•Saimon•
...O que eu puder fazer por Isabella, para que tenha agora uma boa vida e viva feliz....
...Eu Farei!...
Conversamos tanto, que nem percebi o tempo passar.
Isabella me fez prometer que tocaria e cantaria uma das minhas músicas pra ela...
Sorrimos juntos, enquanto caminhamos de volta para dentro do restaurante, e a guio até o meu escritório.
Logo percebo a mudança na expressão no seu rosto, parecendo estar pensativa...
_ Está bem? Algo lhe preocupa?
Perguntei-lhe, com preocupação, parando já em frente a porta do escritório.
Isabella: É... Saimon, por quanto tempo vamos permanecer casados? E, o quê acontece depois que, não precisar mais de mim?
Pergunta ela, com uma expressão triste?
_ Hum... Ainda não sei ao certo, o tempo necessário para permanecermos casados, mas, falarei com o meu advogado... Quanto ao depois que nos divorciamos, podemos continuar amigos. Eu sou um cara legal! Certo?
Isabella: Sim, é claro que sim.
Disse ela, e suspirou, e colocou um sorriso no seu rosto.
_ Algo mais...
Pergunto ao ver que ainda parece pensativa.
Isabella: Eu gostaria de fazer algo útil. Não quero que pense que estou-me aproveitando da sua amizade. Talvez eu possa trabalhar aqui no restaurante.
Disse ela.
_ Jamais pensaria isso de você. Mas, se é o que quer... Assim que eu assumir a rede dos restaurantes Felippo. Terei muito trabalho, então... Que tal ser a minha assistente?
Pergunto a ela.
Isabella: Hum?... Eu não sei. Como seria isso?
Pergunta com uma expressão surpresa.
_ Terá que anotar e repassar qualquer recado. Responder e enviar e-mails. Cuidar da minha agenda de compromissos... E, terá que estar comigo em alguns eventos.
Digo a ela, e logo penso que devido a sua condição, tudo terá que ser em forma de áudio.
Isabella: Mas, como?. Eu, não consigo ver.
Disse ela, apertando os olhos franzindo a sua testa, parecendo estar confusa.
_ Bem... Isso não te impede. Vamos encontrar um jeito. Sabe escrever não mesmo?
Pergunto ao me recordar que fez a sua assinatura na certidão de casamento.
Isabella: Sim, mas, geralmente são só poucas palavras, e na maioria das vezes é o meu nome.
_ Hum?! E, consegue digitar, num computador?
Pergunto, e penso em comprar acessórios adaptadores próprios para deficientes visuais.
Isabella: Hum... Nunca tentei.
Disse ela, erguendo as sobrancelhas, em seguida mordiscou levemente o lábio inferior, prendendo totalmente a minha atenção a ela.
_ Eu- posso te ensinar... Se quiser. Podemos adaptar um computador, para você.
Falo, e respiro fundo.
Isabella: Isso é sério?
Pergunta ela com empolgação, e sorri.
_ Sim, mocinha, Aparti de amanhã, iniciaremos as aulas de digitação.
Isabella: Obrigada Saimon...
Disse ela, e sem eu esperar, senti o seu corpo se juntar ao meu num abraço, caloroso e foi muito bom.
_ Hmmmf! De nada...
Respiro pesado, enquanto nos afastamos.
Fabio: Hum?! Interrompo?
Pergunta ele, num tom de voz sarcástico. Ao me virar o vejo-me encarando com um sorriso idiota no rosto.
_ Não, só estávamos conversando... Então, onde estar?
Pergunto, tentando não deixar transparecer-lhe o quanto Isabella mexe comigo. Sei que dirá coisas, como vai fundo, esqueça o passado, ou quem sabe dirá a mesma besteira que de alguns dias atrás... Mas, jurei no túmulo de Keila que jamais amaria outra mulher além dela. E, tudo que posso dar a Isabella é uma verdadeira e sincera amizade.
Fabio: Está bem aqui...
Disse ele, me trazendo dos meus pensamentos, e me entrega uma pasta azul, abro de imediato e constato que está a certidão de casamento, com os documentos de Isabella.
_ Ótimo! Hmf... Muito obrigado.
Fabio: Só isso? Cadê o almoço que me prometeu?
Disse ele arqueando as sobrancelhas.
_ Já iríamos almoçar. Vamos Isabella.
Isabella: É... Não quero atrapalhar.
