O Começo da Virada

O sol mal havia saído, eu tinha dormido umas 3 horas, me levantei e troquei de roupa, ao sair Marreco já estava me esperando, com a gente iriam, bocão e o Marrom, os únicos que poderia confiar 100%.

Entramos no carro e seguimos para o local onde tinha marcado com o fornecedor, como proteção, duas pistolas cada um e muita munição.

Seriam duas horas de viagem até o ponto de encontro, dessa vez nada poderia dar errado ou seria meu fim, afinal de contas eu era o líder, uma decisão errada e seria fim de carreira parceiro.

— Aê Chupim, que brisa foi aquela na casa da gringa?

— Porra, Marreco, aquela mina, não sei parça, mas tem alguma coisa errada, não tem ninguém, vem morar numa quebrada como essa? Vamos ficar de olho nela, depois do que aconteceu com meu velho, não podemos vacilar.

— Ficar ligeiro, tá ligado, mas agora é trazer essa carga sem muita novidade e reerguer a comunidade.

***Narradora ***

Na casa de Lúcia, Mari desperta e o cheiro de café já estava pela casa, ela entra e Dona Lúcia preocupada queria saber o que havia acontecido na casa, quando ela conta que Chupim tinha ido lá.

— Aqui tem regras, não pode ficar na rua após as 22h.

— Aquele cara é muito estranho.

Lúcia conta para ela sobre a morte do pai de Chupim, porem que apesar da vida que leva era um bom rapaz, então a jovem avisa que iria ver os móveis, mas que iria chamar Emily, quando ela bate na porta.

— Mari, eu vim ver como estava, a Lívia veio comigo, ela está indo comprar o enxoval da filha.

— Nossa, estava indo atrás de você, eu vou ter que ir comprar os móveis para a casa, mas preciso trocar os dólares, sabem onde tem uma casa de câmbio?

— Espera vou chamar o DG, daí podemos ir juntas.

— Eu sei onde podemos fazer isso, não precisa chamar o DG, além disso, vamos com meu segurança é mais seguro.

No trajeto para o porto, apesar de preocupado, Chupim estava certo que aquele era o início de uma grande virada, mesmo assim seguiam atentos, eles entram no porto, Marreco desce e fica em cima de um dos contêineres com seu fuzil de olho na movimentação.

Dão desce e vai a pé entre as cargas para ter certeza que não seria uma emboscada, no carro seguiam Chupim e Bocão, eles se aproxima do local onde tinha um homem e vários bem armados que apontam suas pistolas.

— Calma aí mano.

— Baixem as armas, esse é o homem que comprou a nossa carga, como vai?

— Estamos de boa, trouxe tudo que pedi?

— Sim, você veio sem escolta?

— Vim com pessoas que posso confiar.

Chileno, que era o homem que havia negociado a droga, pega um dos pacotes e abre para que Chupim pudesse conferir, em seguida ele carregam o carro, para poder retornar quanto antes para São Paulo.

— Na próxima preciso das armas que me ofereceu.

— Daqui a 15 dias, estarão à disposição, eu te aviso.

De volta a São Paulo, na casa de Beatriz, após uma noite inteira tranças no quarto, eles conseguem pedir ajuda e um dos vizinhos entra na casa e abre a porta. A tia de Mari estava possessa de ódio e promete ir atrás da jovem.

— Aquela maldita, ela me acertou com um vaso.

— Culpa sua quer ir atrás de merreca, deixa aquela piranha para lá.

— Não é tão simples assim, mas primeiro vamos cuidar de nossos negócios, se arrume hoje teremos uma entrevista.

— Eu estou sempre pronto, hoje precisamos caprichar, além disso, tem aquela outra mercadoria.

— Não gosto desses negócios que envolve os pais, uma hora dá merda isso.

— Que nada são tudo uns noias.

Beatriz apenas balança a cabeça e vai em direção ao quarto para se vestir, devido ao compromisso que teriam.

