Capítulo Dezoito

Na semana seguinte o delegado José Carlos entrou em contato. Ele combinou com Kaity que a ação seria realizada de imediato. Mais precisamente no dia seguinte ao telefonema.

Eles iriam monitorar os passos de Brian Ashford e conduzir Kaity até a sede da Red Tower. Ela não poderia levar o Adam, então ele ficaria com Flora até ela voltar.

No dia da emboscada o tempo amanheceu muito aberto. O sol estava queimando as sete da manhã. Kaity acordou e o seu café já estava pronto. Flora assou pães de queijo e fez um café com um toque de canela.

Ela tomou um banho, colocou um vestido que Flora havia comprado para ela. As roupas eram parte do combinado. Colocou um sapato scarpin e prendeu o cabelo num rabo de cavalo.

As oito horas o delegado chegou acompanhado de dois agentes. Uma mulher de meia-idade que se identificou com investigadora Sara. Ela era bonita, tinha cabelos longos e loiros, vestia um Jens e uma camisa social justa. O seu parceiro identificou-se como investigador Everton. Ele era mais velho. Vestia uma camisa social e um Jens surrado. Ele tinha um rosto duro e severo.

Kaity então beijou Adam que ainda estava dormindo e agradeceu Flora. A senhora então deu-lhe um beijo no rosto e desejou sorte.

Kaity acompanhou os policiais até uma Blazer da Chevrolet. O carro era da polícia mas não tinha emblemas. Era para utilização em emboscadas que exigiam disfarce.

No carro, Kaity foi no banco se trás ao lá de Sara. Na frente pilotando estava Everton e ao seu lado o delegado com um Notebook e um celular.

Investigadora Sara — Kaity, eu irei explicar como será feita essa operação. Primeiro vai usar essa escuta e esse pequeno ponto para nos ouvir.

Sara então entregou a Kaity um objeto que parecia um pequeno gravador que ela prenderá a roupa. Ele precisava captar a voz de quem estivesse no mesmo ambiente. O outro parecia um fone Bluetooth pequeno. Ela colocou dentro do ouvido.

Investigadora Sara — Em segundo vai agir normalmente. Entrará no prédio como se nada tivesse acontecido. Nós avaliamos e o seu cadastro ainda está liberado para acesso.

Kaity — Certo. E depois?

Investigadora Sara — Calma, eu chego lá. Bom, vai subir até a sala de Brian Ashford e fará com que ele te entregue informações a respeito do que aconteceu. Estaremos ouvindo. Quando ele assumir crimes iremos entrar no prédio e prendê-lo em flagrante.

Delegado José — É isso mesmo Kaity. Estaremos do lado de cá. Se algo sair do controle invadiremos do mesmo jeito. Mas sabemos que ele é cauteloso, principalmente na empresa. Não te fará nenhum mal.

Kaity — Certo. E os outros... Aquele da família Schneider?

Delegado José — Estou com o mandado de prisão deles comigo. Um juiz meu amigo e bem imparcial avaliou o caso e me concedeu essa documento. Quando Ashford for preso, darei ordem aos meus homens na frente do Private Bank prendam os dois banqueiros.

Investigadora Sara — Kaity, vai conseguir. Hoje tiraremos de circulação três malditos. Eles são cruéis e vão pagar pelos seus crimes.

Investigador Everton — Exatamente Kaity. Temos colegas na imprensa também. Eles vão fazer uma cobertura rápida das prisões e da explanação do caso. Isso vai tomar grandes proporções e certamente eles não terão como obter habeas-corpus.

Delegado José — Justamente Everton. Essa é uma parte importante, Kaity. Todos vão ficar sabendo dos abusos. Isso faz com que os criminosos não tenham ganhos com juízes corruptos pela pressão da mídia.

Eles estavam conversando a uma hora e meia quando chegaram já sede da Red Tower quase dez horas. O expediente já havia começado e o delegado chamou alguém no rádio. A voz respondeu que o peixe na estava no anzol.

Delegado José — Ele já chegou. Está aqui. Kaity, agora é com você. Suba e consiga que esse homem lhe faça uma confissão. Estaremos aqui.

