•Saimon•
Ao vê-los irem embora na moto, ainda me pego pensando na tolice que cometi a pouco.
_ Que imbecil! Hunff... A Moça é mesmo, cega... Será que se machucou?! Hunf!
Falo, me penalizado, pois ela caiu por minha causa. Pensei que estivesse se atirando para cima de mim. Que Idiota, que eu fui!
Respiro fundo, e sigo até a porta do restaurante.
Imaginem, Restaurante Felipo.
Retém a melhor culinária italiana da região.
Assim que entro, Vitorino um dos funcionários mais antigos de meu pai, é também o gerente do Felipo, dessa região, vem ao meu encontro com um sorriso e um olhar triste em seu rosto.
Vitorino: Bom dia! Senhor. Há quanto tempo.
Disse ele, abre um sorriso simpático, enquanto estende sua mão para mim.
_ Bom dia! Vitorino. Nada de senhor! Me chame apenas de Saimon.
Falo, após apertar sua mão, olho em volta o ambiente, e constato que não mudou nada nesses últimos dois anos que estive fora.
Vitorino: Questão de costume... Lamento muito por sua perda.
Fala, já trazendo uma expressão de tristeza em seu rosto.
_ Obrigado! Hmmmf... Meu pai era um grande homem, que nos foi tirado antes do tempo...
Digo, com pesar.
Aconteceu tão subitamente ele estava em boa saúde, até o dia em que infartou. Isso é muito estranho.
Ouço a voz dele embargada que me tira dos meus pensamentos.
Vitorino: Esteja certo disso. Na verdade, todos nós aqui perdemos... O senhor Filipe era muito querido. Ele sempre tratou a todos sem diferença alguma, do mais simples empregado ao mais rico dos homens. Para o senhor Filipe todos eram iguais.
Disse ele, com emoção.
Acredita que até mesmo deixou uma moça vender flores no restaurante.
_ O quê disse? Uma moça vende flores aqui no restaurante?!
Pergunto, e penso de imediato na moça que esbarrei momentos antes ao lado de fora.
Vitorino: Sim! O senhor Filipe, temia que ela fosse maltratada por ser cega, então...
Disse ele, voltando em direção ao balcão. O acompanho até lá.
_ Sabe quem ela é? Onde mora...
Pergunto, tendo em meus pensamentos seus lindos verdes porém apagados, e como estava assustada...
Vitorino: Não sei onde mora, mas, se chama Isabella. Ela é uma moça muito simpática, vem todos os dias e vende as flores as mulheres.
Fala enquanto, ajeita os cardápios.
_ Então, ela estará aqui amanhã?!
Digo em voz alta.
Preciso-me desculpar da forma em que a tratei... Decerto o meu pai puxaria as minhas orelhas. Penso, e dou um leve sorriso, ao pensar nele. Como era divertido, e como Vitorino disse, agia por igual com todos. Hmmmf!
Vitorino: Senhor, Saimon... Ficará conosco, não é?
Me chama fazendo-me voltar dos meus pensamentos…
Passo o restante do dia, ouvindo Vitorino me contar tudo sobre o meu pai, e o que fez nos últimos dois anos...
Nem ao menos percebi que o dia havia passado, até receber uma mensagem da minha mãe. Que diz já ter voltado para casa em gramado.
_ Amanhã estarei de volta. Quero que me integre como está o restaurante...
Falo, e ele consente com a cabeça para mim, e sorri.
Vitorino: O Felipo era o orgulho do seu pai. E, ter o senhor aqui, cuidando do legado dele, esteja onde estiver, ele ficará muito feliz.
Disse ele, novamente emocionado.
_ Hmmmf! Acredito que sim!
Falo, e os meus olhos correm por todo o ambiente.
E, me vêm a imagem do meu pai em minha memória.
Filipe Rizzo Alencar 63 anos.
(Pai Falecido)
Era extrovertido, bondoso, e para ele não havia nada mais importante do que a família e ajudar aos necessitados. Morreu aos 63 anos de um ataque fulminante.
.........
Me despeço de Vitorino e sigo para fora.
Após sair do restaurante, passo pelo muro em que me esbarrei com aquela moça.
Novamente os seus olhos voltam nos meus pensamentos. Respiro fundo e entro no meu carro.
_ Hmf!
Respiro fundo e dando partida sigo para casa...
...Casa Em Gramado....
Casa com três suítes com varandas, um quarto de empregada, dois banheiros, sala de estar, cozinha, copa, sala de jantar, área externa com jardim, piscina.
...🕔...
...17 hors Da Tarde....
Assim que guardo o carro na garagem, entro na casa. E, vejo que está tudo como antes... A, não ser agora pela ausência do meu pai.
...Hmmmmf...
ficarei por uns dias na casa dos meus pais, já que a minha vendi e fui para Itália, após a morte de keila.
Adentrando a sala, vejo minha mãe acompanhada por.
Luciano com sua esposa Ingrid, e a sua filha Denise.
Núbia Silva Alencar 55 (Mãe)
...????...
.........
Luciano Castelo 60 anos.
Advogado e era sócio e amigo do meu pai, retém 25 por cento das ações da rede dos Restaurantes Felipo. E, não me inspira muita confiança. Arrogante e manipulador.
.........
Ingrid Lima Castelo 56 anos.
Esnobe, seu maior desejo é que sua filha se case com um homem de posses.
...…...
Denise Lima Castelo 25 anos.
Cursa o último ano em faculdade de administração.
...???...
.........
Núbia: Filho, já está de volta...
Disse ela, se levanta da poltrona e vem até a mim.
