Capítulo Cinco

São Paulo, 10 de abril de 2023

Alguns dias haviam se passado desde que Kaity e Adam passaram pela consulta. Kaity ainda não conseguiu o valor do tratamento e francamente já esperava por isso. Afinal de contas ninguém consegue uma quantia tão alta com essa velocidade.

Ela havia anunciado o seu carro e conseguiu uma oferta de R$ 9 mil. Aceitou e fechou a venda. A sua amiga Sueli deu a ela R$5 mil. Ela criou uma Vaquinha Online, mas ainda não obteve doações. Somando toda a quantia ela tinha apenas R$14 mil e ainda faltavam R$ 286 mil.

Kaity procurou o seu gerente do banco, mas não conseguiu aprovação para nenhum valor. Ela infelizmente estava com algumas restrições financeiras que a impediram de conseguir o empréstimo.

A situação do pequeno Adam não estava bem. Ele andava bem abatido e Kaity estava pensando seriamente em levá-lo para realizar a sessão de quimioterapia.

Ela entrou em contato com o Dr. Juan e aceitou a proposta da quimioterapia. Não estava encontrando uma saída para a situação e não poderia deixar o seu filho sofrendo daquela forma. Não desistiria do tratamento alternativo, mas seria difícil.

Kaity então levou o pequeno Adam para a sessão. Nesse dia ela chegaria mais tarde no serviço. O seu supervisor Otávio continuava a insultar Kaity, mas ela não dava mais importância. Precisava do trabalho e ouvir as besteiras do supervisor seria apenas um detalhe.

Adam estava sentado na cadeira e realizando a sessão.

Adam — Mãe?

Kaity estava sonolenta. Havia andado muitas noites em claro para tentar angariar algum recurso para a Vaquinha, mas sem sorte.

Kaity — Oi amor, o que houve?

Adam — Estava dormindo. Está cansada de ficar aqui comigo?

Kaity — Claro que não meu amor. A mamãe está apenas cansada. Ando trabalhando demais.

Adam — Quanto tempo eu vou fazer isso aqui?

Kaity — Mais algumas vezes. Logo estará melhor e não vamos mais precisar vir aqui.

Adam — Tá bom, mamãe. Eu estou enjoado.

Kaity — Isso é normal, bebê. Logo vai passar.

Adam — Não sou um bebê, mãe. Sou quase um homem. Olha o meu bigode.

Kaity não aguentou e sorriu. Há alguns dias ela não sorria desse jeito. Se lembrou de quando Adam estava bem e como as coisas haviam piorado de uma forma tão rápida.

A sessão enfim havia acabado. Ela levou ele para casa e depois foi trabalhar. No caminho o Adam vomitou. A quimioterapia já havia começado a fazer efeito.

Kaity chorou no caminho para o trabalho. Estava desesperada. Queria muito fazer o tratamento alternativo e ver o seu filho curado.

Quando chegou na sede da Red Tower entrou no elevador e não percebeu haverem outras pessoas na fila na sua frente. Estava com a cabeça tão cheia que não percebeu que ninguém entrou com o homem que já estava no elevador.

O celular dela tocou e era o gerente de outro banco. Ela tinha feito uma nova análise de crédito para entender se havia alguma chance de ter o crédito aprovado.

Kaity — Alô, senhor Gerald? É a Kaity.

Gerald — Sim, sou eu. Senhorita Kaity, eu enviei uma nova proposta pedindo o valor do empréstimo que conversamos, mas não houve aprovação, infelizmente. Sinto muito.

Kaity — Obrigada pelo retorno senhor. Eu imaginava. Eu estou precisando muito do dinheiro. O meu filho está doente e eu não tenho dinheiro para fazer o tratamento. Faltam R$286 mil. Estou desesperada, mas darei um jeito. Obrigada pela atenção.

Kaity desligou e quando se deu conta já estava chorando. O elevador já estava nos 56° andar. Não percebeu que passará do seu ponto de descida.