Investigadora Sara — Kaity, eu estarei aqui quando voltar. Boa sorte.

Investigador Everton — É isso aí menina. Vamos pegar esses filhos da puta.

Kaity se sentiu forte. Sara lhe dava força por ser uma mulher policial e destemida. Esperava que ela desse voz de prisão ao maldito Brian Ashford.

Kaity então desceu do carro. Ajustou o vestido no corpo e seguiu para o saguão do prédio. A fila do elevador estava vazia. Ela entrou em um dos elevadores e apertou o botão direto para a cobertura. A sala de Brian Ashford.

O elevador chegou tão rápido que parecia ter levado um segundo. Antes da porta se abrir ela respirou fundo, pensou em Adam, criou coragem e desembarcou.

A secretária de Adam estava na mesa e não reparou na chegada de Kaity. Ela olhou para o fundo do andar, local onde ficava a mesa de Brian Ashford e ele estava lá. Sentado. Usava um terno vinho e bebia uma xícara de café enquanto falava ao telefone.

A secretária enfim se deu conta da presença de Kaity e pareceu assustada. Quando ele pegou o telefone para avisar o chefe, Kaity tomou-o de sua mão e bateu no gancho.

Kaity — Não precisa avisar. Eu quero fazer uma surpresa para o nosso chefe, Raquel. Aliás, preciso que saia daqui. Está bem? Confie em mim.

A secretária olhou assustada para a mesa do chefe que ainda falava ao telefone, se levantou, pegou o elevador e saiu. Kaity então bateu na escuta e perguntou baixinho se eles a ouviam. No seu ouvido os policiais responderam que sim e pediram que ela continuasse.

Ela cruzou a sala e apareceu diante de Brian Ashford. O CEO largou a sua xícara de café na mesa e olhou para Kaity como se tivesse visto uma barata no seu aposento.

Brian — Jon, eu ligo para você mais tarde. Eu tenho um problema aqui.

Ele colocou o telefone no gancho, umedeceu os lados com a ponta da língua e sorriu.

Brian — Ora, ora, se não é minha funcionária predileta. O que faz aqui, Kaity Brown?

O coração de Kaity estava disparado. O homem parecia ainda mais perigoso.

Kaity — Pensei que eu trabalhasse aqui. E funcionaria predileta? Acabou de dizer ao telefone que eu sou um problema, Brian.

Brian sorriu.

Brian — De fato. Ainda trabalha. E todos aqui na Red são meus problemas. Pensei que soubesse.

Kaity — Eu voltei, Brian. Depois de tudo eu precisava voltar não é?

Brian — Agora seremos francos. Combinado? O que veio fazer aqui. Me matar? Onde está a Raquel?

Kaity — Eu dispensei. Ela devia estar cansada de aguentar as suas ordens. Não sei como essa garota ainda não pulou da janela. Deve ser terrível aguentar você tantas horas por dia.

Brian sorriu novamente, mas dessa vez o sorriso era maligno e continha ódio.

Brian — Eu não acredito que ela pense dessa forma. Irei perguntar mais uma vez. O que quer aqui? Sabe muito bem que não é mais bem-vinda.

Kaity — Você me usou. Me fez assinar papéis e me deu de presente para aquele russo nojento. Depois me prendeu e permitiu que aqueles três homens abusassem de mim. Eu tenho todo o direito de estar aqui. E agora eu quero muito dinheiro.

Brian riu alto. Deu três tapas na mesa enquanto ria e fez Kaity se sentir desconfortável. A voz no ouvido dela disse que ela estava indo bem.

Brian — Está louca. Só pode. Eu não faço ideia do que esteja falando. Abandonou o serviço... Penso que deve estar se drogando. Irei chamar a segurança.

Kaity — Achei que seríamos sinceros...

Brian — Quer a minha sinceridade? Suma da minha empresa. Você me causou problemas demais. Quando saiu com Dimitri eu pensei que teria algum futuro aqui, mas depois... Ah, foi só ladeira abaixo.

