Capítulo Dez

Um mês completo se passou desde que Kaity Brown assumiu o comando das operações da Red Tower. Ela ainda tinha dificuldades para entender que agora ela estava no controle, mas estava se acostumando com o cargo.

Quando o seu primeiro salário foi creditado na sua conta ela nem acreditou. Entrou e saiu do aplicativo do banco várias vezes. R$ 60 mil. De uma única vez. Ela nem sabia o que fazer com essa quantidade absurda de dinheiro.

Ela foi com Adam ao Shopping e ambos fizeram umas compras. Compraram várias peças de roupas novas e alguns eletrodomésticos que Kaity estava precisando. Claro que ela não deixou de comprar um vídeo game para o Adam. Um Playstation 5. E uma televisão de 60 polegadas.

Adam nem acreditava nas condições que eles tinham agora.

Kaity quitou as suas dívidas com o banco e agora tinha o seu nome limpo. Estava pensando seriamente em comprar um carro. Mas ainda era um plano. Por enquanto os carros de aplicativo eram suficientes para atender a necessidade dessa pequena família.

Kaity também colocou Adam numas escola particular de alto nível. O garoto agora estudava das 7h as 17h. Tinha aula de música, inglês, espanhol e até francês. Fazia natação, tênis de mesa e outros esportes. Era um sonho.

No serviço as coisas estavam melhores. Ela contratou um novo supervisor. Na verdade, uma mulher que trabalhava na operação. Fabíola Maldonado. Era uma mulher competente e gentil. Todos adoraram a escolha é Kaity ganhou pontos com a equipe.

O seu chefe imediato Eduardo Calazans era gentil. Conseguia ensinar Kaity a executar algumas funções que ela ainda tinha dúvidas. Isso melhorava bastante o andamento das mudanças que ela queria implantar na Red Tower.

A relação com Brian estava excelente. O chefe saiu com ela com frequência para almoços e jantares. Levou ela ao restaurante DOM do chef Alex Atalla. Era um sonho que Kaity conseguiu realizar.

Ela tinha várias funções. Mas a que ela mais adorava era realizar conferências com sua equipe e entender quais eram as dificuldades que estavam surgindo no dia a dia para que ela pudesse resolver em tempo real. Isso proporcionava mudanças rápidas e ágeis e o setor que Kaity cuidava estava evoluindo rapidamente.

Em determinado momento Brian pediu que Kaity fosse até a sua sala. Ela estava lá com frequência, mas nesse dia específico quem pediu foi a secretária.

Quando Kaity chegou Brian estava com um aspecto preocupado. Sentado com vários papéis em sua frente e isso parecia estar deixando ele de mau humor.

Brian — Ah, Kaity. Você chegou. Bom, sente-se aqui por gentileza. Preciso de um favor.

Kaity — Claro. O que houve? Está preocupado.

Brian — Na verdade não. Esses são papéis do fechamento de faturamento anual. Geralmente eles me atormentam. Iremos apresentar aos acionistas na próxima semana e meu cargo está em jogo.

Kaity — A nossa, mas estamos melhorando não é mesmo?

Brian — Sim, o seu departamento elevou os nossos níveis de produção e faturamento, mas ainda não estamos entregando o que deveria.

Kaity — E de que precisaria

Brian — Da sua assinatura como testemunha executiva. Nada complexo.

Kaity — Mas Brian... É, não deveria procurar a gerente de faturamento? Eu não entendo muito bem disso.

Brian — Deveria, mas não vou. A Nicole faz muitas perguntas e acaba atrapalhando o fluxo. Preciso ser rápido.

Kaity — Posso ver os papéis?

Brian — Claro. São estes.

Brian então entregou algumas folhas para Kaity. Os números não batiam. Os papéis indicavam um faturamento 3x maior que o real e gastos acima do teto para justificar o desfalque na empresa.

Kaity — Mas Brian, esses números estão errados. Não faturamos esse valor. Está bem acima. Umas três vezes. E as saídas estão infladas. A empresa está super faturando.

