***Narrado por Mari ***
Graças as Deus con segui sair daquela casa, mas tinha certeza que minha tia iria procurar o telefone de alguém e encontraria certamente o telefone de Emma, não poderia deixar que ela descobrisse sobre as caixas e sobre a conta bancária.
Tudo que precisava era agora era ir na casa procurar o telefone para ligar quanto antes, ainda estava cansada e com as costas machucadas.
***Narradora***
Na praça, assim que Chupim chega com Marcela, vê numa mesa afastada DG e Emily e ele resolve ir até lá saber notícias de Mari.
— Aí, Emily, aconteceu alguma coisa com sua amiga, aquela gringa?
— Eu não a vi por quê?
— Um dos vapores disse que ela voltou.
— Por que está perguntando Chupim?
— Quero apenas saber tudo que rola na minha quebrada.
Mari precisava verificar as caixas, estava curiosa para ver o que tinha naqueles documentos, além de preocupada em encontrar o contato da assistente social, então ela avisa para Lúcia que iria até a casa.
— Está muito tarde, Mari, deixa para amanhã.
— Eu não vou demorar dona Lúcia, só preciso encontrar uma coisa.
Então ela veste uma blusa e sobe, sem ao menos deixar Lúcia lhe servir algo para comer, pouco tempo depois ela entra na casa, abre uma das caixas onde havia pastas e se senta para ler.
Ao abrir uma das pastas ela encontra fotos da tia com a mãe, algumas elas abraçadas ainda muito jovens.
Algumas fotos deal com os pais e aquilo a faz sofrer, por saber que nunca mais os veriam.
— Que saudades de vocês, mas prometo que, irei descobrir o que aconteceu.
Depois algumas cartas, onde a tia pede dinheiro e outras onde ela a ofendia, com ameaças, todas abertas, o que significou que a mãe leu cada uma delas.
— Quer dizer que minha tia queria dinheiro? Mas ela vive tão bem?
Num dos envelopes ela encontra cartões de contas bancárias que o pai tinha em San Francisco, incluindo aplicações e investimentos, então ela ao ver o valor sente um alívio, mesmo já tendo escondido o dinheiro que havia encontrado no cofre de casa.
Na praça, as horas se passavam quando um dos vapores que fazia a última ronda informa sobre ter visto a luz da casa de Mari acessa.
— Ae patrão a casa, acho que tem gente na casa da gringa, a luz do barraco estava acessa quando passei.
— Puta que pariu, só falta isso agora um rato na minha comunidade, bora lá ver essa fita.
Chupim sai acompanhado de Marreco e Dão, todos armados com suas motos em alta velocidade, estacionam na frente da casa, ele pega sua pistola e abre o portão entrando de forma silenciosa.
Assim que passa pela porta vê Mari sentada no chão distraída lendo uns documentos E se assusta ao vê-lo ali.
— E aí que tá pegando aqui?
— Crap (que merda), como entra assim sem bater?
— Gringa, você cheirou foi? Ficar na casa a essa hora com a porta aberta?
— Eu precisava ver umas coisas, não vi a hora passar, agora pode me dar licença por favor?
Fala Mari se levantando e caminhando até Chupim que fica parado na porta irritado, por ir lá à toa, depois explica para ela algumas regras que talvez ela não saiba.
— Espera, aí. Aqui tem regras, não pode ficar por aí andando sozinha depois das 22 h, entendeu?
— Está bem, só vou guardar essas coisas e…
— Tem drogas aqui?
— Quê, espera aí, está pensando que por ser o dono pode falar assim com as pessoas? Não uso drogas, é dinheiro que eu trouxe, mas é dólar preciso trocar.
— Escondeu dinheiro aqui? Qualquer um poderia entrar roubar.
— Você não é o dono da quebrada? Achei que isso não poderia acontecer.
Mari responde voltando até a caixa, já guardando suas coisas e com um mochila onde estaria o dinheiro, caminha para sair sem se importar com a cara feia de Chupim, os seus parceiros aparecem e ele os dispensa.
— Podem ir, é a gringa dando uma de doida. Vamos logo que deixo você no barraco de dona Lúcia.
