Um tiro de sorte

***Narrado por Chupim ***

Estávamos no camarote, quando vi uma mina linda pra caralho e pelo visto não aqui da quebrada, aposto que é a tal sobrinha da dona Lúcia que os moleques estavam comentando, pois ela usava umas roupas muito diferentes das piranhas daqui.

Ela subiu com a mina do DG, quando me dei conta estava encarando ela e pelo jeito percebeu, como DG estava olhando tudo do alto Emily foi atrás dele e deixa a novata sozinha, então me levantei empurrando a Marcela que estava no meu colo e fui até lá.

— E aí princesa, está perdida aqui na quebrada é?

— No sir (não senhor), desculpe eu vim com a Emily, me chamo Mari.

— Eu sou Samuel, satisfação. Pelo visto não é daqui.

A mina estava encantada com a quantidade de pessoas, era estrangeira, então preferi não assustá-la dizendo quem eu era.

— Cheguei, fazem dois dias. Nossa porque as mulheres ficam quase nuas?

— Baile aqui é assim mesmo, quer beber alguma coisa?

— Um suco, se tiver.

— Suco? Rsrs

A mina era muito linda e ao olhar aquela boca já imaginei eu beijando ela, me deixou ligação só de pensar como era sem todas aquelas roupas e pela cara deveria ser virgem, muito inocente na moral.

Ela tentava dançar como as minas da quadra e eu só conseguia olhar aquela bunda dela, me aproximei e ela se afastou.

Então, pouco tempo depois escutamos fogos, já puxei meu ferro e a mina arregalou os olhos, puta merda está tendo invasão, já olhei para meus camaradas e todos pegaram suas armas, as minas todas deitadas no chão.

— Que está acontecendo?

— Invasão, princesa, melhor ficar aqui abaixada.

Já sai pelos fundos e na quadra as pessoas corriam, pois sabiam do risco de ficar ali, dois carros cheios de homens usando capuz estacionaram ao lado da quadra, desceram atirando, mas estavam atrás de alguém.

***Narradora ***

Chupim sai pelos fundos enquanto dois de seus convidados ficaram no camarote, porem um deles foi atingido caindo perto de Mari, que pegou sua arma no chão, a porta de abriu e Emily entrou apavorada.

— Mari, larga isso pelo amor de Deus está louca?

— Não vou morrer, pode acreditar, fique atrás de mim.

Na quadra, vários tiros disparados, Mari se levanta para ver a situação e um dos homens que estava dentro do camarote aponta sua pistola.

— Larga sua arma moça, a gente veio aqui atrás de um X9.

Emily, que estava assustada, rebate e o homem grita irritado ameaçando atirar nas mulheres que estavam ali. Marreco que tinha ido buscar Lívia, escuta os tiros e resolve retornar, ele pega sua pistola e entra na quadra, onde o homem que estava no camarote o vê e o coloca na mira.

— Não podem matar assim, sem passar pelo debate, aquele dali é o Marreco.

— Cala sua boca, sua puta, senão mato todo mundo aqui.

— Put your gun down, you son of a bitch. (Abaixa sua arma, seu filho da puta)

O homem claro não entendeu nada e engatilhou a arma, mas Mari é mais rápida, atira e acerta sua mão, a porta dos fundos se abre e DG entra com mais dois parceiros.

Mari rapidamente aponta sua arma, mas ao vê-lo abaixa e respira aliviado, mas ele já grita querendo saber o que tinha acontecido, então Emily defende a nova amiga.

— Ela nos salvou amor, ele queria atirar no marreco

O homem gemia no chão, com sua mão ensanguentada e parte dos dedos amputados pelo tiro, DG se aproxima dela e pega a arma, então ela vai embora com Emily, sem muita justificativa, mas ele ainda alerta.

— Amanhã cola com ela na boca, vai precisar se explicar para o Chupim.

— Está bem, eu mesma levo ela.

As duas saem dali, Emily ainda muito nervosa, quando uma moça desce correndo, se aproxima delas querendo saber do marido.

— Emily, você viu o Guilherme?

— Vi sim Lívia, ele está bem, não precisa se preocupar.

Lívia era casada com Marreco, braço direito de seu irmão Chupim, estava grávida de quase 4 meses, por isso ao perceber a demora do marido e escutar os tiros ficou em pânico e resolveu ir até lá saber o que teria acontecido.

Mas ao encontrar com um rosto conhecido se sentiu mais aliviada, e acompanhada com as duas moças retornou para casa.

— Você eu nunca vi aqui.

— Foi ela quem atirou naquele homem.

— No (não), foi um tiro de sorte, alguém precisava detê-lo ou teria matado aquela moça, a princípio eu me chamo Mari.

— Sou Lívia, irmãs do Chupim, o Guilherme é meu marido, mas as pessoas o conhecem como Marreco.

— O tal Vulgo haha?

Na quadra, após descer onde estava Chupim, DG comenta que um dos convidados estava envolvido, mas já amarrado e sendo vigiado por um dos homens, em seguida sobre o que teria acontecido e quem atirou.

— Chupim, espera aí está dizendo que aquela mina atirou no Brandão?

— E salvou a Marcela, a pobre está até agora sem entender nada, pedi que um dos caras que a levasse para casa.

— Quem é essa mina vei?

— Não sei, parça, mas pedi que ela vá amanhã falar contigo, na boca.

Chupim fica desconfiado de Mari, pois ela era uma total desconhecida e ainda por cima sabia atirar? Ou será que foi um golpe de sorte?

— Vamos ficar de olho nessa gringa aí, se ela for uma X9, juro que eu mesmo passo ela

Após deixarem Lívia em casa, Mari e Emily vão embora e logo na porta de casa estava lúcia apavorada por saber do tiroteio no baile, ela corre até elas para saber como estavam, pois sabia da responsabilidade por levar Mari para sua casa.

— Mari, pelo amor de Deus, menina, você está bem?

— I am fine (eu estou bem), estou bem, calma, Lúcia, não se preocupe.

— Ela atirou num cara.

— Por favor, esqueçam isso, foi um tiro de sorte.

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Comments

Fatima Vieira

Fatima Vieira

show

2025-02-14

0

Márcia Jungken

Márcia Jungken

Samuel e Marianne são perfeitos um para o outro 👏👏👏

2024-11-03

0

sandra helena barbosa

sandra helena barbosa

O par perfeito para o Chupim 😍🤣

2024-11-03

0

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Atualizado até capítulo 56

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