O dia do julgamento de Brian Ashford chegou. Kaity havia sido levada cedo para o Fórum da Barra Funda pelos policiais investigadores Sara e Everton.
Quando ela chegou foi recebida pelo promotor Franklin Marshall. Ele era um homem jovem. Provavelmente no máximo 30 anos. Ele era um homem bonito com uma barba cheia e olhos azuis.
Franklin detestava o Ashford. Queria prendê-lo há muito tempo, mas ele sempre escapava. Dessa vez não deixaria isso acontecer.
Kaity estava na sala da promotoria. Com ela estava Flora Mattos. Jean Schneider também estava no local. Uma surpresa positiva para Kaity era a presença de Evellyn Gallant. A gerente das operações predecessora de Kaity na Red. Adam havia ficou na casa de Flora com uma baba e uma segurança particular fornecida por Jean.
O promotor então pediu a atenção de todos na sala.
Promotor Franklin — Senhoras e Senhores. Eu gostaria de alinhar alguns pontos importantes antes de começarmos. A defesa de Brian Ashford vai tentar desacreditar todos vocês. O advogado dele é ótimo. Mas eu sou melhor.
Todos apenas concordaram e permaneceram em silêncio.
Promotor Franklin — Sejam direitos. Respondam apenas aquilo que for perguntado. Se não tiverem certeza sobre datas e locais sejam claros. Não deixem que a defesa faça os parecer crianças. As testemunhas-chave são Evellyn Gallant e Kaity Brown. O testemunho de deve ser carregado de emoção. Jean, seu testemunho e técnico. Pode ser associado ao Brian de algum modo e o júri não simpatize com você, então seja breve. Alguma dúvida?
Todos acenaram que não com a cabeça. Na sequência um alarme tocou. Era a hora da audiência.
A sala de audiência estava cheia. Haviam repórteres e muitas pessoas. Empresárias de todos os tipos. A mesa de defesa tinha cinco advogados. De ações com Franklin aquilo significava desespero e o júri sabia.
A juíza escolhida para presidir a sessão era Wilma Hills. Ela era conhecida como uma dama de ferro. Implacável contra esse categoria de crime.
A voz do oficial de justiça ecoou — TODOS DE PÉ. A JUÍZA WILMA HILLS PRESIDE.
Juíza Wilma — Sentem-se, todos, por favor. Uma boa tarde. Iniciaremos hoje a audiência criminal do estado de São Paulo representado pela promotoria contra o réu Brian Ashford.
Kaity sentiu a barriga congelar. Brian mantinha o olhar frio e penetrante. Será que ele sabia que teria um bom destino?
Juíza Wilma — Iniciaremos com as alegações da promotoria. Por favor, doutor Franklin. Aproxime-se.
O promotor Franklin Marshall se levantou e discursou ao júri.
Promotor Franklin — Senhoras e Senhores do Júri. Hoje iremos mostrar que o réu, Brian Ashford, muitas vezes associado a riqueza e uma vida bem sucedida, na verdade, não passa de um predador sexual. Ele não só cometeu crimes de lavagem e desvio de dinheiro, mas também aliciou mulheres a terem relações sexuais com homens em troca de favores financeiros ao réu. Por fim, como consta no processo, o réu também foi acusado de homicídio doloso contra a senhora Sueli e cárcere privado.
O júri estava olhando para o promotor e vez em outra olhava para Brian que continuava olhando de volta com ar de superioridade. O promotor continuou:
" Para elucidar esses fatos eu vou chamar até a tribuna a testemunha Evellyn Gallant que era gerente de operações da empresa Red Tower e uma subordinada direta de Brian Ashford.
Evellyn subiu a tribuna. Antes de começar falar, colocou a sua mão em uma bíblia e jurou não mentir. Após isto ela respondeu a todas as perguntas da acusação e da defesa de forma simples e direta. Evellyn chegou a chorar. O júri certamente se compadeceu.
O promotor então agradeceu e ela retirou-se. Ele então chamou Joel Schneider. O garoto e empresário também respondeu. Foi sucinto e deu detalhes sobre o formato da quadrilha.
