Vi Elena descer as escadas com uma caixa branca pequena. Ela veio até mim e sentou ao meu lado.
Ela parou um tempo e ficou olhando a caixa e então me entregou.
— Pode abrir minha menina. — diz me olhando.
Abri a caixa e a primeira foto era da minha mãe, na mesma hora senti meus olhos encherem de lágrima, ela era tão linda, sorridente, queria tanto ter conhecido ela. Levantei a foto e fui olhando uma por uma e então vi uma foto em que eu era pequena e ela me segurava. Comecei a chorar mais ainda, sentia uma dor enorme no meu peito. Queria ela aqui comigo.
— Vem cá meu amor. — diz me abraçando forte. — não fica triste, sua mãe amava você, ela sempre me falava que você era o fruto do amor que eles dois sentiam e que isso era algo incrível.
— Porque Elena ? Porque tive que ficar sem ela? — as lágrimas não paravam de escorrer pelo meu rosto. — queria ter ela na minha vida, ter ela aqui comigo, as coisas seriam diferentes.
— Ela está sempre com você meu amor, sua mãe sempre vai proteger você de tudo, saiba sempre disso. — ele diz me olhando e secando minhas lágrimas — ela teria orgulho da filha dela, teria orgulho de como você está hoje. Isso você pode ter certeza.
— Obrigado de verdade por isso, eu em todos esses anos só tive uma foto da minha mãe, pra poder lembrar dela. — digo olhando novamente as fotos.
— Fique então com esta caixa para você, só peço que deixe comigo a foto que está eu, sua mãe e a sua tia. — ela diz acariciando meu ombro.
— Não posso aceitar, são suas lembranças Elena. — digo olhando para ela e secando algumas lágrimas que estavam escorrendo em meu rosto.
— eu quero que aceite, sua mãe iria querer que ficasse com elas, por favor. — diz segurando uma de minhas mãos.
— Obrigado, eu nem sei como agradecer você. — digo dando um abraço nela.
— Agora vamos comer que já está na hora, vou chamar Crystal e o Vitor já deve estar voltando.
Ela se levantou e olhei no meu celular e a hora tinha passado voando. Crystal desceu e Vitor não havia chegado. Peguei meu celular e ele disse que não ia conseguir vir.
Comemos só nos três e ficamos conversando por um bom tempo, assim que terminamos lavamos a louça e sentamos na sala para ficar conversando. Estava tudo tranquilo até que ouvimos o barulho vindo de fora.
— oque é isso ? — perguntei.
— invasão, precisamos ir para o quarto seguro. — Elena se levanta rapidamente e eu e Crystal vamos seguindo ela.
Subimos as escadas e fomos até o último cômodo, ela abriu a porta e entramos todas, ela trancou a porta e sentamos em um sofá que havia na sala, pelas paredes haviam várias estantes com alimentos e armas, no meio uma mesinha vazia.
Estava tudo bem até que ouvimos um tiro vindo de muito perto da casa, me levantei rapidamente e fui até a estante onde havia as armas. Peguei duas pistolas e uma faca que havia ali.
As duas ficaram me encarando sem saber oque eu estava fazendo.
Coloquei uma das pistolas nas costas enfiada no short e uma deixei na minha mão, a faca coloquei em um dos bolsos do short.
— Elena me dá a chave, acho que vão invadir a casa. — digo indo em sua direção no sofá.
— Barbara acho melhor ficarmos aqui, logo Vitor vai chegar. — diz Elena.
Crystal estava chorando sem parar.
— Elena eu posso ajudar, se Vitor estiver longe, não vai poder ajudar a gente, confia em mim por favor.
Ela ficou me olhando um tempo, mas mesmo assim me entregou a chave, peguei a mesma e abri a porta com calma, olhei para o corredor e não havia ninguém. Ouvi passos do lado de baixo, passei pela porta e tranquei. Coloquei a chave no bolso e caminhei devagar na direção da escada.
Assim que cheguei mais perto ouvi algumas vozes e nenhuma delas era conhecida.
— Vão para a parte de cima e encontrem a mãe e a irmã dele, vamos matá-las. — diz um homem.
