🌺°Isabella°🌺
Saimon: Me permite?
Perguntou ele, após o juiz dizer que poderíamos... É, nos beijarmos.
_ Sim...
Respondi, sem nem pensar.
Sinto a sua respiração quente tocar o meu pescoço. O quê causou um arrepio em minha pele, e se alastrou por todo meu corpo. Hum!?... Então, é isso... Terei o meu primeiro beijo, aos 20 anos?! Mm... Penso, enquanto me preparo para receber o seu beijo.
Tento engolir, mas a minha boca esta seca. Minha respiração falha, e ofego, enquanto as minhas mãos começam a suar frio sem parar. Minhas pernas ficam bambas. Que sensação estranha, parece que tem pequenas borboletas no meu estômago... Sim, eu sei o que são borboletas, já as vi quando era criança, antes de perder a visão... Porquê estou pensando em borboletas?
E, sem demora sinto o toque dos seus lábios deixar um beijo ao lado esquerdo na minha bochecha. Em seguida ele se afasta.
Ahh! Que estúpida que eu fui! Como pude pensar que ele me beijaria na boca! Rsrsrs. Nossa! Seus lábios são tão quentes e macios. Hmmmf! Penso, enquanto ergo a minha mão, e coloco ao lado que recebi o seu beijo. Ainda sinto cócegas que a barba de Saimon trouxe a minha pele. Hmmmf!
Saimon: Tudo bem ai? Isabella...
Ouço sua voz, me trazendo de volta dos meus estranhos pensamentos.
_ Ah! Sim! Estou ótima!
Digo, com uma entonação de voz elevada, abaixando minha mão, respiro fundo, tentando me recompor.
Saimon: Tem certeza?
Pergunta ele, num tom de voz desconfiado.
_ Uhm rum... Sim!
Digo, e suspiro profundamente. E, disfarço a minha vergonha com um sorriso.
Saimon: Que tal, a gente ir embora...
Ouço ele dizendo, enquanto segura na minha mão, direita que ainda estar trêmula.
_ Sim, podemos ir...
Fabio: Está tão ansioso para lua de mel...
Ouço ele dizer.
Saimon: Não fale bobagens!
Sua voz soa num tom de reprovação.
Isabella e eu somos apenas amigos... Não, é mesmo? Isabella.
_ Somos só amigos...
Falo, e sinto a minha mão suando na dele.
Fabio: Tudo bem! Tudo bem! Aonde vão morar?
Saimon: Hunf! Estava na casa da minha mãe. Mas, vou providenciar, um outro lugar.
Ouço ele dizer, parece estar preocupado.
Fábio: Certo! É o melhor a se fazer...
Bem, deixa-me voltar ao trabalho. Meus parabéns ao casal.
Disse o amigo dele.
Saimon: Hum! Agradecemos... Vamos Isabella.
Ouço ele dizer.
_ Para aonde vamos?
Pergunto com curiosidade enquanto passa o meu braço em volta do dele. E, me conduz em silêncio, para o lado de fora. Logo estamos no carro. E, só aí então ele responde a minha pergunta, com uma outra.
Saimon: Hmf! Já esteve num zoológico?
_ Não! Depois que a minha mãe morreu, e fui morar com o meu pai e a mulher dele. Nunca me levaram para lugar nenhum...
Respondo, e sem querer já estou pensando no tormento que era a minha vida, até ontem.
Saimon: Então, vamos mudar isso. Primeira parada, zoológico! Quer ir?
Me pergunta com empolgação.
_ Sim! Eu quero...
Respondo me sentindo muito animada. Apesar de não poder ver como é, acho que vai ser legal.
Um tempo depois, chegamos ao zoológico.
...GramadoZoo....
Assim que entramos, Saimon me leva para todo canto, me contando sobre o que vê, cada animal, eu passei a mão em um cervo, e os chifres dele eram enormes. E, também alimentamos os patos, ouvi um rugido de uma onça... Os macaquinhos, fazem uma barulhinhos tão fofos, peguei nas minhas mãos uma tartaruga... Foi tão divertido!
