🌺° Isabella °🌺
Na garupa da moto de Kevin.
Com a minha mão direita seguro o cesto com as flores, e com a esquerda abraço forte a cintura dele, enquanto ouço os sons das buzinas dos carros. Detesto andar nessa coisa! Penso.
Sinto, o vento tocar com agressividade o meu rosto, causando uma leve ardência na minha face.
Logo me distraio ao ter em meus pensamentos a voz imponente daquele homem, que rudemente falou no meu ouvido.
..."Não olha por onde anda! Tá cega!"...
Eu nem sempre fui cega...
Com a morte da minha mãe, além da dor da perda, me trouxe outros infortúnios ...
...🍃🍃🍃...
Já tinha uns três meses que morava com o meu pai e Fernanda. Todas as vezes em que o meu pai viajava a trabalho, pela tarde ela me trancava no sótão, e só me deixava sair pela manhã, para fazer as tarefas domésticas. E, lembrando, eu só poderia comer após terminar de limpar toda a casa.
E, foi aí que aconteceu...
Numa noite de terça-feira.
Estava com muita sede, e na minha garrafa de água, não havia mais nenhuma gota. Me levantei, e fui em direção a porta. Pensei, quem sabe ela não trancou dessa vez...
Para minha sorte, ou meu azar, Fernanda não trancou porta do sótão. Me senti animada, e desci nas pontinhas dos meus pés até chegar no corredor dos quartos, estava tudo escuro, mas consegui descer a segunda escada que dava acesso à sala e a cozinha. Enchi com pressa a minha garrafa com água, e aproveitei para tomar um copo de leite, comi uma maçã, já que ela não me deixava comer.
Novamente segui para cima, e dessa vez ouvi uns sons muito estranhos vindo do quarto de casal, e lá a luz estava acesa...
Em seguida ouvi a voz de um homem falar o nome de Fernanda. Pensei ser o meu pai, mas logo percebi que aquela voz era diferente da dele.
Pôr curiosidade não sei, dei mais alguns passos até a porta, que estava entre aberta. Quando olhei para dentro vi uma das cenas muito estranha para uma menina de doze anos entender.
Aquele homem não era o meu pai, e estava sem roupas, assim como Fernanda, que estava como um cachorro que anda em quatro patas, e ele estava por de trás dela, enquanto faziam muito barulho. Eu não entendi muito bem o que estava acontecendo e tentei sair sem ser percebida, porém a droga da garrafa de água caiu dá as minhas mãos e fez barulho.
Peguei com pressa a garrafa e corri subindo a escada do sótão, fechei a porta e me joguei no colchão. Torcendo para que eles não tivessem me visto.
Respirei ofegante, ainda me sentindo confusa e assustada, e não demorou muito, para mim ouvir a porta se abrir.
Passos se aproximaram do colchão, e logo senti uma mão me agarrar pelo cabelo e me puxar abruptamente, e começou a me arrastar pelo chão do sótão...
Fernanda: Sua putinha... Vou te ensinar a não bisbilhotar onde não foi chamada.
Disse ela, em voz alterada e em seguida senti algo golpeando o meu corpo, com muita agressividade, me causando muita dor.
_ Não pôr favor... Não foi por querer... Me desculpa!
Comecei a chorar e a implorar para que parasse de me bater. Mas, de nada adiantou, ela bateu-me cada vez mais, com algo que poderia jurar ser um pedaço de madeira.
Fernanda: Então você viu não é... Sua putinha! Me Fala O Quê Viu?!
Disse ela, e puxando o meu cabelo.
_ Não vi nada! Pôr favor Fernanda...
Digo, em meio ao choro.
Fernanda: Eu deveria arrancar os seus malditos olhos...
Gritou ela, pressionando a minha cabeça ao chão..
Ao ouvir aquilo, me desesperei, se ela me batia daquela forma realmente seria capaz de fazer o que havia falado. Não sei como consegui-me livrar das suas mãos a empurrei.
Fernanda: Ah! Mas agora você vai-me pagar!
Disse ela com raiva.
Me arrastei pelo chão em direção a porta, mesmo não a enxergando pela falta de luz, levantei com dificuldade e corri para fora.
Foi aí que aconteceu o meu castigo, como Fernanda gosta de dizer... Eu caí da escada, e bati a minha cabeça pelos degraus conforme rolava por eles.
...▪️▪️▪️...
Acordei dias depois no hospital...
Ouvi a voz ao longe do meu pai falando com o médico
Tentei abrir os meus olhos... Mas, não consegui, ergo minha mão direita e trago em meu rosto, sinto que tem ataduras da minha cabeça, até aos meus olhos .
Me senti assustada, ao lembrar do que ela tinha feito, e comecei a chorar.
Fernanda: Ah! Querida não chore... Vai ficar tudo bem!.
Disse ela, e senti sua mão passando pelo meu braço esquerdo.
Você caiu da escada, eu chamei a ambulância, ainda bem que agi rápida ou você poderia ter morrido...
E, só uma coisa, espero que pense muito bem, no que vai dizer como as coisas aconteceram!
Fala, próxima ao meu ouvido, enquanto belisca a pele do meu braço. Ouço um barulho de porta e ela afasta-se.
Fernanda: Ela acordou...
Roberto: Minha filha... Finalmente acordou...
Disse ele, parecendo ter ficado aliviado?
Logo ouço outra voz falando comigo.
Dr: Isabella, eu sou o doutor Gabriel, fico muito contente que tenha acordado. Chegou aqui, com muitos hematomas muito ferida, precisou de um cirurgia de emergência.
