•Saimon•
...Vou-me casar com ela!...
Falo, e vejo tanto o rapaz como o pai dela me encarando confusos.
- Se casar com a minha filha? Desde quando se conhecem?
Pergunta, com seu cenho franzido, olha para Isabela, que ergue levemente as sobrancelhas, parece estar pensando no que responder a ele. E, ao não obter uma resposta, o olhar dele vem até a mim.
Kevin: Se conheceram ontem, e esse babaca, foi um tremendo de um imbecil, a fez até cair no chão, por pouco ela não se machucou...
Disse ele, rompendo o breve silêncio que estava, num tom de voz irritado.
- Acho melhor ficar longe da minha filha!
Disse ele, enquanto passa por mim, me encara com desconfiança,
Vamos Isabella!
Fala, pegando a pelo braço esquerdo.
Isabella: Saimon...!
Meu nome sai dos seus lábios, enquanto a expressão de medo se forma no seu rosto. Porquê não quer voltar para casa? Penso eu.
_ Senhor, espere! Não ver que ela não quer ir...
Digo, a segurando pela mão direita.
- Ela é a minha filha! E, não vou deixar um lunático se aproveitar dela!
Disse ele, me encarando seriamente. E, logo os seus olhos, vão em direção ao pescoço dela que ainda tem manchas vermelhas.
_ Acho que deveríamos nos sentar e conversar. Aí vai entender que não sou nenhum lunático, e muito menos aproveitador...
- O quê fez com a minha filha?
Pergunta ele, enquanto os seus olhos vão do pescoço dela, até o rosto bem ao lado que está marcado.
_ Não fiz nada a ela.
Respondo de imediato.
- Se Aproveitou Da Minha Filha? É por isso que está dizendo que vai se casar com ela? Seu..!
Exclama ele, me encarando com ira.
_ Jamais!.Não me aproveitei de Isabella... Pergunte a ela.
Kevin: Desgraçado! O quê você fez?
Esbraveja, vindo em minha direção, com o seu punho cerrado, me desvio do soco.
- Vamos agora mesmo na delegacia...
Disse ele, a puxando pelo braço.
Isabella: Parem! O Saimon não fez nada!
Disse ela, assustada, já em prantos. Ele então solta o braço dela, enquanto a encara buscando respostas.
- Se não foi ele, quem foi? Me fala!
Pergunta a ela, com seu olhar em mim.
Isabella: Foi...
Disse ela, e novamente parece exitar.
Kevin: Hunff! Tá na cara que foi ele, é por isso que esse mauricinho tá dizendo que vai casar com ela... Eu vou acabar com a sua raça!
Disse ele, novamente tenta me acerta com seu punho. Rapidamente o seguro no ar.
_ Não terá essa chance! O quê aconteceu ontem, eu merecia. Mas, agora, Isabella disse a verdade. Eu não toquei nela, além disso, também gostaria de saber, o porque dela atravessar a rua tarde noite parando em frente ao meu carro, chorando apavorada, e machucada.
Falo, ao me recorda de como a encontrei.
- Diga De Uma Vez! Isabella...
Gritou ele. O que a fez encolher o seu corpo com o seu grito.
_ Tenha calma senhor, não é assim que se deve tratá-la!
Digo a ele, o encarando seriamente. Agora, imagino o porque não querer voltar.
Isabella, estou aqui, confie em mim. Não vou permitir que ninguém mais te machuque. Então, pode me dizer quem fez isso com você?
Pergunto, num tom de voz brando lhe passando tranquilidade. Enquanto seguro firme na sua mão.
Isabella: Foi... Ela, a Fernanda. Foi ela!
Disse ela, e logo vejo as lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
- Impossível! Fernanda jamais faria isso... Sei que ela foi um pouco dura, mas, ela gosta de você... Minha filha, a Fernanda não faria...
Disse ele, a encara com descrença.
Isabella: Pensa que estou mentindo? Quando viaja a trabalho. Ela me bate, me tranca no sótão, me deixa lá dias e dias, sem o que comer... Me xinga o tempo todo de maldita cega...
Disse ela, e respira fundo tentando conter o choro, mas consigo, ver mesmo em seus olhos sem brilho, a profunda dor e sofrimento que lhe era causado na casa onde morava.
