Quando a mente se perde entre a vingança e o passado.

🦅 Capítulo 16 🦅

Xavier sentia o peso da raiva que o consumia, uma fúria que parecia distorcer sua percepção da realidade. Ele mal conseguia distinguir entre o que era vingança e o que era pura necessidade de exorcizar suas memórias amargas. Seu corpo estava frenético, quase como se a droga em suas veias o estivesse controlando, distorcendo seus movimentos e tornando tudo mais intenso, mais selvagem.

Apollo, por outro lado, estava ali, quase imóvel, tentando se manter intacto, mas sentindo o peso de cada ação consumindo todo o seu corpo. A dor não vinha apenas do físico, mas do arrependimento e do desgosto que tomavam conta dele a cada segundo. O corpo parecia não ser mais seu. Ele se perguntava, em meio ao caos de seus pensamentos, por quanto tempo suportaria aquela abordagem. O tempo se arrastava, dilatado, e as horas pareciam escorrer lentamente, como se o mundo estivesse parado ao redor dos dois.

Xavier estava longe dali. Seus olhos abertos não enxergavam o presente — estavam presos no passado, em um quarto abafado, onde o som de uma respiração infantil contida ecoava entre paredes frias. Ele via o garoto. Via o medo estampado em seu rosto. Via o silêncio cúmplice que foi obrigado a manter. E agora, naquele momento, tudo se embaralhava. O tempo, as vozes, os corpos. Ele não sabia mais quem era quem.

Apollo não teve escolha. Foi empurrado, virado à força, seu rosto afundando no colchão enquanto tentava entender o que estava acontecendo. O cheiro no ar era forte, químico, sujo — Xavier exalava suor e raiva. As mãos que o seguravam eram firmes, calejadas, mas tremiam como se carregassem uma memória podre, algo que ele mesmo não queria lembrar, mas também não conseguia esquecer.

"Você deixou acontecer..." Xavier murmurava, a voz arrastada, como se falasse com um fantasma. "Ficou ali... parado... igual a uma estátua."

Apollo não entendia. Só sentia. A dor era imediata. As investidas eram violentas, desconexas, como se Xavier estivesse punindo outra pessoa através dele. Cada movimento era um castigo, um espasmo de ódio cego. Apollo tentou se mover, mas o peso de Xavier o mantinha preso. A posição era humilhante, forçada, sem trégua. O colchão abafava seus sons, tornando sua luta silenciosa.

"Ele chorava, lembra? Chorava e ninguém fazia nada..." A voz de Xavier ganhava um tom distante. "Agora... agora você vai entender."

Era como se a droga tivesse aberto uma porta que nunca deveria ter sido tocada. O que restava ali não era mais Xavier — era uma sombra, um resquício do menino que assistiu calado enquanto a inocência de outro era arrancada.

Apollo, imóvel, sangrava em silêncio. Por dentro e por fora.

E no fundo, a pergunta que martelava em sua mente não era “por que?”, mas quem Xavier via quando o olhava.

Era como se todo o peso do mundo estivesse sobre ele, e o fogo das cicatrizes não fosse apenas uma lembrança do que ele já havia vivido, mas uma chama viva que queimava cada parte de seu ser.

Apollo não conseguia mais distinguir O que era pior: Ser devorado por Xavier... Ou ter sua inocência roubada pelo ex-marido de sua mãe. Cada respiração era uma luta. O corpo, já marcado pelas cicatrizes da vida, agora parecia ser um reflexo de sua alma dilacerada, que tentava resistir. Ele já não tinha forças para isso.

Cerca de três horas depois, o anfitrião da festa, com uma chave mestra nas mãos, abriu a porta do quarto e entrou silenciosamente. O cenário à sua frente o fez hesitar por um momento, confuso e ainda surpreso com o que seus olhos captavam.

Xavier estava adormecido, a respiração profunda, os braços envoltos nas costas de Apollo, como se o mundo ao redor tivesse desaparecido, deixando apenas os dois e o silêncio de um segredo compartilhado. O corpo nu de ambos, ainda quente, parecia contar uma história que ele não queria acreditar, mas que agora se tornava irrefutável.

O homem observou a cena por alguns segundos, sentindo uma mistura de desconforto e compreensão. A festa ainda continuava do outro lado da casa, mas ali, nesse quarto, o tempo parecia ter parado. Após um suspiro, ele se retirou, fechando a porta atrás de si com um cuidado quase reverencial.

Não havia motivos para expulsá-los, especialmente depois do ocorrido com o cliente. Ele tinha suas próprias regras, e expulsá-los agora seria desnecessário. O espetáculo da noite ainda estava longe de terminar, e naquele momento, ele preferiu apenas deixar os dois descansar.

Com certeza, ele faria o pedido de desculpas de maneira adequada e respeitosa, reconhecendo a situação e demonstrando o devido arrependimento por suas desconfiança.

Horas depois, Xavier despertou com um sobressalto, a mente ainda envolta na névoa de um sono pesado. O eco distante da festa vibrava em seus ouvidos, como um lembrete de algo que ele não se lembrava. Sua respiração estava irregular, o peito subindo e descendo em um ritmo descompassado, enquanto sua visão se ajustava à luz do quarto.

