Alice olha para ele com tanta intensidade que ele não consegue dizer não a ela diretamente, então ele balança a cabeça concordando.
— Então, me ajude a encontrá-lo?
— Só depois do nosso tempo juntos acabar, pois mesmo que você saiba quem é ele, você não poderá sair para encontrá-lo.
— É o meu pai, Robert.
— Não me importa, minha resposta já foi dada. — Ela balança a cabeça concordando chateada e se afasta dele, indo para o outro lado da banheira. — Vem aqui, deixa eu terminar de te lavar.
— Posso fazer isso sozinha, obrigada. — Ela fala se inclinando e pegando a esponja da mão dele.
O clima entre os dois fica tenso, pesado. Mas Robert não se arrepende, pois sabe que se encontrar o pai de Alice agora, ela vai querer ir atrás dele, e ele não quer deixá-la ir ainda; ele tem que descobrir o limite dessa mulher, e até lá, ela não sairá de suas asas.
Ele sai da banheira depois de lavado, percebendo a dificuldade que Alice tem em se levantar, e a pega no colo. Ela nem sequer olha para ele, e ele já sabe que ela está fazendo birra, querendo que ele ceda.
Ao levá-la para o quarto e pegar a toalha para secá-la, ela retira a toalha de suas mãos. Ele a pega de volta e a encara com muita irritação.
— Eu sempre faço isso depois que eu fødo com uma mulher, não me tire a pouca paciência que estou tendo com você.
Ela abaixa a mão e deixa que ele a seque. Assim que termina, ele pega um vestido para ela e a veste. O silêncio predomina entre os dois, apenas alguns trocas de olhares quebram o clima tenso.
Ele a senta na cama, vai até o closet se trocar e, ao terminar, pega na mão dela, conduzindo-a para se alimentarem. Descem até a sala de jantar, mas quando Alice vai se sentar, ela sente o ardor na sua bunda, então se levanta.
Nesse momento, o pai de Robert entra no cômodo, vendo a cena sem entender.
— Senta, Alice. — Robert fala para ela, sem se lembrar que deixou a bunda dela toda ardida.
— Não posso, está complicado. — Roberto se senta, e Robert se levanta indo até a sala.
— Uma mulher bonita como você não merece apanhar, ele está te batendo, princesa?
Alice olha para seu sogro com uma sobrancelha levantada pelo elogio dele. Quando Robert volta, o pai se ajusta na cadeira. Ele coloca uma almofada, e assim Alice se senta.
Ela não responde à pergunta dele, mas Roberto já imagina o que o filho dele fez com ela, conhecendo a reputação de Robert. Eles terminam o café da manhã em silêncio, e Robert percebe os olhares do pai sobre Alice.
— Me digam, quando será o casamento de vocês? — Alice se engasga, e Robert passa a mão nas costas dela. — Vocês já moram juntos, por que não oficializar isso?
— Já disse, pai, estamos testando para ver se dá certo. Alice precisa aprender muitas coisas antes de se tornar minha esposa.
— Coloque-a para fazer os treinamentos. Se quiser, eu posso ensinar. Eu o transformei, posso transformá-la também.
— O senhor não chegará nem um passo próximo da Alice. Eu irei ensiná-la com calma e sem traumas. Já mexeu com o meu psicológico; não vai fazer o mesmo com ela.
— E o que você está fazendo com ela? A menina não consegue nem sentar.
— Isso não é da sua conveniência, pai. Eu e Alice sabemos o que estamos fazendo.
— Com certeza sabem, mas vou te dar uma dica, Alice. Se permitir que ele te bata agora, ele sempre fará isso. Não permita que isso se torne um hábito. Não é porque ele é o chefe da Máfia que você precisa aceitar isso.
Alice congela, olha para Robert, que fecha os olhos, arrependendo-se agora de não ter contado para ela antes de seu pai.
— Vem, Alice, vamos dar uma volta. — Ele pega na mão dela, mas ela puxa de volta, como se não quisesse ir com ele. — Não desobedeça, lembra da regra?
Ela olha para ele e depois para Roberto, pega na mão dele e se levanta.
Roberto sorri, percebendo que plantou a semente da discórdia entre os dois, e é isso que ele quer. Seus olhos se enchem pela jovem mulher, com um rosto angelical, capaz de fazer qualquer homem imaginar muitas coisas.
Mas, pelo que ele viu, ela está acostumada com o tratamento de Robert, e não sabia que ele era da máfia. Se mostrar que nem todos os homens são daquele jeito, talvez ganhe o coração de Alice. É só saber usar o romantismo na medida certa, que ela cairá no seu papo. Afinal, ele pode até estar velho, mas está com tudo em cima.
Ele fica na mesa, imaginando algumas estratégias para separar Robert e Alice e tê-la só para ele.
Enquanto isso, Robert leva Alice para fora da casa, dirigindo-se aos fundos. Ele aperta a mão de Alice com raiva, e ela puxa.
— Alice, não solte da minha mão.
— Chefe da máfia? Eu desconfiava. Estou em apuros; você deve ter inimigos loucos atrás de você, e eu vou acabar no meio disso. Arrancarão minha cabeça como prêmio por ter pego a mulher do líder da máfia da Itália.
— Pare de falar, está me irritando. Eu nunca disse que você era prostituta; muito pelo contrário, quando meu pai te deu esse adjetivo, eu te defendi, disse que você era minha noiva. E não, eu não tenho tantos inimigos, e ninguém teria coragem de invadir minha casa só para te pegar.
— Eu quero ir embora, Robert. Eu quero que você cumpra o que você falou. Posso até suportar o seu sadomasoquismo, mas não vou perder minha vida só porque estou ao seu lado como uma participante dos seus jogos de prazer.
— E se tornarmos isso real, você aceitaria ficar?
— Tornar o quê real? Tudo isso é fictício por acaso? Minha bunda está toda machucada, isso foi muito real.
— Se tornarmos o noivado real, se nós casarmos, você ficaria?
— Porque quer que eu fique?
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Atualizado até capítulo 71
Comments
FBJ💞
e ela achando que sendo resistente ele vai cansar dela logo. kkkk
2025-03-01
1
Wilma Lima dos Santos
Nojento 😡
2025-03-27
0
Wilma Lima dos Santos
Caramba
2025-03-27
0