_ Isabella...
O seu nome sai dos meus lábios. Enquanto, minha mão ainda permanece segurando firme a sua.
Isabella: Pôr favor! Saimon... Não deixa que me levem pra lá. Aquela casa é um tormento! Ela disse que me mataria... Por isso eu fugi.
Disse ela, aperta forte a minha mão.
_ Não se preocupe, não vou permitir que te levem para lugar algum.
- Isso é mentira... Diga porque está mentindo Isabella... A Fernanda, jamais faria isso! Ela não faria.
Grita ele.
Isabella: Diga pra ele Kevin... Fala que eu não estou mentindo. Você sabe que estou dizendo a verdade. Fala que a sua mãe, quis me bater só porque você quis ir embora, depois que entrou no banheiro, enquanto eu estava no banho... Fala Por favor!
Súplica a ele, e com meus próprios olhos constato, ao encara-lo, que cada palavra que ela disse é a verdade.
Kevin: É, Isabella...
_ A Espionou No Banho?
Pergunto, me sentindo irado, enquanto minha sobrancelha arquea. Dou alguns passos em direção a ele, mas, logo me detenho ao sentir minha mão presa a dela.
Kevin: Foi só uma vez...
- Seu imbecil! Foram criados como irmãos...
Disse o pai dela, indo pra cima do idiota.
Kevin: Eu já me desculpei!
_ Eu já ouvi o bastante! Estavam me julgando como uma pessoa ruim. Mas, quem são vocês? Um pai relapso, que permite que a própria filha seja maltratada debaixo do próprio nariz. E, um suposto irmão, que assediava uma moça indefesa...
- Quem pensa que é? Para se intrometer nos assuntos da minha família. Venha aqui Isabella!
Disse ele, com rudemente.
Isabella: Saimon...
Disse ela, segurando forte na minha mão, se colocando para trás de mim.
_ Senhor... Preciso dos documentos da sua filha. É evidente que ela não quer ir com vocês...Então, ela vira comigo.
- Não permito! Não vou deixar que leve a minha filha!
_ Tudo bem, podemos conseguir de uma outra forma.
Digo com altivez.
- É a minha filha!
Disse ele.
_ Quantos anos tem Isabella?
Isabella: 20...
_ Acredito que ela possa decidir por si mesma.
Falo, os encarando, em seguida me direciono a ela.
A escolha é sua. Quer voltar para casa com o seu pai? Ou vir comigo?
Isabella: Eu vou com você... Saimon.
Disse ela, e respira fundo.
Um sorriso se coloca no meu rosto ao ouvi-la dizer.
Kevin: Tá louca?! Não pode ir com esse cara! Nem conhece ele...
Disse ele.
_ Garanto que nunca causarei o mal que fizeram a ela.
Digo, e passo seu braço em volta do meu e a guio em direção ao carro.
- Isabella! Não pode ir com esse homem...
Disse pai dela, enquanto nos seguem até o meu carro. Abro a porta do passageiro para ela, e a ajudo entrar, em seguida fecho a porta. E, vou em direção a eles
_ Confesso que após ouvir, tudo que ela falou. A minha vontade era de os levar diretamente a polícia! Mas, isso cabe a Isabella decidir o que fazer. Eu vou cuidar dela, ser um amigo, em quem ela possa contar e confiar. coisa que vocês não fizeram! Principalmente o senhor. Que nem de longe pode ser chamado ou considerado como pai!
Digo, e vejo seus olhos formarem lágrimas. Entro no carro dou partida os deixando ali. Olho para Isabella, e só penso no quanto quero protege-la, Hunff! Que vida de cão, essa moça passou. Como faremos sem os documentos dela? Penso, e me recordo de apenas uma.pessoa que poderá me ajudar com isso.
Com a minha mão direita pego rapidamente o meu celular do bolso da calça, enquanto a outra mão mantenho no volante. E, faço uma ligação para o meu amigo, que também é um advogado.
📞 Fábio: Eai cara... Realmente me deixou na mão ontem!
📞_ É, não estava no clima para sair... Mas, te liguei porque preciso da sua ajuda.
📞 Fábio: Fala aí, se eu poder ajudar...
