O dia tinha me custado muito, todo aquele episódio com a minha mãe só me mostrava que ela realmente precisava de ajuda. Vê-la daquela forma me machucava muito. E partindo disso, com tanto cansaço, havia acabado de sair do meu banho, no intuito de relaxar. Penteava os meus cabelos e seguia para o hidratante corporal, até que Murilo me ligou. Tomei o celular nas minhas mãos e atendi.
— Oi!?- Não tive muito tempo e logo fui bombardeada com desespero.
- Você precisa vir para a lanchonete, agora! - Ditou aflito.
- Murilo, espera, me fala o que está acontecendo... - Sem que eu pudesse terminar ouço a ligação cair, o que me leva a preocupação extrema em segundos.
Me vesti rapidamente e caminhei até a sala, onde Ana cobria minha mãe com uma coberta. - Ué, achei que não fosse trabalhar hoje. - Questionou, ao ver meu comportamento inadequado.
— E não vou, mas preciso resolver algo. — Respondo enquanto calço meus sapatos. — Eu te explico na volta.
Caminho pela rua movimentada com um capuz, meu cabelo ainda estava molhado, já que não tive tempo de seca—lo, pelo imprevisto. A noite estava fria e todas as luzes da cidade me faziam pensar em coisas emocionantes e imortais.
No caminho para a parada do ônibus um carro preto estacionara perto, me sentei no banco no aguardo do transporte. — Hm, esses motoristas, parecem não olhar as placas, estacionando em qualquer canto. — Ditei olhando as horas em meu relógio, até ser surpreendida com uma silhueta a minha frente.
Estava frio, pudia sentir um ardor em meu pulso e um desconforto nas costas. Abri meus olhos lentamente, ainda com a vista embaçada enxergava vultos a minha frente.
Já com os meus olhos abertos por completo, vejo Murilo, com as mãos amarradas, assim como eu estava. Meu primeiro instinto foi gritar a fundos pulmões por ajuda.
? - Pode gritar, ninguém vai conseguir te ouvir. — Escuto por detrás. O que fazia sentido tendo em vista a mordaça que tampava minha boca. — É um prazer revê-la.
A mulher, mais uma vez a mulher da lanchonete. Mas o que estava acontecendo e por que eu estava amarrada?
Me desesperei tentando soltar as mãos, mas logo fui contida por suas mãos grossas sobre meu pulso. — Não torne isso ainda mais difícil. Eu não vou te manter aqui por muito tempo, se me der o que quero! — Sussurrou no meu ouvido.
— Bom! Samantha, se lembra de mim, não? — Questiona com ironia. — Me chamo Izabela a propósito. Eu adoraria estar fazendo qualquer outra coisa, mas ao que me parece, você está com algo que me pertence.
Droga, eu tinha me esquecido completamente, o papel que ela deixou no banco...
Balbuciei tentando responder a maior, que por comoção ou pressa tirou a mordaça da minha boca. — Fala. E nem pensa em gritar, vai ser pior para você.
— Por que quer um papel com um número de telefone? Precisava me sequestrar para algo do tipo? — Questionei irada.
— Em, alguém parece estar brava. — Sorriu, se agachando a minha frente mantendo contato visual. — Eu tentei fazer isso de uma forma mais amigável, não se lembra da segunda vez em que nos vimos? — Questiona. — Bom, o fato é que quero aquele papel, aquele número esconde coisas importantes, onde está?
Petrificada. Eu não fazia a mínima ideia da onde estaria aquele papel a uma hora dessas.
— Em casa! Eu guardei no bolso do meu avental, e não tirei. — Ditei a olhar nos seus olhos. — Mas afinal, como sabe que está comigo?
— Isso não lhe convém boneca, mas passe a olhar para os lados. — Sorriu a passar o dedo indicador no meu queixo. — Mandem alguém na casa dela. — Ditou para dois homens altos que cobriam a porta de saída.
— Não! Não faça nada com elas! — Pisei forte em seu pé.
— Ei! Faz isso outra vez e você não saí daqui! Ninguém vai tocar na sua mãe, e na sua amiga... Se eu encontrar o papel.
Ela sabia quem morava comigo, por Deus, aquilo era assustador pra caralho.
Continua..
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Atualizado até capítulo 35
Comments
Ana Faneco
mistério
2023-11-16
1
Maria Andrade
quem e essa mulher, mistério
2023-11-08
2