NOITE ANTERIOR
Acabando de sair do banho, eu me arrumava no quarto. A noite estava gostosa, e o frescor da brisa que entrava pela janela balançava as cortinas. Ainda precisava cortar algumas frutas para os drinks e organizar a sala.
"Estou a caminho, o Pietro vai junto, tem problema?" – Era a mensagem de Ana.
"Claro que não, tem espaço para todos" – respondi rapidamente.
Minha mãe estava fora, trabalhando numa loja de roupas perto de casa, mas não devia demorar a voltar.
HORAS MAIS TARDE
– Fala sério? Você está trapaceando! – Ana gritou, jogando as cartas na mesa, incrédula por ter perdido três rodadas seguidas.
Todos na sala riram, bebendo e se divertindo.
– Acho que tem alguém que não quer aceitar a derrota! – Pietro brincou, tomando um gole da cerveja.
– Amiga, mais humildade, por favor – provoquei, beijando sua testa antes de ir à cozinha levar alguns pratos para a pia.
A noite foi divertida, cheia de risadas e brincadeiras. Em meio ao estresse recente, esses momentos eram exatamente o que eu precisava.
MANHÃ SEGUINTE
Acordei com a cabeça latejando e o corpo pesado. Olhei para o relógio e percebi que já tinha perdido o horário do trabalho.
– Droga... – murmurei, me jogando de volta na cama, incapaz de lidar com a ressaca.
Mais tarde, ouvi a campainha tocar. Arrastando os pés, fui até a porta e a abri, só para encontrar Murilo parado ali, com um café gelado na mão.
– Ressaca? Sabia! – Ele entrou sem cerimônias, analisando meu estado.
– O que você está fazendo aqui?
– Você não foi trabalhar. Eu fiquei preocupado – respondeu, sentando-se no sofá como se fosse o dono da casa.
Suspirei e me sentei ao lado dele. – Estou viva, Murilo. Só me deixei levar na bebida ontem, nada demais.
– Nada demais? Você deveria cuidar melhor de si mesma – ele retrucou, mas seu tom era mais brincalhão que sério. – Bem, já que você não vai trabalhar, me acompanha até a doceria? Não quero comer sozinho.
NA DOCERIA
A doceria estava tranquila, como sempre. Tom o dono do lugar, me recebeu com seu sorriso caloroso.
– Samantha! O de sempre?
– Claro, Tom. E esse aqui quer...
– Uma torta de limão. Ah, e um pedaço de bolo de cenoura! – Murilo respondeu rapidamente, arrancando uma risada de mim.
Comemos enquanto fofocávamos sobre tudo e todos. Murilo contava animado sobre seu caso com Eduardo, e eu o provocava.
– Você é a maior fofoqueira que eu conheço, Murilo.
– Talvez – ele respondeu com um sorriso travesso.
Depois de nos despedirmos, Murilo seguiu para encontrar Eduardo, e eu decidi passar na perfumaria antes de voltar para casa. Com as sacolas em mãos, caminhava pelas ruas do bairro, aproveitando a brisa leve.
Foi quando ouvi aquela voz inconfundível.
– Samanthinha...
Meu corpo gelou.
– Mário?
Lá estava ele, parado à minha frente com aquele sorriso presunçoso e uma garrafa de vinho na mão.
– Vejo que se mudou de novo... Foi difícil te achar sabia?
Meu estômago revirou. Eu o encarei com nojo, cada célula do meu corpo gritando para fugir dali.
– Não vai me convidar para entrar? Quero conversar.
– Não temos nada para conversar, Mário. Achei que isso estivesse claro da última vez.
O sorriso cínico dele sumiu, dando lugar a um olhar sombrio. Antes que eu pudesse reagir, ele agarrou meu braço com força.
– Escuta aqui sua...
Antes que ele pudesse continuar, um som brusco ecoou, e ele caiu no chão.
– Você precisa vir comigo! – Uma voz familiar chamou minha atenção.
Meus olhos se arregalaram ao reconhecer quem era.
– Você?
Continua...
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Atualizado até capítulo 35
Comments
Cleidiane Silva dos Santos
amando
2025-01-14
0
Ana Faneco
continua sua linda amando a história 😍💞
2023-12-07
0
Maria Andrade
autora querida, mais por favor vc quer me matar de ansiedade
2023-12-06
1