Por fim ele chamou Kaity Brown. O coração da garota quase parou. Ela estava nervosa demais. Tinha medo de não responder de forma correta e colocar tudo a perder.
A acusação fez as perguntas e ela respondeu tudo. Além disso, contou tudo desde o dia que o Adam estava doente. Kaity chorou muito e interrompeu o depoimento diversas vezes. A defesa tentou desacreditar o depoimento alegando que ele aceitou ser promovida, pois, tinha interesse em finanças e aceitou assinar papéis que a colocaria em uma situação difícil, pois houve de fato desvios para contas ‘offshores’.
A juíza desconsiderou esses fatos a pedido da promotoria, pois já haviam concluído haver má-fé do réu no ato da assinatura dos papéis.
Kaity concluiu o seu depoimento e retirou-se. Parecia que a juíza estava satisfeita com o que ouvira. A defesa apresentou testemunhas, mas todos pareciam muito mais baba ovos do magnata do que testemunhas.
Ela pediu que o júri se reunisse e para apresentar o veredito. Eles reuniram-se por duas horas. Logo em seguida a sessão foi reiniciada.
Juíza Wilma — O júri se reuniu e possuem um veredito. Por favor, primeiro jurado, leia a declaração do júri.
O primeiro jurado levantou-se. Era um homem idoso com um rosto que evidenciava sofrimento.
Primeiro Jurado — Meritíssima, o júri se reuniu e concluir que o réu Brian Ashford é culpado dos crimes imputados a ele pelo ministério público.
Ouve um estrondo no salão. Palmas e gritos. Assobios e risadas.
Juíza Wilma — SILENCIO. SILENCIO. ORDEM NO TRIBUNAL.
A juíza então continuou.
" Obrigado primeiro jurado. Bom, desta forma cabe a eu apresentar a sentença. Diante das acusações e crimes cometidos e agravantes dadas à condição financeira do réu e risco de fuga do país, eu condiciono-o prisão em regime fechado. Somadas as penas então totalizando trinta e cinco anos de reclusão, podendo então recorrer ao regime semiaberto após cumprido 1/3 da pena. Destaca-se que ressalto a possibilidade, visto haver necessidade de avaliação pela comarca responsável. Faça-se cumprir imediatamente. Caso encerrado.
O martelo foi batido. O sorriso no rosto de Brian Ashford havia morrido. Ele estava claramente enfurecido. Foi levado pelos policiais e retirado do recinto. A justiça havia sido feita.
Kaity não teve tempo de descanso. Em três dias os Schneider seriam julgados. Claro que são casos diferentes, mas ainda assim eles também precisavam pagar.
Um dia antes do julgamento Leonel Schneider foi encontrado morto no quarto do hospital. Os médicos alegaram parada cardíaca devido a problemas cardíacos crônicos.
Joel Schneider foi a júri popular e também foi condenado. A sua pena chegou a vinte e nove anos. Todos foram acusados de formação de quadrilha. O regime da pena também seria fechado e os dois magnatas foram enviados para o presídio de Parelheiros.
Kaity Brown enfim estava livre. Os seus algozes haviam sido presos. Dimitri estava fora do país e não poderia mais voltar. Se voltasse seria preso. A Interpol o procurava. Ele seria preso se pisasse fora da Rússia.
Kaity havia voltado para a casa de Flora. Ela decidiu que iria embora de São Paulo. Moraria no Nordeste. Jean disse que tinha uma casa na cidade de Porto Seguro e Kaity e Adam poderiam recomeçar ali. Ela aceitou a princípio até que pudesse ter sua própria casa. Eles iriam recomeçar. Eles iriam mudar de vida. O pesadelo havia acabado. E
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Atualizado até capítulo 21
Comments
Doraci Bahr
vivaaaaa
2024-01-15
2
Euza Lisboa
Poxa!!!! Ameiiiiiiiii a vitória 🏅🌟🏅
Os peixões são muito difíceis de serem encurralados.
2023-12-29
3
Rosaria TagoYokota
queria wue o brian sofresse na prisao
2023-12-06
1