Em, seguida entramos na lojinha, Saimon disse que me compraria um bichinho de pelúcia, um cervo do Pantanal fêmea e disse ter até um lacinho....
Ele, me entrega, e começo a tocar e apertar nas minhas mãos. Sinto as lágrimas rolando pelo meu rosto.
Saimon: O quê foi? Não gostou desse... Podemos escolher outro.
Pergunta ele.
_ Amei... É tão fofa é macia. Obrigada!
Digo, e sem me dar conta estou lhe abraçando.
Saimon: Hmf! De nada...
- Ah! Ela gostou tanto porque não levam o macho também? Assim não separam o casal.
Ouço o vendedor dizendo.
Saimon: É... Pode ser! Vou levar ele também.
Ouço ele dizer ao vendedor.
Em, seguida saímos...
Já ao lado de fora, penso na minha mãe, na sua doença, e Pós a sua morte, o inferno que vivi na casa do meu pai e Fernanda. O medo ronda os meus pensamentos, em pesar que tudo isso que vivi no dia de hoje, possa ser apenas um sonho, e quando acordar estarei naquele inferno de novo. E sinto as lágrimas molhando a minha face.
Saimon: O quê houve? Isabella...
Pergunta ele, num tom de preocupação.
_ Estava pensando que. Eu nunca tive um bichinho de pelúcia.
Falo, para ele, e respiro fundo.
Saimon: Como assim... Sua mãe, ou seu pai, nunca te deram um brinquedo?
Pergunta ele, num tom de curiosidade ou confuso?
_ Meu pai, sempre trabalhou viajando, e dizia que brinquedos eram desperdício de dinheiro. Um dinheiro que ele ganhava com muito custo. Por tanto não, eu nunca tive brinquedos, além das bonecas de pano que a minha mãe costurava, e colocava os olhos de botões, o cabelo era de linha de crochê. Mas, eu amava... Não sei aonde foram parar.
Digo, me recordando, e após eu ir morar na casa da Fernanda, as minhas bonecas de pano sumiram. Ela deve ter jogado fora Hunf!. Penso, e logo volto a dizer.
Quando eu tinha dez anos, o meu pai deixou a minha mãe e eu, para ir viver com a Fernanda. Ele, meio que nos largou sem nada. Então, a minha mãe, que se chamava Inês, teve que trabalhar. Coisa que o meu pai não a permitia antes.
Falo, e respiro profundamente ao me recordar.
Mas, a casa que morávamos era alugada, ela foi, trabalhar como diarista para ter como nos sustentar...Toda manhã ela me deixava no colégio, e seguia para o seu trabalho. Então ela fazia o máximo que podia em meio período, pois tinha me buscar no colégio, e com isso ela não recebia muito. Então, comprar brinquedos e roupas novas, eram a última opção... A prioridade era ter um teto e o que comer. Nunca passei fome, ao lado da minha mãe, nunca fui dormir com a minha barriga doendo e roncando... Mas, era nítido o quanto ela chegava cansada, e nunca reclamou, sabe... Sempre tinha um sorriso no rosto, abraços quentes e reconfortantes, e me dava muito carinho... Eu sinto tanto a falta dela...
Falo, já não contendo as lágrimas, enquanto abraço apertado o bichinho de pelúcia.
Saimon: Eu sinto tanto, por ter perdido a sua mãe, Isabella. Mas, agora tem a mim.
Ouço ele dizer, e logo sinto a sua mão, tocar o meu rosto e em seguida, limpa as minhas lágrimas com as pontas dos seus dedos.
_ Obrigada, Saimon... Por ter-me resgatado daquele tormento.
Saimon: Como falei, somos amigos, e pode contar comigo.
