° Isabella °
..."Quer se casar comigo?"...
Ouço a sua voz dizendo com clareza e firme. Mas, ainda assim me sinto confusa.
Porquê? O filho do senhor Filipe Rizzo Alencar, estaria pedindo para se casar comigo? Não passo de uma moça pobre e cega, que ele acabou de conhecer.
E, antes que lhe diga algo, ouço a voz daquela a quem ele chamou, de mãe.
Esbravejando...
M- Você não vai se casar com essa...
Saimon: Veja lá! Pense com cuidado, como vai tratar a Isabella!
Disse ele, ainda segurando a minha mão. Me defendeu? Da sua própria mãe?
M- Saimon pôr favor! Eu não acredito nisso! Realmente pretende se casar com essa moça?... Perdeu o juízo?!
Disse ela, num tom de voz muito arrogante.
Saimon: Hunff! Isabella, venha comigo... Vamos embora daqui!
Ouço a sua respiração pesar, e disse em seguida, sinto que se levantou ainda com sua segurando firme a minha puxa-me com gentileza me fazendo ficar de pé.
_ Tá bem!
Falo, sentindo-o, passar meu braço em volta do seu, e o deixo-me guiar, acredito eu que para fora do restaurante, enquanto ouvimos sua mãe o chamando.
M- Saimon... Volte já aqui! Saimon!
Grita ela, meio que em vão, já que ele está me ajudando a entrar no carro. Após ouço fechar a porta ao lado do passageiro, em seguida entra também.
Sua respiração continua ofegante e pesada. Parece ter ficado bravo.
Saimon: Como ela pode ser tão!
Disse ele, num tom de voz claramente chateado.
_ Eu sinto muito, não queria causar problemas pra você... Então, é melhor eu ir embora.
Falo, e com a minha mão tento achar uma forma de abrir a porta do carro.
Saimon: Não se preocupe, não está me trazendo nenhum problema. Eu vou te levar a um lugar e lá a gente conversa melhor.
Disse ele, e sinto o carro se mover, e seguimos para esse tal lugar.
...___________________...
•Saimon•
Dirijo rumo aquela praça, enquanto meus pensamentos são tomados pelos últimos dias, além disso, das atitudes recentes da minha mãe.
Quem diria?! Não conheço a minha própria mãe.
Ela não tinha esse direito, de ofender essa moça. Penso, com meus olhos indo de encontro a Isabella. Hmf! Tomei uma acertada decisão. Não permitirei que Luciano Castelo consiga o que quer. De nenhum forma!
Isabella: Aquilo que falou para a sua mãe. É verdade?... Não é possível que goste de mim. Mal nos conhecemos...
Disse ela, e vejo seu corpo se movimentar, conforme respira fundo.
_ Hmf! Isabela, eu não vou mentir ou te enganar. Jamais gostaria que fizesse isso comigo.
Falo, enquanto estaciono o carro frente a praça.
Te trouxe a praça em que estavamos...Vem! Vamos nos sentar, Aí eu te conto porque te pedi em casamento.
Falo, para ela, que ainda traz uma expressão confusa em seu rosto.
Abro a porta do carro desço, e vou até o lado do passageiro, abro para ela, pego na sua mão direita, ajudando-a sair. Entrelaço o seu braço ao meu e a conduzo até o banco, em seguida nos sentamos.
Respiro fundo, tomando coragem para revelar a ela o motivo que me fez a pedir em casamento. Até que ouço sua doce voz.
Isabella: Impossível! Que tenha gostado de mim a primeira vista. Então, porquê quer se casar comigo? Eu sou cega, e não tenho nada para te oferecer.
Pergunta ela, enquanto aperta seus dedos das mãos uma na outra, parece estar ansiosa ou nervosa?
_ Peço desculpas por ontem. Não deveria ter mencionado a palavra amor...
Falo, enquanto os meus olhos acompanham um velho casal passar de mãos dadas. Penso em Keila.
Hunfff!
Realmente preciso-me casar. Por que foi a última vontade do meu pai, e isso ele deixou em seu testamento. E, se eu não o fizer, perderei tudo que me é por direito. O restaurante e passará para as mãos do advogado, "amigo da familia' uma pessoa que não me expira confiança.
Falo, enquanto me recordo dos absurdos que ouvi. Hunff!
_ Então, o seu pai, que pediu isso? Mas, porquê, o senhor Filipe pediria algo assim?
_ Acredito eu, que seja, para me fazer esquecer a...
Deixemos isso pra outro momento.
Falo, ao pensar em Keila. Meu pai queria que eu a esquecesse e seguisse em frente. Impossível! Nunca vou deixar de ama-la. Hunfff! Mas, como o meu pai poderia ter posto isso como uma das cláusulas no seu testamento, sendo que morreu de enfarto… Penso, e me questiono. Mas a voz de isabella me traz dos meus pensamentos confusos.
Isabella: Não seria melhor então, que se casasse com uma mulher que ame, ou pelo menos goste?