Disse ela, com timidez.
Fabio: Pode vir Isabella, eu prometo que sou mais legal do que esse cara aí.
Isabella: Eu duvido! Que seja mais legal que o Saimon.
Disse ela, e sorriu docemente.
_ Hum!.. Vou só! Eu sou o mais legal.
Falo, o encarando, debochando dele.
Ofereço o meu braço a ela, e voltamos ao salão, do restaurante, Seguimos para uma mesa mais reservada, nos sentamos, Isabella ao meu lado, enquanto Fábio na cadeira de frente a nós dois, me encara, a todo o momento com um olhar desconfiado e um sorriso no rosto. Fazemos os pedidos, e almoçamos juntos...
...Após o almoço....
Fábio: Então, Isabella... Como tem sido dividir a casa com esse dai... Me conte, é verdade que ele ronca.
Disse ele.
Isabella: Hum? Tem sido legal.Eu, preciso ir ao banheiro
Disse ela, e a ouço suspirar, seu rosto se avermelhou.
_ Sabe como chegar lá? Precisa de ajuda...
Falo, já me levantando, seguro em sua mão. E, vejo que ficou ainda mais corada.
Isabella: Eu sei onde fica... Pode pedir a Celina para vir aqui.
Disse ela, pedindo para que eu chamasse uma das garçonetes.
_ Sim, claro...
Falo, e já busco por ela, a avistando-lhe faço sinal com a mão para ela vir.
Assim que Celina se aproxima da mesa, Isabella pede que ela a acompanhe até o banheiro, e seguem até lá.
Fábio: Interessante...
_ O quê foi?
Pergunto a ele, e o vejo sorri.
Fábio: Vi bem como ficaram com uma simples pergunta. Me conta o que rolou entre vocês dois...
_ Não rolou nada...
Fábio: Tudo bem! Foi só uma pergunta...
_ Preciso que me indique um ótimo detetive. Preciso que investigue uma pessoa.
Fábio: Hum! E, quem é essa pessoa?
_ A madrasta de Isabella, nem imagina as barbaridades que essa mulher foi capaz de cometer a ela.
Falo, e me sinto irado, ao me lembrar do que ouvi ela dizer e o menino Guilherme.
A deixava trancada num sótão, sem comida, sem água, batia nela a castigava, se não vendesse as flores. E, sinto que isso não é tudo. Sem falar num idiota que ela tem como irmão. O pai então, nem se fala...
Fábio: Nossa! Que vida, essa moça enfrentou...
_ Ninguém merece passar por isso. Ainda, mas, a isabella. Ela é tão doce, gentil e...
Digo e sem perceber sorrio.
Fábio: Doce e gentil?... Um conselho amigo. Não vá tão longe nessa, sua benevolência com a moça.
_ Porquê diz isso?
Pergunto, enquanto o encaro confuso a suas palavras.
Fábio: Vai acabar se apaixonando, se é que já não estar.
Disse ele, me encarando com sua sobrancelha erguida.
_ Não sabe o que estar dizendo. Eu jamais irei amar outra mulher... Tudo que quero é proteger a Isabella, e ajudá-la... Apenas isso.
Digo, e de imediato os meus olhos encontram ela que está frente ao balcão com Celina. E, não sei porque uma sensação estranha tomou o meu peito quando o seu olhar sem brilho veio de encontro a mim, como se soubesse exatamente onde me encontrar.
Fábio: Bom, se o que diz... Eu conheço um excelente detetive, assim que conseguir entrar em contato com ele, eu te aviso. Agora, preciso ir. Obrigado pelo almoço.
Disse ele, se colocando de pé. Me encarando com um sorriso no rosto. Sei bem o que significa ele não vai deixar essa ideia pra lá... Hunf!
_ Tudo bem! Vou estar aguardando...
Digo, me levantando.
Fábio: E, tome cuidado para não ser traído, pelo seu próprio coração. Até logo!..
Disse ele, e saiu.
E, novamente estou com meu olhar preso a ela...
Meu coração sempre vai pertencer a Keila... Mas, confesso que desde o dia que Isabella apareceu em minha vida, tenho-me sentindo estranho, inquieto... Mas, não é amor. Estou certo disso! Penso eu, indo já de encontro a ela.
_ Então, vamos? Temos umas coisas a resolver.
