Carioca
Acordo ouvindo o barulho insuportável do meu rádio. Olho para meu celular e já é 8 horas da manhã, tava atrasado nessa merda.
Rádio on
— eai coringa cadê você caralho, os cara achou o x9.
— já tô encostando, manda levarem pro galpão.
Rádio off
Só de pensar que tinha a porra de um x9 no meu morro já fico puto, esse maldito vai pagar por fazer eu perder a porra da minha carga. Foi 500 mil perdido nessa porra.
Me levantei e fui pro banheiro, tomei um banho rápido, coloquei uma bermuda e uma camiseta preta, coloquei o rádio na cintura e a arma nas costas. Desci para a cozinha e minha mãe já estava acordada tomando café.
— Bom dia querido, quer um café ?
— não mãe, preciso ir, tô atrasado. — digo pegando um pedaço de pão e dando um beijo na testa dela.
— Cuidado meu filho.
Sai no rápido, peguei minha moto e em uns 5 minutos já tava na boca, entrei e vi a porra do Pg deitado no meu sofá.
— Tá achando que tá onde filho da puta? — digo, assustando ele
— CARALHO! — ele pula do sofá me olhando — vai assustar o capeta.
— acabei de fazer isso, agora levanta e vamo pro galpão.
— bora logo.
Fomos andando até o galpão que ficava mais pra cima no morro. Assim que cheguei tinha dois vapor e o Cl no galpão. O x9 tava amarrado com os braço pra cima, ajoelhado no chão. A cara já tava toda arregaçada.
— eai Cl ele disse alguma coisa já ?
— perguntei batendo na mão do mesmo.
— esse pau no cu não abriu a boca ainda chefia.
— mas agora ele vai abrir. — falei indo na direção do x9.
Agachei perto dele e o mesmo me olhou e começou a rir.
— e melhor me matar logo Carioca, porque não vou falar porra nenhuma.
— se não quiser falar, tudo bem. Mas acho que tenho o direito de brincar um pouco com você. — falo pegando uma cadeira e ficando de frente pra ele. — Pânico trás pra mim as ferramentas faz tempo que não uso elas.
Depois de uns dois minutos o pânico volta com um carrinho com algumas ferramentas.
— olha só o'que temos aqui, deixa ver por onde eu começo. — digo sarcástico. — sabe timtim acho que vou usar meu alicate favorito, faz um tempão que não uso ele. — peguei um alicate grande que havia no carrinho, o mesmo já estava até enferrujado. — eai meninos por onde você acha que eu começo, pelas mãos ou pelos pés ?
— pelas mão patrão. — diz Cl
— uma ótima ideia, certeza mesmo que não vai abrir a boca timtim?
— Vão se fudeu.
— tá bom então. — disse pegando uma das mãos dele e colocando o alicate em um dos dedos. — vou te dar mais uma chance em.
— Me mata logo Carioca, tá perdendo seu tempo. — fala desesperado.
— tô perdendo não pô. — disse arrancando o dedo dele. — Eu curto isso, sabe, relaxa um pouco. — peguei e cortei outro dedo, o moleque gritava desesperado. — olha já foi uma mão, agora vou pra outra, se tá vivo ainda dá pra falar algo em.
— VAI SE FUDE CARIOCA. — Gritou em meio a dor. — Foi a porra do Perigo do morro da penha. — ele chora que nem uma criança. — agora me mata porfavor.
— Olha ele sabe falar. — digo olhando para os meninos e rindo — olha que você falou eu vou continuar, porque você é um x9 filho da puta, que fodeu com a porra da minha mercadoria. — peguei a outra mão dele e comecei a arrancar os outros dedos.
Quando estava no último, o arrombado desmaiou.
— o pânico pega um balde de água que o bebezão dormiu. — digo rindo.
Pânico trouxe o balde e o mesmo acordou de novo.
— dorme não bela adormecida, ainda não acabamos.
— pelo… amor de deus… me mata. — disse em meio às lágrimas.
— Pânico pode queimar o filho da puta e filma, pode mandar pra geral, pra aprender o'que acontece com x9 filho da puta.
Nem olhei pra traz, só ouvi o maldito gritando de desespero, e isso que acontece com quem me trai.
— temos que colocar um valor na penha pra ver o'que o perigo tá tramando. — falei para PG e Cl que me acompanhavam. — fala para os caras se prepararem porque qualquer coisa vamos invadir o morro da Penha.
— pode deixar chefia. — diz Cl.
— chefia ainda vamos fazer o baile ? — PG pergunta.
— Claro, precisamos fazer uma grana. — disse sorrindo — vou pra boca, vão resolver essas paradas ai, me encontrem lá na dona Sônia pra almoçar.
— pode pah patrão.
Fui para boca resolver o que tinha para fazer, a hora passou rápido, quando vi já era hora do almoço, peguei a minha arma, fechei a boca e subi na moto indo em direção ao restaurante da dona Sônia. Sinceramente a melhor comida do morro inteiro.
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Maryan Carla Matos Pinto
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2025-03-08
0
S Ramos
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2025-03-10
0
Kelly Sartorio
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2024-05-01
2