Disse ela, e vejo que o seu rosto se ruborizou.
_ Já se apaixonou? Ou gosta de alguém? Isabella...
Pergunto com curiosidade. Mas se caso tiver alguém em seu coração, não poderei me casar com ela.
Isabella: Não, nunca... Também quem iria se interessar por uma cega.
Disse ela, e suspira com tristeza.
_ Não diga isso! Nem imagina o quanto é linda.
Falo, com meus olhos presos aos seus. Que parecem perceber o meu olhar.
Isabella: Caso, eu aceite, como será isso?... Vou morar com você?
Disse ela, ao se levantar do banco da praça, passa sua mão no cabelo o jogando para trás..
_ Sim, teremos que morar na mesma casa. Mas, não se preocupe, eu vou-te respeitar...
Digo a ela, me levantando.
Isabella: Não seremos um casal?
Pergunto ela, e vejo que seu rosto se avermelhou novamente.
_ Não! Não seremos um casal comum. Que tal sermos amigos?
Falo para ela que sorri de imediato
Isabella: Amigos? Casados...
Disse ela, e sorri, parecendo estar pensativa.
_ Sim, seremos amigos que se casaram... Apenas para se ajudar.
Falo e
Isabella: Hum? Tudo bem! Eu aceito...
Disse ela, nun tom de voz tímido.
_ Ótimo! Agora, precisamos da sua certidão de Nascimento. Onde estar?
Pergunto, já pegando o meu celular, que vibra no bolso da calça. O pegando vejo que é minha mãe. Mas, não vou atender. Penso enquanto recuso a ligação.
Isabella: Realmente precisamos da certidão?
Pergunta, parecendo estar receosa.
_ Sim, precisamos dela, para fazer o registro no civil.
Isabella: Hum!! Isso quer dizer que tenho de voltar...
Disse ela num tom apreensiva. E, novamente meus olhos encontram as marcas vermelhas em seu corpo e me recordo do quanto estava apavorada ontem a noite, que foi por isso que entrou na frente do meu carro.
_ Isabella, quer que me diga a verdade. O quê aconteceu com você? Porquê está com o seu corpo marcado. Seu rosto, o pescoço e até o seu pulso... Quem te machucou?
Pergunto, enquanto meus olhos, vão em cada hematomas.
Isabella: É, que...
Disse ela, levando a mão em seu rosto, ao lado que ainda está marcado.
_ Não precisa ter medo, pode-me contar...
Falo, tentando lhe passar tranquilidade
Isabella: Eu mentir ontem, quando disse que não tinha ninguém. Nem uma casa, acontece que... Vivo com o meu pai, madrasta e o meu meio-irmão, e o Kevin, filho mais velho da Fernanda.
Disse, e logo seus olhos se formaram lágrimas.
E, não posso voltar pra lá... Não posso!
Disse ela, em pânico. realmente algo aconteceu nessa casa. Penso.
_ Porquê, não pode voltar em casa?
Pergunto e antes que ela responda, ouvimos alguém a chamando.
- Isabella, finalmente te encontrei... Estou te procurando desde a hora que cheguei. Quando estive em casa hoje cedo... O quê te deu para sair de casa assim?
Pergunta um senhor vindo em nosso encontro, a encara com aflição.
Isabella: Pai...?
Disse ela, pareceu assustada.
_ É o pai dela?
Pergunto a ele, seu olhar me encontra ao lado de Isabella.
- Sim sou eu mesmo! E, Quem é você? O quê estava fazendo com a minha filha....
Pergunto a ele, que continua me encarando com seriedade enquanto franze o cenho.
_ Me chamo Saimon Alencar....E, jamais machucaria a Isabella.
Falo, e a vejo dar um sorriso.
Kevin: Você de novo! Fica Longe Dela!
Grita ele, enquanto vem em minha direção, parecendo estar pronto para me agredir de novo.
Isabella: Tá tudo bem Kevin... O Saimon é legal, e uma boa pessoa.
Disse ela, com sua voz doce e tranquila.
Kevin: Hunff! Que seja! Agora vamos voltar pra casa...
Disse ele, passando por mim, e até pelo pai de Isabella, e de imediato segura o pulso dela.
_ Ela não vai! Exceto que isso, seja da vontade dela.
Falo ao pegar a sua mão retirando do pulso dela. E olho para Isabella, que parece estar assustada e apavorada.
Kevin: E, quem é você para dizer o que ela faz ou não...
Disse ele parecendo estar irritado.
_ Eu sou o homem...
...Que vai se casar com ela!...
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Conceição Moreira
Simon não tem papas e na longua é nem "depoi". vai logo esclarecendo e ponto final .
2025-03-08
0
Tânia Principe Dos Santos
o pai não a protege e o Kevin indiretamente fez a mãe espancar Isabella
2025-01-14
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Luciana Santos
saímos põe esse moleque no chão
2025-03-17
0