Chegamos na frente da casa e era linda, era a maior da favela toda, de fora já dava pra ouvir a música.
Descemos do carro e a Naty já estava abrindo a porta, bichinha mal educada. Assim que entramos, Crystal e Flávia estavam na cozinha ajudando uma mulher que estava de costas.
— Gostosaaaa, chegueeei. — Naty correu até as amigas.
— até que enfim né. — Flávia falou
— A culpa é da italiana, que demorou. — fiquei encarando a mesma de braço cruzado.
— Fica jogando a culpa pra cima de mim né. — digo indo até ela. — Oiê meninas, tudo bem ?
— Oie gatinha, estávamos com saudades. — diz Crystal me abraçando.
Logo em seguida vem Flávia e me abraça também.
— se tá linda amiga, se tem que ir lá em casa qualquer dia posh.
— vou ser sincera, a Naty tá me largando em casa solitária e como não tenho contato de vocês, eu fico lá isolada até ela voltar do trabalho. — digo fazendo um biquinho de triste.
— que isso Naty, privando a menina. — a mulher que está na cozinha se vira para nós quatro. — Barbara pode vir aqui quando quiser, eu sempre tô em casa, podemos falar mal da Naty aqui.
Todas demos risada e a Naty cruzou os braços fazendo uma cara de triste, mas logo riu também
— Vou aceitar o convite em. — digo olhando para ela. — desculpe, mas qual é seu nome ?
— pode me chamar de Elena, sou a mãe da Crystal e do Carioca. — fui até ela dando um abraço na mesma. — você é a italiana né ?
— sou sim. — dou risada.
— Você parece muito com sua mãe, minha menina. — nesse momento arregalei os olhos. — ela era linda que nem você.
— Você conheceu minha mãe ?
— claro, a mãe da Naty e a sua eram irmãs e eu era melhor amiga delas. — eu e Naty se entre olhamos.
— minha mãe nunca falou da minha tia pra mim. — Naty falou meio pensativa. — eu sabia que a tia Elena era amiga dela, mas não sabia nada da sua mãe.
— Vem aqui segunda e eu te mostro algumas fotos que tenho. Ainda vou procurá-las, mas tenho certeza que estão aqui. — diz me abraçando.
Não estava conseguindo processar o'que tinha acabado de acontecer, alguém que não era meu pai, que sabia da história de minha mãe, já estava ansiosa pra segunda.
— Obrigada Elena, de verdade. — digo a olhando.
— Não precisa agradecer, sei que tem muitas perguntas e vou responder todas.
— Agora vamos terminar essas comidas que eu tô com fome. — Diz Crystal voltando pra cozinha.
— Italiana, corta esses tomates pra gente, bem pequeno pra fazer o vinagrete. — diz a Flávia me entregando uns tomates e uma tábua. — Naty vem aqui mexer a farofa na panela.
Todas começamos a ajudar na cozinha, estava de costas pro restante da casa olhando as meninas dançando no meio da cozinha. Eu só dava risada.
Senti uma mão sendo colocada em meus ombros e logo me assustei.
— Não se assusta não italiana. — diz Carioca olhando pra mim sorrindo.
— Quer me matar? — dei uma risada.
— Você tá melhor ? — perguntou se sentando do meu lado.
— Tô sim, obrigado por aquele dia. — digo abaixando a cabeça.
— não precisa agradecer gatinha. — ele passou a mão na minha cabeça com carinho, o'que me fez arrepiar toda. — essa comida não sai nunca não?
— Vai lá fazer o churrasco menino, antes que eu vá ai te bater. — diz Elena mãe dele.
No mesmo instante ele levantou.
— Calma mãe, só queria comer. — diz e logo em seguida começa rir e todas nós também. — vou sair logo daqui, antes que eu morra.
Ele saiu andando de volta para fora da casa. Conversamos mais alguns minutos e logo já tínhamos terminado, levamos as coisas pra mesa de fora e tinha algumas pessoas que não conhecia, olhei em volta e fui com o olhar até a mesa dos meninos, e carioca estava lá com a loira da Sthefany sentada no colo dele. Não sei porque mais isso me deixou nervosa.