_ Fui dá uma olhada no restaurante Felipo em Canela. Continua do mesmo jeito.
Núbia: Foi logo naquele, hmf... O seu pai não saia de lá.
Disse, e dá um breve sorriso. Mas logo sua atenção se volta para os convidados.
Olha só quem veio nos fazer uma visita, e presta as condolências...
Fala, e da um sorriso fechado, segurando o meu braço direito me faz andar até ficar de frente para ela.
Denise: Oi Saimon, eu lamento pelo seu pai.
Fala ao se levantar, vem em minha direção em curtos passos.
Meus sentimentos.
Disse ela, com seus olhos fixos aos meus, em seguida deposita um beijo suave e demorado no meu rosto.
_ Obrigado...
Respondo.
...…...
Eu e Denise crescemos juntos, e desde sempre o seu pai tentou nos levar a um namoro, Hunf! Ao julgar pelo testamento do meu pai, planejava até o casamento. Só que quando jovem os meus planos eram outros. Terminei a faculdade de gastronomia, e fui viajar conhecer lugares, e outras culturas... Anos depois conheci Keila, mal namoramos por seis meses e já nos casamos, foi um ano apenas que estivemos casados, mais foi tão intenso e maravilhoso...
Núbia: Saimon... Filho, a Denise está falando com você.
Ouço ela me chame, me tirando dos meus pensamentos, e me encara com a sua sobrancelha erguida.
_ O quê disse?
Pergunto, olhando para ela que sorri.
Denise: Por quanto tempo teremos o prazer de ter a sua companhia.
Disse ela, enquanto arruma uma mecha de cabelo para trás da sua orelha.
_ Nada definitivo ainda, mas... Estou pensando em ficar por um tempo... Vamos ver.
Falo, e de imediato seu sorriso se alarga no rosto.
Núbia: Isso é verdade?!
Pergunta ela, me encarando ainda descrente. Consinto com a minha cabeça, a vejo abrir um largo sorriso.
Denise: Que ótimo... Talvez possamos sair qualquer dia desses.
Fala com sua voz manhosa, enquanto inclina levemente sua cabeça, e prende seu olhar aos meus.
Luciano: Porquê não saem para jantar hoje. O Restaurante Riviera é um dos melhores, lá eles servem o delicioso fondue.
Ouço ele dizer.
Mal pôde esperar para jogar a sua filha pra cima de mim. Hunff!
Ingrid: É verdade, eu amo o fondue de lá...
Disse ela, se levanta e vem em direção a minha mãe.
_ Lamento, terá que ficar para outra hora, estou cansado. Me dêem licença.
Falo, o encaro com meu cenho fechado, e dou alguns passos em direção a escada, que leva ao segundo andar da casa.
Núbia: Saimon! Não faça essa desfeita a Denise. O que custa acompanhá-la...
Disse ela, em tom de reprovação a mim.
Pelo jeito não desistiram, em nos casar. Hunf! Penso, já subindo a escada.
Denise: Tudo bem tia, deixe ele ir descansar... Quem sabe outro dia.
Ouço ela dizer, já alcançando o último degrau, meus olhos vão há eles lá embaixo Denise me olha e sorri.
.........
Ando poucos passos até chegar no meu antigo quarto, de antes de sair da casa dos meus pais. Abro a porta, ao entrar percebo que está tudo do mesmo jeito. Menos eu.
Vou em direção a cama, e deixo o meu corpo cair sobre ela, suspiro profundamente, encarando o branco do teto...
E me lembro do que disse Vitorino. Amanhã ela estará de volta ao restaurante, acabou que nem vendeu as suas flores... Preciso pedir que me desculpe, e vou ressarcir o seu prejuízo de hoje... A, imagem dela volta a todo instante nos meus pensamentos.
_ Isabella...
O seu nome escapa da minha boca, quase no mesmo instante em que ouço o toque do meu celular. Levo a mão ao bolso na frente da minha calça e o pego. Olhando para tela vejo o nome do meu amigo.
Fábio Negrini 29 Anos (Amigo)
Advogado de causas trabalhistas. Trabalha no escritório de advocacia de Luciano Castelo. Solteiro, baladeiro, não leva relacionamentos a sério. E, guarda um segredo. até mesmo de mim.
📞 Fábio: Ei cara! Que tal sair um pouco hoje. Vamos lá no Toro (barzinho). Não aceito um não como resposta.
Pergunta ele, com certa empolgação.
📞 _ Hoje não... Estou sem ânimo algum.
Falo, e suspiro exaurido.
📞 Fábio: Sinto muito... Perdão! Como foi a leitura do testamento?
Pergunta ele.
📞 _ Um absurdo atrás do outro. Tinha que ouvir. Não entendo como o meu próprio pai pôde ter-me pedido tal coisa...
Falo, me sentindo confuso.
📞 Fábio: E, o quê é tão absurdo assim?
Pergunta ele, com curiosidade.
📞 _ Que eu me case, e como isso já não bastasse. Tem que ser dentro de um mês. Hunff!
Falo, e suspiro profundamente chateado.
📞 Fábio: ... Isso não seria meio que uma solução? Para toda a dor e saudade que sente por Keila... Se entregar ao um novo amor?
Disse ele.
📞 _ Impossível! Jamais vou amar outra mulher!
...Jamais!!...
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 75
Comments
Maria Maura
bem dolorida o dia que ela tiver alívio estaráorta
2025-03-13
0
Tânia Principe Dos Santos
k Isabella esteja bem. não gosto deste kevin
2025-01-14
0
Maria Maura
Esse amigo devia ser amante da falecida e pai do bb kkkkk
2025-03-13
1