Brian — Exatamente. Preciso que eles pensem que esse é nosso cenário hoje. Daqui há alguns meses será quando o seu departamento decolar, mas agirá se eu apresentar o resultado real eles não vão ficar felizes.

Kaity — Mas eu não posso assinar. Estaria a compactuar…

Brian — Kaity, Kaity, Kaity... Esse é o mundo corporativo. Não adiante agirmos dessa forma. O resultado vai mudar, mas agora ainda não esta bom e precisa assinar.

Kaity — Eu não posso, Brian.

O semblante do Brian Ashford mudou. Ele ficou com o rosto duro e com uma aparência séria e fria. Kaity sentiu medo.

Brian — Escuta aqui, Kaity. Eu dei essa oportunidade a você. Te fiz alguém dentro da Red Tower. Estou apenas pedindo uma droga de assinatura nos papéis. Será que consegue deixar de lado seu jeito certinho e fazer o que eu estou pedindo, por favor?

Kaity ficou em choque. O homem não parecia em nada com o Brian que ela estava acostumada a falar ou passear pela cidade.

Kaity — Brian, eu assino, mas... Não quero prejudicar você ou a mim com isso.

Brian — Não vai prejudicar. É só assinar e ponto. Ninguém se quer vai querer saber quem é você. Relaxa e seja mais flexível.

Kaity então assinou os papéis nos locais indicados por Adam. Aquilo não parecia certo. Mas o CEO estava pedindo. Além disso, ele deixou claro que ela estava ali porque ele permitiu e esse era um favor que ela devia.

Kaity — Pronto. Precisa de algo?

Brian — Não. Você me ajudou muito. Pode ir. Irei despachar isso para o financeiro. Me salvou Kaity. Te devo mais uma.

Kaity então saiu. A sensação de que fez algo errado tomou conta dela. Ela não aguentava mais trabalhar e foi embora para casa mais cedo.

Quando chegou em casa compartilhou tudo com a sua amiga Sueli. E como sempre a amiga tinha algo a dizer.

Sueli — Kaity precisa sair de lá. Essa empresa é uma furada.

Kaity — Mas Su, eu não posso. Se eu sair agora eu vou ter que mudar a minha vida completamente. E o Adam também. Foi apenas uma assinatura.

Sueli — Filha, isso tem cara de fraude. Se você sair agora ainda terá tempo de corrigir isso. Mas quanto mais ficar mais difícil será de sair depois. Nenhum dinheiro no mundo paga a sua consciência, Kaity. Pense nisso.

Kaity deixou a amiga e foi para casa. Adam estava jogando no vídeo game.

Adam — Mamãe esse é o melhor presente que me deu. Eu estou jogando GTA. Matando geral…

Kaity — Ah! querido, a mamãe faz tudo por você. Esse jogo é muito violento. Não é?

Adam — É só um jogo, mãe.

Kaity — É, eu sei. Mas está na hora de deitar. Amanhã tem aula cedo. A mamãe já vai lá te dar um beijo. Não esquece de escovar os dentes.

Adam reclamou, mas acabou cedendo. Kaity sentou no seu sofá e ficou a pensar no que fez e no conselho de Sueli. O que ela faria? Pedir as contas significava voltar a estaca zero, mas ficar representava o risco de fazer algo errado. Que dilema. Que dilema.

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Comments

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

Pô eu achei que Brian era honesto pô fiquei decepcionada agora!

2024-04-19

2

Denise Gonçalves das Dores

Denise Gonçalves das Dores

Sai fora enquanto a tempo. A corda arrebenta do lado mais fraco.

2024-03-10

1

ARMINDA

ARMINDA

MAS QUE MMMMMMM FOI ESTÁ 🤔🤔🤔🤔🤔 BRIAN INTIMA-LA A AJUDAR A FRAUDAR A EMPRESA.🤔🤔🤔🤔🤔🤔

2023-12-30

1

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