Voltei pra dentro da casa e fui até as meninas.
— Vamos colocar o biquíni meninas? — diz Crystal.
— Vamos sim, quero ir pra piscina. — diz Naty.
— bora subir meninas. — Flávia fala subindo as escadas.
Fomos até uma das portas que era o quarto da Crystal, todas começaram a se trocar, coloquei meu biquíni no banheiro e assim que sai as meninas ficaram me olhando.
— Caralho Barbara! Você vai ter que me passar a receita pra ficar gostosa assim, porque meu deus. — Crystal diz fingindo que estava babando.
— Cuidado pra não te secarem lá em baixo, com uma bunda dessa. — Flávia diz dando risada.
— para meninas tô com vergonha agora. — digo sentindo minhas bochechas queimarem.
— para com isso garota, agora vamos. — Crystal diz abrindo a porta.
Descemos e eu fui a última, coloquei meu óculos escuro e fomos em direção a piscina, e realmente todos os olhares vieram pra mim, olhei de relance para o carioca que me encarava, notei também que a loira não tava mais no colo dele e sim em outro canto com os braços cruzados me encarando com raiva.
Fomos até a mesa dos meninos e sentamos, fiquei ao lado do Carioca, a Naty sentou perto do Cl e a Crystal do lado do Pg e a Flávia ficou sentada na ponta com a mãe do carioca.
— vocês estão lindas meninas. — diz Elena.
— obrigada tia. — Naty diz e ambas também agradecem.
Sinto uma das mãos de Carioca irem até minha coxa, no mesmo instante olhei pra ele e ele chegou mais perto.
— Cadê o resto do seu biquíni ? — sussurra perto de mim.
— não tem resto nenhum, ele é assim mesmo. — digo sem entender.
— se quer me matar do coração neh ? — diz apertando a minha coxa um pouco me fazendo arrepiar.
— Deveria estar olhando para sua loirinha ali que não para de me encarar. — digo apontando o dedo pra ela.
— já disse que não tenho nada com ela morena. — diz tirando a mão da minha coxa e se encontrando na cadeira de braços cruzados.
— engraçado que ela tava bem no seu colo a uns minutos atrás. — dei risada.
— Tá com ciúmes italiana ? — perguntou me lançando um sorriso malicioso.
— eu não, mais você acho que sim em. — digo me levantando e virando minha bunda pro mesmo. — meninas vamos pra piscina?
— vamos sim, tá um calor do caramba aqui. — diz Crystal que se levanta e as demais vem junto.
Fui andando para a piscina e antes de entrar olhei para o Carioca que me encarava e mandei uma piscadinha pra ele.
Ficamos um tempo ali dentro e saímos para poder comer, Crystal foi pegar uma toalha pra gente, porque havíamos esquecido.
Ela voltou e deu a toalha pra mim e para as meninas e logo me sequei e estendi a toalha na corda que tinha no cantinho do quintal.
Pegamos comida e sentamos de novo na mesa com os meninos.
— nossa tá uma delícia essa comida, esse negócio aqui de tomate tá saboroso. — falei para as meninas.
— é vinagrete amiga. — diz Flávia dando risada.
— acho que nunca comi isso, e esse aqui também tá bom e nunca comi. - apontei para uma coisa cremosa que tinha.
— isso é maionese. — Elena disse rindo — fui eu que fiz.
— Tá maravilhoso, Elena. Parabéns. — digo dando um sorriso.
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Maria Sena
Ainda bem que tem as meninas por perto pra não deixar ela sozinha e triste. Acho que vai acontecer alguma coisa com o pai dela.
2024-11-20
0
Maryan Carla Matos Pinto
que bom que ela está fazendo amizade
2025-03-08
0
TRAIÇÃO NÃO TEM PERDÃO
Pq Smp Se Joga Nele ? Poderia Sentar Distante
2024-08-29
3