Capítulo 4

Comecei a rebolar sentindo o peitoral do homem gato roçar minhas costas. Me virei, observando seus olhos castanhos.

Mexíamos de forma sincronizada, em uma dança bonita e sensual.

—Você me daria o privilégio de saber seu nome? — ele sussurrou no meu ouvido e enfiou a mão no meu cabelo me segurando pela nuca.

—Malu— sussurrei de volta, tentando manter a compostura.

—Malu— ele repetiu como se testasse o sabor de meu nome em sua língua.

Ele me virou segurando minha cintura, me guiando a seguir seu quadril. Estávamos perfeitamente encaixados. Minha respiração estava acelerada e a bebida já estava fazendo muito efeito.

—não vai me dizer seu nome? — questionei, tentando me concentrar em qualquer outra coisa que não fosse sua mão passando pela minha bunda e contornando toda a lateral do meu corpo até chegar no pescoço.

Ele demorou alguns minutos, achei que não responderia, até que ele me virou e seu sorriso convencido deixou minha calcinha molhada.

—Lucien— ele respondeu com os lábios a centímetros dos meus. E foi aí que eu percebi que ele estava tomando controle de toda a situação e eu não sou do tipo de mulher submissa, eu sou do tipo que domina.

—Lucien— repeti o que ele fez, falando seu nome e vendo como ele soa em meus lábios. —é um ótimo nome para ser gemido durante o sexo, pena que eu não faço esse tipo de coisa.

•Lucien•

Eu vi o exato momento em que suas pupilas dilataram e ele umedeceu os lábios, olhando fixamente em meus olhos.

—o que exatamente você não faz? Sexö? ou gemer nome durante o sexö?

Dei uma risada sincera.

—eu não gemo nenhum nome durante o sexö, pode acontecer de eu confundir e acabar gemendo o nome de outro homem, você entende né— o deboche escorria de cada palavra que saia da minha boca.

—isso é porque você nunca transöu comigo— ele passou o dedo indicador por uma mecha do meu cabelo enrolando-a em seu dedo.

—estou achando que você é só mais um desses caras que tem o rostinho bonito, o ego do tamanho do mundo e atitude do tamanho do órgão minúsculo que carregam no meio das pernas.

Ele claramente se sentiu desafiado. Ele se afastou por alguns segundos, sempre me olhando fixamente.

—então vamos fazer uma aposta— ele se aproximou de novo, me dando um susto quando me puxou pela cintura e segurou com firmeza meus cabelos, deixando meu pescoço totalmente exposto. —Vamos ir para o hotel agora— ele beijou a pele exposta e passou a língua bem de leve, me fazendo arrepiar —e em menos de 15 minutos eu te faço gemer meu nome e como recompensa você me passa seu número.

Arfei quando ele deu beijos tão leves que eu só senti um leve roçar de seus lábios na pele arrepiada.

—Tudo isso por um número de telefone? — questionei fechando os olhos, enquanto ele mordia de leve o nódulo da minha orelha.

—Se você for embora comigo agora, pode ter certeza que eu vou ter muito mais que só o seu número de telefone.

Confesso que gostei bastante disso, estamos no mesmo nível. Eu provoco e ele me provoca de volta. Eu puxo a corda de um lado e ele puxa com a mesma intensidade do outro.

—se comem logo, mas façam isso em um lugar privado, por favor— a voz de Vivi me alcança e eu olho pra ela com um semblante divertido.

—vou precisar de ir embora mais cedo— falei olhando para Lucien, que deu um sorriso vitorioso.

—eu iria te falar a mesma coisa— ela ainda estava de mão dada com o cara gostosão, mas a julgar pelo seu cabelo bagunçado, eles já estavam se pegando muito.

Os dois rapazes trocaram olhares convencidos e vitoriosos.

—Estamos no mesmo hotel, então vamos todos no meu carro— Lucien falou olhando para seu amigo, que lhe lançou um sorriso divertido.

—Pode deixar que eu mando uma mensagem pro Alex— o acompanhante da vivi diz começando a digitar no celular.

Deduzi que Alex seja o loiro gatinho que estava com eles, quando o acidente com a bebida aconteceu.

•Alexander (Alex)•

Fomos até a saída e quando estávamos quase saindo, sinto alguém segurar o meu braço.

—já estão indo embora? — Alexis entrelaçou seu braço no meu, sussurrando no meu ouvido —tenha cuidado, são perigosos— franzi a testa olhando para ele confusa, não vejo em como eles podem ser perigosos, mas Alexis sempre sabe de tudo e ouve tudo, então fiz questão de o lembrar de um detalhe importante.

—não é atoa que por muitos anos fui chamada de víbora das sombras, Alexis. Eu sou venenosa e muitas vezes mato abraçando. Não se preocupe comigo— sussurrei de volta e segui os outros que já estavam alguns passos à minha frente.

Eu sou uma assassina, sou perigosa, já matei pessoas em troca de dinheiro e essa é uma verdade do meu passado que vai me perseguir no presente para sempre. Mas também é uma vantagem.

Quem ousar me desafiar de alguma forma vai se arrepender muito. Porque as pessoas machucadas são perigosas porque sabem que vão sobreviver aos ferimentos.

E eu com toda certeza sou uma dessas pessoas.

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