📞_ Preciso que me arranje uma licença para que eu me casar, ainda hoje!
📞 Fábio: Então, já se decidiu? Foi mais rápido do que eu imaginava... Mas, então vai mesmo se casar com a Denise?
Pergunta ele, num tom de voz estranho até.
📞_ Sim, me decidi, mas não é com ela. A moça se chama Isabella. E, tem mais, a minha noiva, não tem os documentos... Então preciso que dê um jeito nisso também.
Digo, explico um pouco da situação a ele.
📞 Fábio: Hum?! Deixa me ver o que posso fazer. Me mande o nome dela completo e, me encontre no cartório, daqui há umas três horas...
Disse ele. E, vejo no meu celular que são, 10:30 da manhã.
📞_ Ok, até lá então...
Falo, e encerro a ligação.
_ Isabella, me diga, qual é o seu sobrenome?
Isabella: Me chamo Isabella Rangel.
_ Excelente! Já estou enviando para o meu amigo, ele é advogado e vai conseguir os seus documentos.
Falo, enquanto dígito encaminhando uma mensagem para o Fábio.
Isabella: Isso é bom... Assim não preciso voltar naquela casa. Hmmmf!
Disse ela, e suspira com tristeza. Talvez precise de um.puxo de distração.
_ Bem, ainda temos um tempo. Então, que tal uma volta no shopping? Vai precisar de roupas...
Isabella: Eu não quero te incomodar... Não precisa me comprar nada.
_ Bem, eu quero... E, não será incômodo algum! Vamos...
Falo e dirijo rumo ao shopping.
Assim que chegamos, a levo em algumas lojas, ela é recepcionada pelas vendedoras, que a ajudam na escolha de alguns vestidos, calças e até mesmo peças íntimas, saímos das lojas com algumas sacolas. Após guardamos tudo no carro, voltamos ao restaurante e almoçamos juntos. Dando o horário em que Fábio marcou, seguimos para o cartório.
Ele, além de conseguir a documentação dela, conseguiu que o seu pai, que é o juiz de paz, aceitasse realizar o casamento.
Já no cartório
Em frente a porta ele encara Isabella com surpresa, ao perceber que ela é deficiente visual.
Fabio: Tem certeza que quer mesmo fazer isso?
Pergunta ele.
_ Se não tenho escolha, que seja com ela então.
Fabio: Hum! Pelo menos é uma bela noiva...
Disse ele, ainda com os seus olhos fixos a nela.
_ É, ela é... Agora, vamos logo com isso.
Falo, e seguimos os três para dentro.
Já em frente ao juiz de paz. Trocamos as alianças e após.
Assino o meu nome, na certidão, de casamento.
_ Isabella, é... Se quiser pode apenas colocar a sua digital.
Falo para ela, que sorri de imediato.
Isabella: Saimon, eu posso assinar, eu sei escrever... É, só me dizer aonde tenho que assinar.
Disse ela. Me deixando um tanto surpreso.
_ Tudo bem... Aqui está a caneta.
Falo, e coloco na mão dela.
Que assim que pega, levo a sua mão a marcação para a assinatura.
A vejo exitar...
_ Isabella, se não está bem com isso. Não precisamos fazer, ainda assim vou te ajudar.
Falo, colocando a minha mão sobre a sua.
Isabella: Eu quero fazer isso...
Fala, e em seguida, assina com o seu nome.
Juiz: Eu os declaro casados!
Pode beijar a noiva...
Disse ele, e vejo os olhos de Isabella, ganhar tamanho conforme os abre... Sob a fala do juiz.
_ Me permite?
Pergunto-lhe.
Isabella: Sim...
Responde, com timidez, e logo percebo as maçãs do seu rosto ficando vermelhas, parece ter se envergonhado.
Então me aproximo devagar, e sinto a sua respiração falhar, enquanto deposito um beijo ao seu rosto
.........
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Tânia Principe Dos Santos
que Saimon a consiga proteger e ajudar
2025-01-14
0
Raquel Martins
Espero que ele não a faça sofrer como essa família louca dela 😔
2024-10-22
1
Sueli Costa
só em romance para casar no mesmo dia.
2024-08-18
0