O invasor

O calor estava demais e as pessoas da comunidade parecia ter decidido aparecer em massa, Mari fez um rabo de cavalo e mesmo assim transpirava, numa pequena pausa ela comenta com Emily que claro concorda.

— Preciso comprar umas roupas, ou morrer nesse calor.

— Amanhã vou com você numa loja aqui na comunidade rsrsrs.

Então não demora muito para Marcela aparecer com mais duas amigas, pouco depois Chupim aparece e vai até onde Mari estava e pede uma cerveja. Ao sentar, Marcela caminha até ele dá um selinho o suficiente para incomodar.

— Viu só aqui, é assim, você precisa sair mais e conhecer alguém.

— Quem disse que ligo para isso?

— Sua cara diz.

— Ainda tem coragem de dizer que não tem nada, liar (mentiroso).

Como já passava do meio-dia, Amélia avisa para Mari que poderia ir para casa o que ela aceita na mesma hora, pelo menos assim não precisaria ver aquela cena.

Chupim percebe quando ela se despede para ir embora, ele fica acompanhando enquanto ela caminha pela viela até sumir, DG percebe e incentiva ele a ir atrás dela.

— Porque não vai logo atrás dela mano, deixa de ser besta.

— Vou nada.

Mari caminha triste pela rua até chegar em sua casa, estava cansada e precisava urgente de um banho, ela retira as roupas e vai para o banho no qual não consegue esquecer da imagem de Chupim com Marcela e sofre por ter sentimentos que não pode controlar.

Assim que termina veste um pijama, pois não tinha intenções de sair, entra na cozinha para pegar água quando escuta um barulho no portão já imaginando ser Emily.

— Emily é você?

Sem resposta ela fecha a geladeira e leva um susto ao ver um homem de capuz parado com uma faca em mãos, ela apenas se afasta encostando na pia.

— Quem é você o que faz aqui?

— Deveria me tratar melhor, rsrsrs, sua tia falou muito bem de você.

O homem retira o capuz, com tom de deboche, elogia a localização da casa, pois não foi difícil de entrar sem ser visto, Mari puxa uma faca, ele vai para cima dela e tem o braço ferido.

— Filha da puta, achou que se esconderia para sempre, é vadia?

O homem a segura pelos cabelos a arrastando até o quarto e joga Mari sobre a cama, ele queria saber se ela tinha documentos sobre uma investigação.

— Você pegou os documentos e trouxe não foi?

— Não sei do que está falando, que documentos?

— Nós vasculhamos a casa, achamos a parede falsa, fala logo onde está?

Mas o que ele não esperava é que por baixo do travesseiro ela tivesse uma pistola escondida, a qual ela puxa e acerta o homem no ombro, ele então estapeia Mari jogando sua arma longe, joga ela novamente no chão e com uma arma apontada ordena que mostre onde estão os documentos.

Na praça, o grupo ainda estava por ali, quando um dos vapores que fazia a ronda aparece e chama por Chupim, que acha ser algum problema.

— Patrão, recebi um aviso de tiro perto da casa da gringa, mandei mensagem mais não respondeu.

— Tiro? Tem certeza?

— Tenho.

Chupim avisa para os demais que pegam suas motos e saem em alta velocidade, na casa o homem impaciente atira no ombro de Mari que grita de dor, ele chuta suas costelas e ela se encolhe.

— Anda logo cadela, onde então os documentos porra?

Com dor ela se arrasta até a parte de baixo da cama, enfia a mão e puxa um segunda pistola e atira novamente o fazendo derrubar a arma.

— Desgraçada, vou te matar.

Mari atira mais uma vez e o homem cai sobre ela, fora da casa Chupim escuta o tiro e pula o muro, ele entra com sua arma e logo atrás mais dois de seus homens.

— Mari?

— Estou aqui, me ajuda.

***Narrado por Chupim***

Estávamos na porta da casa de Mari quando escuto dois tiros seguidos, decido pular o muro e os dais arrombam o portão, a essa altura tinha alguns moradores já na frente da casa.

Entro na casa dela com minha arma, mas não via nada, até que a chamei e Mari responde, o som de sua voz vinha do quarto, ela estava no chão e um homem sobre ela, ordeno que retirem ele e vejo sangrando no ombro.

— Que aconteceu, quem é esse cara?

— Me ajude a levantar, isso dói demais.

— Vamos para um hospital, o postinho hoje é fechado.

— Nada de hospitais, não quero perguntas.

Ela sangrava, mas mesmo assim me mostrou onde estava uma caixa de primeiros socorros, pegou um pacote de gaze e colocou sobre a ferida, depois pediu que olhasse atrás e percebi que a bala tinha saído.

— Vai ficar assim?

— Não seja bobo, vou resolver isso com táticas de guerra rsrsrs, pelo menos até amanhã cedo, não se preocupe, não vou morrer por conta disso.

— Está doida mesmo, só pode.

A mina era maluca mesmo, se apoiou na cabeceira da cama, estava quase inconsciente, mas estava preocupado com ela e pedi que alguém fosse atrás do médico que atendia no postinho, sabia que ele morava na comunidade e não negaria um pedido meu.

Ordenei que os homens levassem aquele corpo e desse fim nele, dispersasse os curiosos, fechei a porta e mesmo correndo o risco dela não gostar não poderia deixá-la daquela forma, porem não demorou muito para que Emily e Lívia chegasse ela retiraram o pijama sujo de sangue.

— Meu Deus, ela precisa ir para um hospital.

— Já foram buscar o médico do postinho.

Não demora muito e ele chega, vi direto para o quarto e ficamos do lado de fora, demora alguns minutos e informa que realmente a bala tinha saído, que o curativo tinha sido feito, agora era só tomar os antibióticos.

— Vou mandar alguém comprar isso, não se preocupe, eu vou ficar com ela.

— Você?

Fala Emily e Lívia juntas… mas não era hora de discutir e ninguém impediria de ficar ali. Entrei no quarto e a gringa dormindo, me aproximei dela e toquei seu rosto, meu peito estava aliviado, mas minha mente estava planejando mil forma de matar o infeliz que mandou alguém feri-la.

— Caralho gringa, pedi tanto para você tomar cuidado.

Toquei seus cabelos e beijei sua testa, peguei o remédio e abri sua boca, ela resmungou, mas tomou depois verifiquei se as portas estavam bem fechadas, retirei minha camisa, meu tênis, fui para o banho, Lívia tinha trazido uma troca de roupa, vesti minha box e um moletom, escutei alguém chamar no portão já peguei a pistola e fui conferir.

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Comments

Fatima Vieira

Fatima Vieira

ela é maravilhosa

2025-02-15

0

Márcia Jungken

Márcia Jungken

acredito que foi a ordinária da Beatriz e o escroto do Fred que mandaram esse cara atrás da Marianne 🤔🤔

2024-11-03

0

sandra helena barbosa

sandra helena barbosa

E também nessa Marcela , será que ela é o X9 🤔

2024-11-03

0

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Atualizado até capítulo 56

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