Capítulo Dezenove

Kaity se sentou na cadeira em frente a mesa de Brian Ashford. Ela estava esgotada. Conseguiu a confissão do magnata e ele estava sendo levado preso.

O delegado José e o investigador Everton desceram com ele. Havia um carro de polícia aguardando para a condução até a delegacia. Sara ficou com Kaity para amparar a garota.

Investigadora Sara — Está tudo bem, Kaity?

Kaity — Sim... Só quero dar o fora daqui. Essa empresa tem o cheiro dele. Podridão. Enxofre.

Investigadora Sara — Certo, então podemos ir.

Sara acompanhou Kaity até a recepção. Haviam centenas de repórteres. Todos como moscas no esterco fotografando a queda de um dos maiores empresários do país.

Haviam centenas de funcionários curiosos com o que havia acontecido. Por que o CEO havia sido preso? Muito falavam sem parar sobre motivos que eles mesmos haviam inventado.

Kaity foi conduzida até o carro. Ela entrou e o investigador Everton já estava ao volante. Dessa vez Sara foi na frente. Kaity se sentou atrás. O delegado estava ausente. Provavelmente teria levado Brian até a delegacia.

Eles levaram Kaity de volta para a casa de Flora. Demoraram duas horas. Quando chegaram Kaity desceu do carro e entrou na casa. Eles disseram que ficariam na região de vigia.

Flora recebeu a menina com um abraço apertado. Adam estava com ela. Kaity pegou o filho no colo e o beijou várias vezes. Quando elas entraram Flora pediu a Adam que fosse brincar no jardim para elas poderem. O garoto logo saiu.

Flora — Eu já vi no jornal, filha. Deu certo. Está em todos os canais. Três sádicos presos hoje.

Kaity — Os Schneider também foram?

Flora — Sim. Leonel estava uma fera. O filho, Joel, estava escondendo o rosto. A mídia não pegou leve. Mas o pior foi Brian Ashford. Ele estava com ódio no rosto, mas disfarçou com um sorriso gelado.

Kaity — Pensa que eles vão ficar presos?

Flora — Há muitas provas. Qualquer juiz sério certamente os trancaria por uns bons anos. Haverá um julgamento. Eu serei testemunha para condenarem Leonel. É uma questão de honra.

Kaity — E o que acontece comigo agora?

Flora — Bom, filha, acredito que eles vão leva-la para o local de proteção a testemunha. Você não precisará depor por que já fez isso colhendo a confissão do Brian. O vídeo com os Schneider fala por si só.

Kaity — Não vou me esconder, Flora. Eu vou depor. Eu quero ver os olhos deles quando forem condenados. Sou testemunha principal. Se eu não estiver o júri não vai comprar a ideia.

Flora — É perigoso, filha. Mas se essa for sua decisão, eu vou te apoiar.

Kaity então foi se deitar um pouco. Estava muito cansada. Quando acordou era noite. Ela ouviu uma voz de homem na sala. Se levantou e foi ver quem estava lá.

Quando chegou se deparou com Jean Schneider. Ele a olhou com um rosto terno e amigável.

Jean — Olá Kaity. Como está?

Kaity — Estou cansada, mas bem. E você?

Jean — Eu também estou bem. Vim ver você. Saber como estava. E claro, ver o Adam. Eu e ele jogamos muito Ping Pong naquele maldito lugar antes de você... Fugir.

Kaity — Eu não consegui te agradecer… Eu...

Jean — Não. Não me agradeça. Eu não mereço o seu agradecimento. Não lhe salvei quando pude.

Kaity — Jean, poderia ter interrompido. Mas eles provavelmente lhe mandaria embora. Isso não permitiria que você me soltasse. Eu não estaria aqui agora. Então sim, eu te devo um Obrigada.

Kaity então abraçou o rapaz. Jean corou. Ficou muito vermelho com o abraço da moça. Flora olhou para os dois e riu. Depois disse que iria até à cozinha fazer algo para comer. Adam estava deitado na cama de Flora dormindo.

Kaity — o seu pai e avô foram presos não é?

Jean — Foram sim. O meu avô não está nada bem. Passou mal na delegacia e foi parar no hospital. Pode ser fingimento, mas ele tem uma saúde péssima. Meu pai está acabado. A minha mãe disse que vai pedir o divórcio e tirar tudo dele.

Kaity — Está triste por eles?

Jean — Não. Estou decepcionado com eles. Eles eram modelo de homem para mim. Depois que eu cresci pude ver que meus modelos estavam errados. Eles devem pagar. E vão pagar.

Kaity — Eu espero que eles apodreçam na prisão.

Jean — A justiça será feita, Kaity. Eu irei testemunhar contra ambos e também contra o Ashford.

Kaity — Eu também quero testemunhar.

Jean — A Flora me disse. Acho você muito corajosa. Irei te apoiar. Conte comigo para o que precisar. Está bem?

Jean então se levantou. Ele estava vestido com um terno azul-marinho e uma camisa branca. O seu rosto era angelical. Um bom rapaz.

Jean — Bom Kaity, eu irei embora. Deixarei descansarem. A Flora vai me manter informado sobre o que precisar. Se quiser também pode me ligar. Dê um beijo no Adam por mim.

Kaity então se despediu. Jean foi embora e Flora disse:

Flora — Ele gosta de você, sabia?

Kaity — Como assim, Flora?

Flora — Ele gosta menina. Nunca veio aqui ver nenhuma das outras que ajudamos. Ele se importa. Isso é bom. Ele é um rapaz bondoso. Tem muitos recursos. Pode cuidar de você e também do seu pequeno.

Kaity — Não quero a ajuda dele, Flora. A última vez que eu aceitei, acabei sendo torturada.

Flora — Nem todos os homens são Brian Ashford, meu bem. Bom, eu irei dormir. Deixe o pequeno comigo. Ele me faz companhia. Veja um pouco de televisão. Vai te distrair.

Algum tempo se passou. O julgamento de Brian Ashford havia sido marcado. Kaity certamente iria testemunhar. Ela conversou com o delegado e com o promotor do caso, Franklin Marshall. Eles haviam construído um caso que acabaria com Brian Ashford de uma vez por todas.

Mais populares

Comments

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

homens como Brian, não merece viver!!! justiça sendo feita amém!

2024-04-19

1

ARMINDA

ARMINDA

QUE VENHA O JULGAMENTO E TODOS CONDENADOS.

2024-01-04

3

Lua Cheia

Lua Cheia

Casalzinho (Kaity & Jean).💑❤❤❤❤❤

2024-01-02

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!