Robert adentra silenciosamente o quarto de seu pai, encontrando-o deitado na cama, aparentemente alheio ao que tenha acontecido. Contudo, ao notar a presença de Robert, o pai se ergue, tomando sentando-se, revelando uma reação assustada ao ver o que tem nas mãos do filho.
— Vim agradecer pelo presente que você deu à Alice, nos divertimos muito com ele. — Ele joga a caixa de bombons no colo do pai. — Já peguei o nome; vou comprar mais para nossa noite ser tão especial quanto hoje.
O semblante de Roberto se torna sério, uma expressão de fúria se desenhando em seu rosto diante das palavras de seu filho. Ele fecha as mãos para se controlar. Poderia dar uma lição naquele muleque, mas como ele é o chefe da máfia, sua cabeça rodaria depois. Então, ele contorna a história com uma desculpa esfarrapada, que Robert percebeu na mesma hora.
— Só quis mostrar a ela que nem todos os homens são iguais, o que você está fazendo com ela está errado, nenhuma mulher merece sofrer violência.
— Se sou como sou, é graças a você. Esqueceu tudo que fez comigo? Lembra das torturas? Colocou uma arma na minha mão aos 12 anos, e me fez matar minha mãe.
— Você apertou o gatilho, não eu. A culpa é sua se ela morreu.
— Por anos, pensei assim, até perceber que pode ter sido seu plano. Pai, não precisa esconder. Já afetou meu psicológico, não minta.
— Não estou mentindo. A culpa é toda sua. Sem você, sua mãe estaria viva, e sentiria vergonha de ter um filho sádico masoquista.
Robert sorri para o pai, mas sem humor algum, consciente de que continuará sendo culpado. Por anos, ele se responsabilizou pela morte da mãe, sendo obediente ao pai, que manipulava com isso. No entanto, ao assumir a máfia após o afastamento de Roberto, Robert percebeu a verdade.
As regras e punições foram ensinadas por seu próprio pai, muitas vezes acompanhadas de tortura. Robert, em meio ao sofrimento, derramava lágrimas, intensificando as punições, pois era exigido que suportasse sem chorar.
Ao jogar uma rosa no pai, Robert menciona que não precisa dar presentes como aqueles a Alice, pois conhece suas preferências e necessidades. Ele deixa o quarto, dirigindo-se ao seu próprio espaço.
Ambos fazem as malas e se encontram no corredor do quarto. Antes de ir até Alice, Robert bate na porta do quarto de Roberto para avisar que estão indo.
— Para onde vocês vão? — O pai pergunta ao sair do quarto.
— Vamos ficar por aqui mesmo, na cabana da montanha, aquela que era da mamãe. — Ele balança a cabeça concordando. Robert mandou instalar uma câmera lá também, para monitorar se seu pai tentará algo contra ele. Assim, poderá começar a tomar providências.
— Onde é essa cabana? E porque está nos levando para lá, sua casa é uma fortaleza, e você mesmo disse que inimigo nenhum entraria ali.— Alice pergunta ao colocar o cinto de segurança no carro.
— Não vamos para a cabana, vamos para o meu esconderijo, que ele não sabe onde é. Só falei aquilo para ele não tentar nos incomodar. Pois sinto que ele está tramando algo, só não sei o que.
Ele chama o chefe de segurança e pergunta sobre os tiros, e ele fala que rodou tudo e não encontrou ninguém nas redondezas. Robert manda ele ficar de olho e segue com Alice para seu esconderijo secreto.
— Me conta o que está acontecendo. — Robert respira fundo, segurando a mão de Alice.
— Ainda quero saber, mas parece que ele quer retomar a máfia, e o prêmio que você ouviu ele falar no telefone é exatamente você. Por isso, estou nos tirando de casa para poder observá-lo de longe. Se eu tiver que vir matá-lo, você estará segura no esconderijo; se algo acontecer comigo, você estará salva.
— Mas ele é seu pai. Como um pai pode querer matar o próprio filho?
— Você foi vendida pela sua mãe por mil dólares, não vejo muita diferença, já que Ângela poderia ter te entregado a um traficante de órgãos.
— Mas ela me deixou viva, enquanto seu pai planejava sua morte para tomar o poder. Por que ele te passou a liderança se queria continuar como chefe?
— Porque a liderança era minha por direito; ela teria que passar para mim quando completasse 18 anos. Minha mãe era a herdeira da máfia e se casou com meu pai, que assumiu até eu me tornar digno de ser o don.
— Dom? Gostei. — Alice sorri, e ele balança a cabeça, percebendo que ela ainda não está totalmente sóbria do licor nos bombons.
Uma hora de estrada, e o carro é estacionado na entrada de uma floresta. Eles descem do carro, e Alice olha ao redor, procurando o suposto esconderijo.
— Volte para casa, qualquer coisa eu te ligo. — Robert fala com o motorista, pegando a mochila de Alice. Juntos, seguem para dentro da mata. Após alguns minutos de caminhada, Robert para e puxa uma alça no meio da vegetação, revelando uma passagem secreta.
Alice desce primeiro, e ele vai atrás. Ao entrar, ele trava a porta por dentro e pede para Alexa ligar tudo. Uma casa se revela diante dos olhos de Alice, que fica de boca aberta.
— Como tem energia aqui para ligar essas coisas?
— Atrás do monte, há uma cidade. Puxamos a fiação de lá. Vem ver. — Ele pega na mão dela e a conduz até os fundos, onde uma espécie de janela falsa revela a pequena cidade. — Viu? Temos tudo que precisamos aqui. Vou para o escritório, fique à vontade, sinta-se em casa.
Alice olha para ele sorrindo, e ele sai, deixando-a ali sozinha. Ele vai para o escritório, coloca seu notebook na mesa e acessa diretamente as câmeras de segurança instaladas na casa.
Ao observar as imagens, vê o exato momento em que seu pai desce as escadas ao telefone. Ele aumenta o som, coloca os fones de ouvido para não perder nenhuma conversa.
— Eu achei sua filha. Ela está na casa de cabana do Robert. Ele a mantém presa com ele, e pelo que vi, ele a agride. Vou te passar o endereço. Lá, você pega sua filha e mata o chefe italiano...
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Wilma Lima dos Santos
Eita com quem será que ele está falando, com mãe ou o pai dela?
2025-03-27
0
Janayna Santana
Será que o pai dela também r da máfia?
2025-02-28
1
Juliana Beijo de Borboleta
🤮 Homem escroto, não vejo a hora do final dele, cruel é claro.
2025-02-13
1