Ouço ele dizer, e logo um sorriso se coloca no meu rosto.
E, seguimos para fora desse lugar, que mesmo que não tenha visto com os meus próprios olhos, o enxerguei com o meu coração...
Já ao lado de fora, Saimon pergunta se eu gostaria de algodão-doce. Hum!?.. Me lembro que já comi, há um tempo, então respondo que sim. Ele, disse que comprou seis...
Saimon: Então, vamos pra casa...
Ouço ele dizer, num tom de voz, triste.
E, logo estamos no carro, seguindo rumo há essa casa, que espero que, seja totalmente diferente do lugar em que estive por oito anos...
Um tempo depois chegamos.
Percebi que pelo tom de voz de Saimon, ele não parecia estar nada bem...
Saímos do carro, e pego o último algodão-doce que restou, já que os outros cinco comemos pelo caminho.
Saimon vem até a mim me pegando pela mão, guia-me, e subimos uns dois degraus da escada. Logo ele para e me diz para sentarmos ali. Que tinha que me contar, porque se casou comigo.
Me sento ao lado dele, e o ouço...
Saimon: Não, quero que tenha, nenhuma dúvida sobre mim, e quem eu sou. Por isso, vou-te contar onde estamos, e o que esse lugar significa pra mim. E, todo resto que nos trouxe a esse momento.
_ Tudo bem... Pode-me dizer.
Saimon: Eu, já fui casado, isabella. E, amava muito a minha mulher. O nome dela era Keila. Éramos tão felizes, e já estavamos prestes a sermos pais de um menino. Mas, uma tragédia a tirou de mim, junto com o nosso filho, faltava tão pouco para que ele chegasse ao mundo.
Ouço ele dizer, e a sua respiração pesa, enquanto a sua voz fica embargada.
_ Sinto muito...
Digo, com um mistos de sentimentos, confusos.
Saimon: Eu também!... E, pior de tudo, ela própria tirou a sua vida e a do nosso filho, bem nesse lugar. Quer dizer, na verdade, foi no lago, que tem atrás da casa... Como não percebi... Que ela não estava nada bem... Eu odeio esse lugar!
Ouço sua voz, que transmite dor misturada a uma profunda tristeza .
_ Se não gosta desse lugar, então, porque estamos aqui?
Pergunto.
Saimon: Meu querido pai... Achou por bem, me dar essa casa. E, não consigo entender que piada de mal gosto foi essa!
Assim como todo resto. Uma exigência estúpida! Para que eu me casasse.
Ouço ele dizer, num tom de voz que parece estar chateado.
_ Porque não se recusou? Poderia ter feito isso... Não?
Digo, e puxo um pequeno pedaço do algodão-doce, e trago a minha boca.
Saimon: Por que sei que está ocorrendo alguma coisa muito séria, e eu preciso descobrir o que é...
Ouço ele dizer, e, logo sinto a ponta dos seus dedos no canto da minha boca.
_ É... Hmf!
Suspiro, ao sentir o seu toque.
Saimon: Perdão! Tinha, um pedaço do algodão-doce, no canto da sua boca.
_ Tudo bem...
Minha voz sai falhada, enquanto ouço a sua respiração pesada, e a sinto tocar o meu rosto, e mesmo que eu não o veja, percebo que está com o seu olhar em mim.
...Não!... De novo, as borboletas!...
...🦋🦋🦋...
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Tânia Principe Dos Santos
Não acredito que a Keila se tenha matado. acho a história muito estranha.
a morte do sr. Filipe igual .
Para mim a mãe de Saimon e o advogado são amantes ou cúmplices para ficarem com toda a fortuna do Filipe.
2025-01-14
0
Conceição Moreira
esas borboletas são muito teimosas, aparecem si para acariciar o estômago de Bella.
2025-03-08
0
Flor De Liz Soares Souza
meu querido sua ex esposa e seu pai foram assassinados
2024-12-23
0