— Não precisa, eu sei onde fica.
— Olha aqui moça, está com mochila cheio de grana certo? Aqui não tem como controlar tudo, então vai fazer o que estou mandando, sacou? Vacilona do caralho.
Depois ele vai até ela, claro não iria tolerar que ela o tratasse daquela forma, mas ao se aproxima de Mari a puxa com agressividade, elas sente uma fisgada nas costas e reclama.
— Aí…
Ela responde se encolhendo e ele percebe…
— Que aconteceu com suas costas?
— Foi nada, eu caí.
— Você é atrapalhada mesmo heim na moral mano.
— Está tudo bem, eu já vou embora, dona Lúcia deve estar preocupada comigo.
***Narrado por Chupim ***
Essa mina mal chegou na quebrada e já está virando minha cabeça, era para estar de boa com a Marcela e olha onde estou esperando essa vacilona recolher as coisas porque senão ainda pode dar alguma merda.
Desde que meu pai morreu determinei toque de recolher, ninguém pode ficar na rua após as 22 h. Pelo menos até que eu descubra quem foi o X9 que entregou ele, então resolvo levar ela até a casa de Dona Lúcia e ainda aviso caso preciso de alguém para trocar essa grana, vai saber não conhece nada daqui.
Depois que saímos da casa, ela coloca a mochila e reclama com se estivesse machucada, mas isso não é problema meu, subo na moto e ajudo ela que segura na minha cintura, parecia estar com medo rsrs.
Desço a milhão e em poucos minutos estávamos lá, ela desce e me agradece, eu decidi oferecer ajuda para ela.
— Se precisar de alguém para ir contigo trocar essa grana me dá um salve.
— Obrigada, Samuel, mas eu vou usar boa, parte para os móveis, vou chamar a Emily para ir comigo.
— De boa, então.
Fico ali parado esperando ela entrar, depois vou para casa, era dolorido ver a tristeza nos olhos de minha mãe, não tinha como não me sentir culpado por isso, mas eu ainda não desisti de encontrar o culpado.
Entrei em casa, por ser tarde minha mãe já estava dormindo, depois que Lívia se casou eu passei a ser sua única companhia, apesar delas sempre estarem juntas.
Tinha minhas aventuras principalmente com a Marcela, mas nunca a trouxe em casa, não daria esse desgosto de trazer essas marmitas para dormir aqui.
Acendi um baseado e me sentei no sofá, ao mesmo tempo, não conseguia tirar aquela mina da cabeça, que segredos ela esconde? Uma moça como ela sozinha numa comunidade, nada daquilo fazia sentido.
— Preciso ficar de olho nessa gringa.
— Está falando sozinho Samuel?
— Mãe, ainda acordada?
— Não estou conseguindo dormir, aliás, fico preocupada com você até tarde na rua, filho você precisa arrumar uma moça decente, logo não estarei mais aqui.
— Deixa disso, mãe, sabe bem que essa vida que eu levo não me permite isso.
Minha mãe vai até a cozinha, pega dois copos de suco e volta, eu tomando suco? Só na cabeça dela mesmo rsrsrs, ela pegou meu baseado e apagou, colocou a mão na minha coxa e me olhou.
— Filho, esqueça essa vingança, isso não vai trazer seu pai de volta. Se afaste dessas moças aqui da comunidade, elas só querem ser a mulher do dono da boca, isso não vida Samuel.
— Não me peça para esquecer, essa vida é a única que conheço, mãe, só estou esperando esse novo carregamento, vou levantar isso daqui e depois vou atrás desse traíra desgraçado.
Tomo o suco numa só golada e vou para meu quarto, precisava tomar um banho, descansar, pois no dia seguinte teríamos uma missão muito arriscada.
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Fatima Vieira
Samuel ja está de quatro por ela
2025-02-14
0
Márcia Jungken
Samuel está pensando muito na Marianne, quando menos esperar vai estar apaixonado por ela 👏👏😍
2024-11-03
0
sandra helena barbosa
Chupim🤣🤣🤣🤣🤣
2024-11-03
0