Quando ouvi isso, entrei em um dos quartos e fiquei escondida atrás da porta, ouvi dois homens subindo a escada, eles pararam no quarto que estava na frente de onde eu estava e entraram, procuraram lá dentro e saíram. Entraram no quarto que eu estava, o primeiro entrou e eu deixei passar, quando o segundo passou no meu campo de visão, peguei a faca que estava no bolso e com agilidade acertei seu pescoço, deixei a faca enfiada em seu pescoço e peguei a pistola atingindo a cabeça do que estava na minha frente.
Peguei a faca rápido, e ouvi mais passos subindo, dessa vez ouvi apenas uma pessoa, olhei rápido e vi que era um inimigo, esperei ele passar pela porta e ataquei o mesmo sem fazer nenhum barulho.
Peguei a arma e me preparei para descer, fui indo devagar, aproveitando que a escada fazia um L. Assim que cheguei no meio, olhei pelo lado e vi uns cinco homens, merda, será que ia conseguir?
— Cadê esses três babacas, precisamos sair daqui antes que o carioca venha pra cá. — um deles disse. — sobe vocês três e vão ver o que aconteceu.
Subi novamente o mais rápido possível e sem fazer barulho. Me escondi novamente em um dos quartos, e observei os três.
— Cadê vocês seus otários. — um deles chamou.
Um deles estava na minha mira, se eu atirasse o demais iam vir atrás de mim, mas eu estava em vantagem, então atirei, ele caiu no chão e os dois entraram no quartos, acertei o primeiro e fui pra cima do segundo, golpeei a arma dele com um chute e fui pra cima dele, ficamos em uma luta corporal, mais para o azar dele eu era melhor, então em um movimento rápido o derrubei e segurei o mesmo com minhas pernas, um de meus braços estava segurando seu pescoço e com a outra peguei a faca e enfiei em seu pescoço.
Tirei seu corpo de cima do meu e me levantei rapidamente, fui em direção da escada de novo e sem pensar duas vezes desci atirando, só tinha mais dois homens então foi mais fácil, em poucos segundos os dois estavam caídos e mortos.
Assim que desci a escada por completo senti uma dor percorrer meu corpo, fui em direção a cozinha e me escondi, olhei para minha barriga e havia levado um tiro, coloquei minha mão na parte de trás das minhas costas para ver se a bala tinha saído pelo outro lado e fiquei feliz que sim. O tiro não havia acertado nenhum ponto vital, mas estava sangrando demais.
Fui até umas das gavetas e peguei um pano de prato e coloquei na minha barriga. Fui andando devagar até o meio da sala, andei até a entrada e vi Vitor vindo na direção da casa. Ele estava cheio de sangue e isso me assustou. Fui tentar andar em sua direção, mas meu corpo ficou fraco demais, minhas pernas falharam e eu caí de joelhos no chão, ele me olhou assustado e correu em minha direção.
— Barbara porra! O'Que aconteceu? — diz se ajoelhando em minha frente e me segurando em seus braços.
— Tá tudo bem Vitor, só preciso ir pro hospital. — Coloquei a mão em meu bolso e peguei a chave do quarto seguro e dei na mão dele. — Sua mãe e sua irmã estão bem, eu tranquei elas lá e sai.
— Tá sangrando demais, vou pedir pra trazerem um carro e vamos pro hospital. — ele me levantou no colo e foi em direção a sala me colocando no sofá.
Eu já estava fraca demais, já não conseguia mais responder ele. Vi Cl entrando na casa desesperado.
— Cl pega fala pra um dos vapores pegar um carro agora, temos que levar ela pro hospital, vou subir e pegar minha mãe minha irmã, e já volto. — diz olhando para ele. — Barbara aguenta firme e não apaga, por favor fica comigo.
— Ela levou um tiro? Porra Carioca o PG já foi levado pro hospital e os cara já recuaram. — diz nervoso.
— Cl porra se concentra e segura ela aqui que eu vou subir.
Neste momento não aguentei mais e apaguei.
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Maria Sena
Caracas, a Bárbara faz juz a sua linhagem, a mulher sozinha matou todos os caras, se ela não tivesse lá eles iam matar a mãe e a irmã do Vitor.
2024-11-21
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Maryan Carla Matos Pinto
ela é foda
2025-03-09
0
Natacha Manoell
adoro qndo são valentes seguras d dia n espera macho...
2024-11-08
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