Capítulo Sete

Dez dias haviam se passado desde que Kaity Brown fizera o procedimento no seu pequeno Adam. Eles estavam no consultório do doutor Juan realizando um novo exame de miolograma para checar se o procedimento havia sido aceito pelo corpo do Adam e o câncer havia sido curado.

Dr. Juan — Senhorita Kaity, o exame já foi realizado. Já enviamos a amostra para nosso laboratório.

Kaity — Isso demora como dá primeira vez?

Dr. Juan — Não, não senhora. Isso costuma demorar no SUS, mas no nosso laboratório isso é feito em uma hora no máximo. Daqui a pouco saberemos se o procedimento foi um sucesso.

Adam havia melhorado muito. Nem parecia a mesma criança de dez dias atrás. Falava sobre todos os assuntos. O seu apetite havia voltado e agora ele estava muito mais feliz.

Duas horas passaram-se sem que o resultado viesse. Kaity já estava impaciente. Ela se levantava e sentava, andava de um lado ao outro da sala de espera, e mesmo com a calma do Adam, ela estava extremamente preocupada.

O doutor Juan aproximou-se com um semblante preocupado.

Dr. Juan — Senhorita Kaity? O resultado enfim saiu.

Kaity — O que houve doutor? Demorou muito... Quase duas horas de espera. O senhor havia dito que levaria no máximo uma hora.

Dr. Juan — O laboratório teve um problema, por isso a demora. Mas enfim está comigo. Eu já li e gostaria de compartilhar que o seu filho está curado.

Kaity não segurou o choro. Correu e abraçou o Adam com toda a força que tinha no seu corpo. O garoto reclamou e pediu que ela o soltasse para ele terminar de montar a sua torre de Lego.

Kaity — Doutor, eu nem sei como lhe agradecer. Deram uma nova vida ao meu filho. Isso é fantástico e estou sinceramente sem palavras.

Dr. Juan — Kaity, o nosso trabalho é esse. Curar. Seja por um procedimento como esse que o Adam fez ou o convencional. Fico feliz que o seu filho esteja curado.

Kaity — Posso-lhe abraçar?

Dr. Juan — Claro, sem nenhum problema.

Kaity então deu um abraço no médico. Ele ficou corado, mas parecia feliz em ter proporcionado esse momento para a família Brown.

Kaity recebeu algumas orientações do médico sobre as próximas consultas de acompanhamento que o plano contratado cobria.

Kaity e Adam então foram embora. Pediram um carro de aplicativo e voltaram para casa. Kaity havia conseguido uma folga para levar o pequeno Adam ao médico, mas agora teria que voltar firme para o serviço já que a vida deles voltaria ao normal.

Quando chegou em casa sua amiga Sueli havia preparado um almoço maravilhoso. O prato preferido do Adam. Lasanha!

O garoto comeu tanto que não conseguiu ficar com as calças. Estava apenas de cueca no sofá brincando com o cachorro Buddy.

Sueli — Kaity, isso é fantástico. Eu sabia que Deus não nos deixaria desamparados nesse momento. As vezes precisamos passar por desertos para perceber que ele está conosco não é mesmo?

Kaity — Claro Su. Ele nos ajudou muito através do senhor Brian. Eu nem consegui falar com ele ainda, acredita?

Sueli — Mas ele não pediu para ligar com novidades? Por que não liga e conta paraa ele sobre a notícia que recebeu hoje?

Kaity — Su, como eu vou ligar para o CEO da minha empresa para falar do meu filho? Ele nem deve se lembrar da gente. Tem tanto dinheiro e conhece tanta gente.

Sueli — Mesmo assim menina. Deveria ligar Ele ajudou a curar o seu menino. Seja corajosa e ligue.

Kaity então tomou coragem e discou. O telefone tocou seis vezes antes que uma voz deliciosa e firme atendesse ao telefone.

Kaity — Senhor Ashford?

Brian — Não havia te pedido para me chamar pelo primeiro nome, mocinha?

Kaity — Me-e-e-e desculpe, Brian.

Kaity se odiava. Não conseguia entender por que tinha que gaguejar sempre que falava com o chefe.

