teve dó e muito menos misericórdia. Ele me sugou, me devorou e me lambeu. O colo do meu útero pulsava, gritando por mais.
Os meus gemidos se misturavam com a música. Eu sentia que estava prestes a gozar e eu precisava tanto que chegava a doer. Deixou de ser um querer e passou a ser uma necessidade.
O maldito sabia o que estava fazendo. Ele não apenas queria que eu gemesse seu nome, mas também queria me fazer implorar.
E ele estava conseguindo, meu deus ele ia conseguir me fazer implorar.
Ele se concentrou no meu clitóris dando voltas com a língua e quando eu achei que não tinha como eu sentir mais prazer, ele enfiou dois dedos em mim e pressionou meu ponto g. O orgasmo veio tão intenso que minha visão embaçou por alguns segundos e senti minha buceta contraindo em volta de seus dedos.
—Meu deus, Lucien…— gemi enquanto o gozo passeava pelo meu corpo, me fazendo delirar de prazer.
Minha respiração estava tão acelerada que era difícil falar. Eu precisava de mais, muito mais. Isso é como uma maldita droga.
—parece que ganhei a aposta— ele falou com a boca ainda perto da minha buceta e seu hálito fez a pele esfriar e meus pelos arrepiaram ainda mais.
—que se dane a aposta— sussurrei puxando o lenço da minha cabeça.
Lucien estava com a cabeça no meio das minhas pernas e o sorriso que ele me lançou dava vontade de socá-lo e ao mesmo tempo dar pra ele até desmaiar.
Talvez eu faça isso, não seria uma má ideia.
Ele levantou e estava completamente nu. Seu físico é de dar inveja e fazer muitas mulheres babarem. Seu pau é muito maior do que eu imaginava e muito maior do que qualquer outro que já entrou em mim.
Eu queria mais, muito mais. Então falei a única coisa que faria com que ele acabasse comigo.
—só isso? Já tive transas melhores.
Pela sua cara, eu sabia que tinha conseguido o que queria.
—você não devia ter dito isso— ele subiu em cima mim, colocando a mão no meu pescoço. —eu posso acabar com você, sabia?
—estou ansiosa por isso— mal terminei de responder e ele me penetrou, até o fundo.
O ar ficou preso na minha garganta, prazer e dor se misturaram me fazendo gemer, quase gritar quando ele me penetrou de novo e de novo, sem piedade nenhuma. Firme e duro.
Não tenho do que reclamar.
Esse é um ótimo jeito de começar o fim de semana.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 30
Comments