Se lembra como caiu?
Fernanda: Conta pra ele Isabella, você é sonâmbula e saiu do quarto, e caiu da escada, não foi?!
_ Eu… Não me lembro direito, só acordei quando já estava caindo da escada.
Dr: O importante agora é, que vai se recuperar e ficar bem de novo... Vou remover o curativo dos seus olhos, tudo bem?
_ Sim...
Falo, e sinto a cama se erguer, me deixando sentada, sinto as suas mãos removendo as ataduras...
Dr: Prontinho... Pode abrir os olhos agora.
Disse ele. E, assim o faço.
_ Pode acender a luz? Não estou conseguindo ver vocês...
Dr: Estou bem aqui... Não consegue-me ver?
Disse ele num tom de voz com preocupação.
_ Não, não consigo-te ver... Acende a luz, pôr favor!
Falo me sentindo ansiosa e com medo.
Fernanda: Ah! Querida, a luz já está acesa...
_ Não consigo ver!
Falo e sinto as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
Dr: Se acalme... Me diga o quê ver?
_ Nada... Está tudo escuro.. Não consigo ver nada!
Dr: Senhor Roberto, venha...
Ouço ele dizer, em seguida o barulho de porta me faz pensar que saíram.
Fernanda: Veja só... Rsrsrs.. Ah! Me desculpa! Hum... Está cega, e isso foi castigo, assim nunca mais bisbilhota nada!
Disse ela, e sorri com satisfação.
.........
As vezes me pergunto o que eu fiz, para ela me odiar tanto... Penso, e logo sinto o cesto com as flores escorregar da minha mão.
_ Não! Não... Para Kevin!
Digo, com desespero ao cesto ter caído.
Kevin: Mas, que droga! Aquelas flores já eram!
_ Não, eu preciso pegar... Para pôr favor!
Falo, pois sei o que vai acontecer se além de não ter vendido as flores, e chegar em casa sem elas e sem o dinheiro.
Kevin: Merda!
Exclama alto, enquanto diminui a velocidade. Ao parar desço.
_ Aonde caiu? Me fala!
Kevin: Fica aqui, eu pego..
Disse ele, e ouço os seus passos apressados.
Se não fosse por causa daquele homem, Bruto e ignorante, isso não teria acontecido. Penso.
Kevin: Não, não, não! Merda! Filho de uma...
Exclama alto parece ter ficado bravo.
_ O quê aconteceu? Cadê as flores...
Kevin: Elas já eram! Um mané, passou com o carro por cima delas... Só consegui pegar o cesto
_ E, agora? Fernanda vai ficar muito brava... Eu não posso voltar sem as flores ou o dinheiro...
Digo, me sentindo apavorada, ao recordar o que me aguarda.
Kevin: Toma! Pegue... De isso a minha mãe. Ela vai te deixar em paz por hoje.
Disse ele, colocando algo nas minhas mãos.
Apalpo, entre os meus dedos, ao que parece ser duas notas de 50 reais, seria o exato valor da venda das flores.
_ Obrigada! Hmf...
Digo, e respiro aliviada. Ao menos não terei que dormir com fome e nem molhada hoje.
Mas, de onde ele tirou esse dinheiro? Kevin não trabalha... Penso, mas decido apenas ficar feliz por não ser castigada hoje.
Novamente subimos na moto dele, e seguimos para casa.
Ao chegarmos entrego o dinheiro a Fernanda.
Fernanda: Não demorou nada, hoje... Não é nem 12h.
_ É, o restaurante estava bem movimentado, tinha muitos casais, então posso subir?
Fernanda: Hum?! Vai... E, não demore, vou ir buscar o Rafael no colégio, desça logo para fazer as tarefas.
Disse ela num tom de voz desconfiada, mas nem importei.
_ Tá bom, eu já volto...
Falo, colocando o cesto no lugar em que ele sempre fica, e subi para tomar um banho...
...No Banheiro....
Retiro, as minha blusa preta, e o sutiã, após abro o fecho da calça, e quando a desço pelo meu corpo sinto uma leve ardência nos meus joelhos.
Devo ter machucado quando cai...
Quem será aquele homem, apesar de a princípio ter sido rude, senti que a sua voz carregava, ressentimento, dor e tristeza.
Penso, enquanto termino de me despir, após passo minhas mãos pela as paredes até chegar a parte do box, entro abro o chuveiro, lavo os meus cabelos, em seguida, despejo o sabonete líquido em minha mão, e passo ao meu corpo me ensaboando. Sinto uma sensação estranha...
Termino o banho, pego a toalha, envolto ao meu corpo e saio do box do chuveiro.
Quando vou abrir a maçaneta, sinto uma respiração quente, por de trás de mim, tocar o meu pescoço.
Me apavoro e tento abrir rapidamente a porta, mas algo, a empurra a fechando de volta.
Kevin: É tão linda. Isabella...
Disse ele, encostando o seu corpo ao meu.
_ Kevin... Me deixa sair...
Digo o seu nome tomada em desespero, ao que ele pretende.
Kevin: Me perdoe! Mas, não consigo mais resistir! Isabella...
..._ Não... Pôr favor! Não......
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Tânia Principe Dos Santos
não acredito que este Kevin vai estuprar Isabella. k alguém a ajude
2025-01-14
0
Claudina Damasceno
pra mim já deu,além da violência doméstica ela ainda é estrupada?leio para me distrai, e estupro eu não consigo aceitar, sou mulher e me ponho no lugar de outra
2024-12-20
1
Luciana Santos
não acredito q esse maldito vai estrupar ela
2025-03-17
0