Brian — Está nervosa? Fique tranquila. Eu esperava a sua ligação. Como está o pequeno Adam?

Kaity — O procedimento deu certo. Hoje passamos com o médico. Ele foi curado. Graças a você, Brian.

Brian — Sério! Fico muito feliz. Isso é incrível, mas quem curou ele foram os médicos. Eu apenas ajudei financeiramente.

Kaity — Mesmo assim... Eu não teria conseguido sem você.

Brian — Conseguiria sim. Você é incrível e chegaria lá.

Kaity — Obrigado Brian. Bom, não quero incomodar você. Só gostaria de agradecer.

Brian — Quem disse que incomoda? Adoro ouvir a sua voz. Me acalma.

Kaity corou. Não sabia o que aquilo significava. Ele estava flertando com ela? Mas ele era um homem poderoso, rico e muito bonito. O que ele iria querer com Kaity Brown?

Kaity — A-a-a-ah que bom.

Brian — Me desculpe se fui indelicado, não quis-te deixar sem graça ou contrange-la.

Kaity — Não, não é isso. Imagina.

Brian — Bom, fico feliz que estejam bem. Mande lembranças minhas ao Adam. Foi um prazer fazer parte desse momento.

Kaity — Obrigada Brian. De verdade.

A ligação então se encerrou. Kaity não entendeu o que havia acontecido. Ela afugentou o milionário? O tratou com indiferença? Por que ele desligou dessa forma? Bom, que assim seja. Não tinha como isso dar certo. Ele era de um momento totalmente diferente do dela.

Ela então foi dormir. No dia seguinte teria que ir trabalhar cedo. Mas enquanto tentava dormir ficou pensando em uma vida ao lado do magnata. Isso mudaria tudo. Isso certamente daria uma vida diferente ao Adam. Ah que sonho.

Na manhã seguinte Kaity foi ao trabalho bem cedo. Sentou na sua mesa e iniciou o tratamento dos seus chamados. Em dez minutos foi chamada pelo supervisor Otávio.

Otávio — Senhorita Kaity Brown. As suas ausências estão se tornando uma constante. E isso é bastante desagradável para a instituição. Eu preciso de alguém comprometido. Não parece ser o seu caso.

Kaity — Senhor, eu estava acompanhando meu filho. A senhora Evellyn me autorizou.

Otávio — O que quer dizer? Que agora você não precisa mais me obedecer? Que a nossa gerente toma decisões sem precisar me consultar?

Kaity — Não foi isso que eu quis dizer, senhor. Eu não sei como isso funciona, mas se ela me autorizou eu deveria ainda assim pedir para o senhor?

Otávio — Eu sou seu imediato. Não a Evellyn. Se você desrespeitar essa hierarquia eu vou demiti-lá. Está entendendo? Eu sou o supervisor dessa equipe e não vou ter o meu trabalho questionado por uma analista Júnior idiota.

Kaity não acreditava estar ouvindo aquilo. Quando ela pensou em responder ouviu a mesma voz firme e poderosa atrás dela.

Brian — O senhor está insultando uma funcionária da Red Tower utilizando o seu cargo de líder?

O supervisor Otávio ficou tão vermelho que parecia que iria explodir. Ele não percebeu que o senhor Brian Ashford estava atrás de ambos ouvindo toda a conversa.

Otávio — S-s-senhor Ashford. Eu não quis...

Brian — Eu ouvi muito bem o modo como tratou essa funcionária. Ser líder não significa que pode desrespeitar as pessoas. É justamente o oposto.

Otávio — Eu sei senhor. Eu me exaltei. Não vai acontecer novamente. Me desculpe senhora Kaity.

Brian — Concordo com você. Não vai acontecer novamente. Está demitido! Passe no RH e acerte as suas contas. A partir de hoje não trabalha mais na Red Tower.

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Comments

Suelana Azevedo

Suelana Azevedo

adorei kkkkkk

2024-03-14

1

Denise Gonçalves das Dores

Denise Gonçalves das Dores

Uhuuuuuu 👏🏽👏🏽👏🏽 É assim que se faz. Adorei.

2024-03-10

0

Doraci Bahr

Doraci Bahr

uau amei

2024-01-14

0

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