Brian respirou fundo. Olhou para a janela e continuou.

Brian — Como conseguiu fugir?

Kaity — Fugir? Eu não fugi. Não poderia, certo? Estava acorrentada.

Brian — Não banque a esperta comigo. Como fugiu? Aquele lugar era seguro. Alguém te soltou? Foi algum empregado? Por isso eu detesto funcionários.

Kaity — Eu tive ajuda, mas não vou te dizer quem foi. Eu precisava sair. Eles me estupraram e sabia que isso aconteceria.

Brian — Óbvio que eu sabia. Por que pensa que eu te levei para aquela casa de campo? Os meus clientes precisam relaxar como eu te disse. As suas partes íntimas ainda me pertencem como eu também havia alertado.

Kaity — É doente. Eu quero 50 milhões de reais para não te entregar para a polícia. Em espécie.

Brian — Eu não vou dar nada a você. Ninguém vai acreditar na sua palavra. Se quiser acabar como a sua amiga Sueli, então continue se metendo onde não entende, Kaity Brown.

Kaity então levou um choque. Brian também participara da morte de Sueli.

Kaity — Então foi você... Como pôde? Ela não lhe fez mal algum. Era uma mulher boa. COMO PODE?

Brian sorriu novamente.

Brian — A culpa foi sua. Queria sair daqui e colocou a responsabilidade nos conselhos de sua amiga. Ela tinha que sumir. Gás foi a melhor opção. Eu queria explodir o apartamento, mas você também morreria e eu perderia meu ativo mais precioso. O que tem no meio das suas pernas.

Kaity — É um monstro.

Brian — Não sou um monstro. Sou prático. Se quer ficar aqui então vai me obedecer. Continuará com o seu cargo e vai fazer tudo o que eu mandar. Dimitri está na cidade e está louco para pegar você outra vez. Não sabe o quando ele me agradeceu. Há muitos zeros nos agradecimentos desse oligarca.

A voz no telefone de Kaity disse que eles estavam subindo. Que já tinham o que precisavam para prender o CEO da maior empresa de teologia do país.

Kaity — Não farei mais nada que quer. Não farei mais NADA. Eu odeio você Brian Ashford. E eu vou te destruir.

Brian — Eu não tenho medo de você, garota. Pensa que a bota tem medo do inseto? Não! Ela apenas pisa no inseto. E é o que eu farei com você. Vou lhe mandar de volta para aquele cárcere e vou deixar que mil homens lhe estuprem se isso for me deixar rico.

A polícia entrou na sala. O delegado José, a investigadora Sara e o investigador Everton. Brian se assustou com a repentina aparição dos agentes e se levantou.

Brian — O que é isso? Que merda estão fazendo na minha empresa?

Kaity — Isso? Isso é o seu fim, Brian Ashford. Boa sorte na cadeia. Soube que os homens adoram os bonitos.

Investigadora Sara — Senhor Brian Ashford, está preso. Tem o direito de permanecer calado. Tudo o que disser poderá ser usado contra o senhor. Tem direito a um advogado. Se não tiver condições de contratar um, o estado fornecerá um defensor.

O investigador Everton bateu com a cabeça de Brian sob a mesa. Colocou as algemas nas suas mãos e saiu o ergueu.

Brian olhou para Kaity com um olhar fulminante.

Brian — Pensa que isso aqui vai me parar? Esses policiais estúpidos. Eu sou Brian Ashford. Te vejo em breve, Kaity Brown.

Kaity se encheu de ira e cuspiu na cara de Brian.

Kaity — Vai pro inferno!

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Comments

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

corajosa keite,menos três corrupto justiça sendo feita.

2024-04-19

2

ARMINDA

ARMINDA

KAITY É MUITO CORAJOSA . UFAAAAA. A POLÍCIA FOI MUITO EFICIENTE E ESTE HOMEM TE. QUE FICAR PRESO. E PAGAR POR TODOS ESTES CRIMES.

2024-01-04

3

Lua Cheia

Lua Cheia

Que fique o resto da vida na cadeia, ainda sem mulherzinha. 😡

2024-01-02

0

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