Quando amanhece, na comunidade estava uma enorme agitação, carros entrando e saindo com equipamentos e bebidas, na casa de Chupim um dos seus parceiros comentava sobre a sobrinha de uma moradora que lhe chamou a atenção.
— Hei, bocão, que conversa é essa dai.
— Ah, patrão é uma mina que chegou com a dona Lúcia, muito princesa mesmo.
— Ela não me falou nada, como assim trouxe uma moradora nova sem permissão?
— Não pareceu que iria morar, não estava com malas.
— Fica de olho, qualquer coisa traz elas para falarem comigo entendeu?
— Sim patrão.
Na casa da tia de Mari, os dois chegam pela manhã, ela encontra o bilhete da sobrinha e estranha, pois não imaginava que a mesma tinha amigos no Brasil, aproveita e vasculha o quarto atrás de documentos sobre as contas bancárias e se irrita.
— Desgraçada, eu tenho certeza que meu cunhado fez uma conta para essa piranha.
— Pelo visto ela é mais inteligente que você rsrsrs
— Cala sua boca.
Beatriz revirou o quarto inteiro e depois passou o resto do dia organizando tudo, na comunidade, após tomar um café da manhã, Mari saiu com Lúcia para buscar algumas coisas e para conhecer o local.
— Aquele quiosque é de uma amiga minha, ela vende um açaí maravilhoso.
— Açaí? What is that? (O que é isso?).
— O que disse?
— Sorry, o que é isso? Rsrsrs, preciso me acostumar.
Mari, prova do açaí e adora, em seguida questiona sobre a movimentação e como seria esse baile.
— Como é esse baile?
— Ah é na quadra, fica lotada e vai até de manhã, eu já fui quando era liderado por Pirata, pai de Chupim, mas hoje não tenho mais pique rsrsrs.
— Chupim? Que name, oh my God (oh meu Deus).
— Eles chamam de vulgo, uma espécie de apelido.
— Será que uma casa aqui é muito cara? Preciso conseguir uma, antes de minhas coisas chegarem dona Lúcia, mas minha tia não pode saber.
— Na segunda prometo que falaremos com o Chupim, sobre sua tia, não se preocupe.
— Muito obrigada.
Na casa de Chupim ele e Marreco se reunia para discutir o transporte da próxima carga, pois dessa vez ele teria comprado de um fornecedor na Colômbia, pois tiveram problemas com os fornecedores antigos.
— Parça, tem certeza que essa via é segura para trazer essa carga?
— Não temos outra opção, não sei em quem posso confiar, sabe que depois da morte do meu pai, ao expulsar alguns homens daqui acabei criando alguns inimigos.
Na praça, Mari e Lúcia, estavam sentadas na praça quando Amélia, dona do quiosque e líder comunitária, que vai até lá cumprimentar sua amiga.
— Lúcia, como vai? E essa moça quem é?
— Tudo bem, Amélia essa é a sobrinha da minha patroa, Marianne, veio conhecer a comunidade, ela quer alugar uma casa, sabe se tem alguma?
— Tem, sim, já falou com o Chupim?
— Vamos na segunda.
— Vai ao baile hoje, Mari?
— Não conheço ninguém, senhora.
No mesmo instante, a filha de Amélia aparece toda empolgada para ir ao baile, quando ela apresenta Mari, as duas conversam e a jovem tenta convencer Mari de ir com ela.
— Como vai me chamo Emily e você?
— Marianne, mas pode me chamar de Mari.
— Você não é daqui, né?
— Morava em San Francisco, Estados Unidos.
— Quer ir no baile amanhã comigo.
— What a great (que máximo), nunca fui num baile rsrs. Além disso, não estou no clima de festas.
Mas Lúcia insiste, por ser uma forma de Mari se distrair um pouco após tudo que passou, então mesmo ainda não se sentindo a vontade ela aceita o convite de Emily.
— Está bem, eu vou, mas não pretendo ficar muito tempo.
— Você vai gostar.
Na casa de Beatriz, ela ligava sem parar para a sobrinha, até que ela atende e percebe que sua tia estava furiosa, mas que Mari prefere não contar onde estava.
— Mari, onde você está?
— Na casa de uma amiga, fique tranquila, estou muito bem.
— Você é minha responsabilidade, quero que venha para casa agora.
— Já tenho 18 anos, tia, posso muito bem cuidar de mim.
Beatriz desliga o telefone e solta um grito de ódio, Fred aparece tentando acalmar a esposa, logo informa que tinham um trabalho a fazer.
— Beatriz, deixa de dar chilique, temos um novo cliente, veja o lado bom, sem aquela piranha aqui, podemos trabalhar sem medo.
Então os dois aproveitam que estavam sozinhos para se arrumarem antes de sair, ligam para o cliente e avisa que ele poderia vir a casa e que a mercadoria estaria pronta.
— Só espero que dessa vez consiga algo que preste, vá lá no porão buscar.
A noite chegava e era hora de arrumar para o baile, na quadra as pessoas chegavam o som já estava rolando, no camarote estava Chupim e alguns convidados, ele já informava sobre a atenção nas entradas da comunidade.
— Marreco, passa um rádio para o DG para ficar de olho nas entradas heim?
— Não se preocupe, patrão está tudo sob controle, só vou em casa buscar minha mulher e já volto.
— Ela minha, não se esqueça.
— Casei com ela, portanto é minha mulher.
Marreco
Guilherme - Vulgo Marreco
Na quadra chegava Mari e Emily, que de longe Chupim olha e já percebe que uma delas não era dali, ele se debruça sobre a grade e observa a jovem.
— Nossa, isso daqui está muito cheio rsrsrs
— Daqui a pouco ninguém mais nem anda aqui. Vem meu amigo conseguiu vaga no camarote.
Emily, estande a mão, Mari olha para os lados e, ao mesmo tempo, olha suas roupas, muito diferente das moças que estavam quase nuas, então aceita o convite e sobe, elas entram e logo seu olhar cruza com Chupim que apenas puxa uma das moças para seu colo.
— Tem certeza que podemos ficar aqui?
— Claro, vou ali procurar meu gato e já volto.
Mas a poucos quilômetros dali um grupo que tinha um desafeto no baile tentaria invadir para executar seu alvo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 56
Comments
Fatima Vieira
história bem diferente,parece ser interessante
2025-02-14
0
sandra helena barbosa
A história está muito boa
2024-11-03
0
Carmilurdes Gadelha
A Tia tem segredo muito pesado
2024-05-03
3