Na loja de móveis, após trocar os dólares, Mari escolhia os móveis com a ajuda de suas novas amigas, onde passariam uma tarde super divertida.

— Nossa, eu nunca escolhi móveis, nem sei o que comprar, rsrsrs.

— Precisamos comprar roupas de cama, mas deixa te perguntar, tem certeza que vai ficar sozinha naquela casa?

— Eu tenho, sim, desculpem, mas eu prefiro assim. E seu bebê, Lívia, já tem nome?

— Ainda não, Guilherme e eu ainda não escolhemos o nome, vamos fazer um almoço ainda na casa de meu irmão, chá de bebê, está convidada.

Depois elas resolvem ir aso shopping onde compraram roupas de cama, além de utensílios, aproveitam para fazer o enxoval de Lívia, acabam retornando quase no final dia, no mesmo momento que Chupim chega com a carga.

— Olha, aquele carro é do meu irmão.

Lívia pede para o motorista levar Mari até a casa onde iria morar para deixar as coisas, porem boa parte viria no dia seguinte.

— Meninas, muito obrigada, quando vai ser o chá de bebê?

— Em quinze dias, mas eu envio o convite.

— Tchau, Mari, não fique até tarde, eu aviso para Lúcia que está na sua casa.

Mas Mari não queria só ficar na casa por causa disso, ela tinha ainda que ligar para Emma e ainda não tinha encontrado seu contato, foram ainda quase duas horas, até que conseguiu e liga de imediato.

***Ligação ON

— Hello, Emma? How are you? (Alô, Emma como vai?)

— Mari, how are you? (Mari, como está?)

— I'm fine, look, I lost your cell phone, I only managed to buy another one today. (Estou bem, olha eu perdi seu celular, só hoje consegui comprar outro.)

Mari explica tudo que havia acontecido e Emma informa que por ser cidadã americana ela poderia, sim, movimentar as contas e solicitar as transferências bancárias para uma conta no Brasil.

— Muito obrigada, Emma.

— Se cuida menina.

***Ligação OFF

Na casa de Chupim, eles entravam já gritando e comemorando o grande momento que estavam vivendo.

— Puta que pariu, conseguimos trazer essa porra.

— Só toma cuidado, ninguém pode saber desse esquema, será primordial pelo menos até recebermos as armas.

— Essa é a hora da virada, parceiro.

— Só preciso agora dessas armas para ir atrás do X9 que matou meu pai, mas ainda precisamos jantar o grupo e saber porque o Brandão te chamou de traíra.

— Já avisei para os irmãos, a reunião está marcada para amanhã.

O grupo esconde grande parte da droga, depois seguem para a boca, pois ainda precisavam manusear para distribuir.

Mas a mãe de Chupim vê a movimentação no quintal e se preocupa com o filho, espera ele entrar para ver se estava mesmo bem.

— Graças a Deus você chegou, estava preocupada.

— Estou muito bem, mãe, agora sim vamos levantar essa porra, a senhora vai ver, daqui a pouco todas as bocas virão atrás da nossa mercadoria.

Marreco, entra para saber de Lívia quando a mesma entra contando da tarde que tiveram com Mari.

— Amor, comprei tanta coisa para nossa menina. Passamos o dia com a Mari, ela é corajosa viu, enfrentar tudo sozinha.

— Essa gringa tem alguma coisa, sei não.

— Nem começa, já aviso que a chamei para o chá de bebê.

— Puta que pariu.

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Comments

Fatima Vieira

Fatima Vieira

ele vai se dar super bem com a Mari

2025-02-14

0

Márcia Jungken

Márcia Jungken

acredito que o X 9 que está envolvido com a morte do pai do Samuel está na comunidade, e próximo dele mostrando ser um homem de confiança 🤔🤔🤔

2024-11-03

0

sandra helena barbosa

sandra helena barbosa

Essa tia dela é terrível , com certeza está envolvida na morte dos pais da Mari.

2024-11-03

0

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Atualizado até capítulo 56

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