Quando ela olhou para trás se assustou. Havia um homem parado. Ele era alto. Jovem. Com olhos azuis da cor do mar. O cabelo era loiro e parecia uma cascata de ouro escorrido. O terno azul-marinho da Armani e uma pasta com o símbolo da empresa de griffe Louis Vuitton.

Kaity — Meu Deus! desculpe-me. Eu não vi você aí. desculpe-me.

Brian — Porque esta me pedindo desculpas? Não me fez nada. Você esta bem?

Kaity — Eu entrei no elevador, não vi que já tinha gente. Não apertei o meu andar. Não sei bem o que estou fazendo.

Brian — Kaity, não é? Ouvi você falar o seu nome enquanto falava ao telefone. Desculpe, penso que fui indelicado. Sou Brian. Brian Ashford.

Só então Kaity havia se dado conta de que estava no mesmo elevador que Brian Ashford, o CEO da Red Tower. As pessoas não entraram no elevador, pois quando Brian chegava geralmente subia sozinho.

Kaity — Senhor Ashford. desculpe-me. E-e-e-eu não fazia ideia.

Brian — Ei, Kaity. Se acalme. Chegamos ao meu andar. Ande, desça comigo. Iremos toma um café. Esta bem?

Eles haviam chegado aos 60° andar há algum tempo. A porta estava aberta esperando que eles descessem. Kaity então acompanhou Brian.

O andar tinha apenas uma sala. As paredes eram todas de vidro. Davam vista para a cidade de São Paulo. Era um lugar muito agradável. Os móveis eram em mogno e o carpete azul brilhava de tão limpo. Haviam uma grande mesa de reuniões, uma mesa grande no fim do andar e uma secretária.

O senhor Brian caminhou até a sua mesa no final do andar. Colocou o seu paletó sob a sua cadeira e pediu que Kaity se sentasse na cadeira à frente da sua mesa. Tudo ali cheirava a coisas caras.

Brian — Confortável?

Kaity fez que sim com a cabeça. Ele era um homem lindo e com certeza muito intimidador. Os olhos dele enxergavam na alma dela. Ao menos era o que parecia.

Brian — Quer tomar oque, senhorita Kaity?

Kaity — Nada, estou bem.

Brian — Imagina, eu insisto. Eu recomendaria o capuccino. É o que eu tomo quando estou nervoso.

Kaity — Pode ser então. Obrigada.

Brian estão pegou o seu telefone e discou alguns números.

Brian — Senhorita Raquel, traga dois cappuccinos, por favor. Obrigado.

Em alguns minutos a secretaria, uma belíssima mulher que mais parecia uma modelo, com lindos cabelos ruivos, um vestido vermelho e lindos sapatos de salto quinze trouxe os capuccinos conforme o pedido do chefe.

Brian — Obrigado, senhorita Raquel.

A mulher então saiu e voltou para a sua mesa. Parecia ser muito ocupada.

Brian — Então, Kaity, pode tomar. Vai te fazer bem.

Kaity então se serviu da bebida fumegante. Era uma delícia. Ela já tomara em cafeterias como Starburcks, por exemplo, mas nada se comparava à aquilo. Ela se pegou a sorrir sem se dar conta de que o CEO estava a olhar para ela.

Ela rapidamente fechou o sorriso e bebeu mais um pouco do delicioso Capuccino.

Brian — Olha aí! Sabia que veria o seu sorriso quando provasse dessa bebida.

Kaity — É uma delícia, senhor. Obrigado.

Brian — Me chame de Brian. E eu te chamo de Kaity. Está bem?

Kaity — Está bem...S-s-se... Digo, Brian.

Brian — Excelente, Kaity. Agora... me conte o que está acontecendo com o seu filho.

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Comments

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

eu estou torcendo pra isso, Deus é bom demais.

2024-04-19

1

Lua Cheia

Lua Cheia

Será que ele vai ajudar ela??

2023-12-24

2

ARMINDA

ARMINDA

OPAAAAA O CEO QUERENFO SABER O QUE O FILHO DA KAITY TEM.🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔

2023-12-23

3

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