Falo, enquanto olho a hora no relógio ao meu pulso. São 14h da tarde. Precisamos ir ao mercado...E, acho que dá pra passar na loja de eletrônicos, e já providenciar tudo que ela vai precisar para utilizar o computador. Penso.
Isabella: Sim, podemos ir.
..................
...Um Tempo Depois....
...20h....
...Casa Do Lago....
Chegamos por volta de umas 17h. Ainda bem que a minha querida mãe não estava. Não, sei se estou a ser duro demais, mas ela mentiu pra mim, minha própria mãe, e com algo tão grave, Hunf! Dizer que estava doente, só pra que eu permanece no Brasil. Além disso, queria que eu me casasse com Denise Castelo... Só espero que não tente ofender Isabella de novo.
.........
Guardamos as compras, subi para o meu quarto, e Isabella foi para o dela.
Após o banho desci, e, como não estávamos com muita fome, fizemos uma sanduíche para o jantar.
Em seguida fui escritório, e coloquei sobre a mesa-escrivaninha, o novo notebook, próprio para deficientes visuais. E, fui buscar Isabella que estava na sala.
Assim que ela se sentou, passou a ponta dos seus dedos por ele ...
_ É todo o seu...
Digo, próximo ao seu ouvido e de imediato, ela vira o seu rosto ao encontro do meu.
Isabella: Meu? Sério...
_ Sim, se quiser podemos começar agora mesmo. Quer ver como funciona?
Pergunto, enquanto, junto o seu cabelo e o coloco para trás.
Isabella: É... O quê vamos fazer agora?
Disse ela, num tom de voz estranho.
_ Hum?! Precisamos liga-lo primeiro.
Digo, e antes que termine de concluir, ela interrompe.
Isabella: E, como faço isso?
Pergunta ela.
_ Aperte esse botão aqui.
Falo, pegando no seu dedo indicador, e coloco por cima do botão.
Isabella: Podemos fazer isso amanhã?
Pergunta ela, num tom de voz estranho, e se levanta com rapidez.
_ Tudo bem, podemos começar amanhã então.
Isabella: Obrigada Saimon... Eu, vou dormir, boa noite!
Disse ela num tom de voz, ansioso.
_ Boa noite! Isabella... Precisa de ajuda pra chegar no quarto?
Isabella: Não precisa, só me diga pra que lado é a porta.
_ A sua esquerda...
Isabella: Obrigada.
Disse ela e contou os passos até a porta e saiu.
Hunff! Ela agiu estranho, agora a pouco. O quê será que deu nela?
...__&&&__&&&__&&&__&&&__...
🌺°Isabella°🌺
Assim que entro ao quarto, respiro fundo, tentando conter essa estranha sensação que tomou conta de todo o meu corpo.
...Hmmmmf!...
Ter o Saimon tão perto de mim, senti a sua respiração tocar no meu pescoço, e sua voz, falando tão próximo a mim. deixou-me, confusa as minhas pernas estão trêmulas... Eu não posso sentir isso, eu não posso!
Digo, pra mim mesma, e logo caminho contando os meus passos até chegar a cama. Alcançando-a, toco com a minha mão, até chegar a borda do lençol o ergo e deito-me.
Anda Isabella, durma! Penso, mas é em vão..
Sinto que o tempo não passa, e a voz do Saimon permanece a todo o momento nos meus pensamentos, sinto um arrepio na pele, ao me lembrar do seu toque nos meus ombros, e da sua respiração quente no meu pescoço.
_ Saimon...
.........
...Um tempo Depois....
Ouço um barulho estranho, ergo-me rápido me sentando na cama.
_ Saimon... É você?
Pergunto ao ouvir novamente, só que dessa vez foi ainda mais perto de mim.
...- Saía Dessa Casa! Ela É Minha! Ele Meu! Só Meu!...
Ouço uma voz assustadora falar próximo a mim.
_ Quem está aí? Pôr favor, eu...
Digo, me sentido apavorada.
...- Ele é Meu! O Saimon é Meu! Meu Marido. E, não vou deixar que fique com ele. Vai embora Dessa Casa! Ou Vai Se Arrepender!...
..._ Keila!...
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Flor De Liz Soares Souza
Essas palavras me soaram como segundas intenções
2024-12-23
0
Tânia Principe Dos Santos
a bruxa já está atacando
2025-01-14
0
Terezinha Cruz
ela vai dar um tiro no próprio pé, pois agora eles vão dormir juntos...
2024-11-19
0