O tempo parecia dilatado, suspenso em algum ponto entre o sonho e a realidade. Ele não sabia que horas eram, mas o ambiente à sua volta, a bruma densa do ar, dizia-lhe que o mundo seguia, indiferente. O único som claro era a batida contínua da música.

Ele piscou algumas vezes, tentando distinguir a figura ao seu lado. Quando finalmente seus olhos focaram, ele sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Apollo.

Mas algo estava errado.

O homem deitado ali não era o Apollo que Xavier conhecia – não era o guerreiro altivo, o soldado impenetrável que ele sempre desafiava com  palavras cortantes.

O que via era muito diferente. Ele estava vulnerável de uma maneira que o desconcertava. Não era o idiota imponente, com olhos afiados e postura rígida. Não era o homem controlado, sempre impecável, como uma estátua de mármore. Era uma versão quebrada dele.

Apollo estava deitado de forma quase ingênua, com o rosto suavizado por um sono profundo. Seu cabelo, habitualmente alinhado com perfeição, caía em fios desordenados sobre a testa. Seu rosto, geralmente marcado por uma expressão dura e distante, agora parecia suave...

A respiração dele era calma. Ele dormia. Ele parecia ter uma aparência mais humana, mais frágil, mais... real. Era como se, naquele momento, o peso do mundo tivesse se afastado, deixando apenas a essência bruta do homem que ele nunca soubera ver.

Xavier, num gesto que parecia quase um reflexo, levantou a mão e, com um toque suave, afastou os cabelos do capitão do rosto. Ele observou o homem em silêncio, como se tentasse decifrar aquela versão tão diferente do que estava acostumado a ver.

O calor de seu corpo próximo, o inusitado da situação, a sensação de vulnerabilidade que ele não compreendia... tudo isso o fazia se sentir estranho, desconfortável. Ele estava perdido, preso entre dois mundos. E, então, sem que pudesse impedir, uma onda de memórias o invadiu.

Cada uma delas era como uma faca cortando sua carne, reavivando o que ele tentara enterrar. O toque, os gemidos abafados, a entrega forçada. Aquele corpo à sua frente não era apenas o de Apollo. Era um reflexo de tudo o que ele queria esquecer, tudo o que ele não conseguia expurgar.

E então Xavier sentiu o peso do próprio corpo – quente, próximo demais. O calor do outro homem ainda estava preso nos lençóis, na pele, no ar.

A realidade o atingiu como um soco.

Seu coração disparou. Seus olhos se arregalaram. As memórias daquela noite vieram como fragmentos desconexos, espalhados e confusos, mas a verdade era clara demais para ser ignorada. O álcool, a raiva, o desejo cego de provar algo... O toque.

A repulsa surgiu primeiro – não por Apollo, mas por si mesmo.

Ele puxou a coberta, quase num impulso desesperado, como se precisasse ver para ter certeza de que tudo aquilo era real. Mas assim que o fez, congelou.

O corpo nu de Apollo, estava coberto por cicatrizes antigas, e algumas recentes, elas contava uma história que Xavier não estava pronto para encarar.

Era como se o mundo tivesse se fechado ao redor dele, como se o ar tivesse sido arrancado de seus pulmões. O chão sob seus pés já não existia.

Xavier recuou bruscamente, sentindo a bile subir em sua garganta. O quarto girava ao seu redor, e sua respiração ficou entrecortada, quase dolorosa. Ele olhou para suas próprias mãos como se fossem de um estranho. Como se não fossem dele.

Um gosto amargo tomou sua boca.

Ele queria fugir.

Ele precisava fugir.

A raiva cresceu em seu peito como uma chama que se espalhava descontrolada. Ele olhou para seu próprio corpo, ainda emaranhado sob as cobertas, e a vergonha lhe rasgou por dentro. Ele precisava de uma confirmação, um sinal de que aquilo não passava de um pesadelo.

Seus olhos se encheram de uma fúria cegante, e a dor transformou-se em algo primitivo, visceral. Não importa as marcas no corpo de Apollo, as cicatrizes que falavam de um passado de dor e luta, nada disso importava naquele momento. A única coisa que ele queria era descarregar toda a revolta, toda a frustração, toda a raiva que se acumulavam em sua alma.

Sem pensar, Xavier empurrou Apollo para o chão com uma violência que parecia vir de algum lugar profundo. O impacto foi seco, mas a reação de Apollo foi a última coisa que ele esperava. O homem não se mexeu, não recuou, não se defendeu. Ele simplesmente olhou para Xavier com uma calma imperturbável, como se já estivesse preparado para aquilo.

— Por que você fez isso? — A voz de Apollo soou baixa, serena demais para o caos que havia sido instaurado. Não havia raiva, nem medo, apenas uma pergunta nua, crua, que atravessou Xavier como uma lâmina fria e silenciosa. Aquela calma... aquela maldita calma foi o estopim.

o sangue fervia em suas veias como ácido. Ele ficou parado por um instante, a mandíbula travada, os punhos cerrados, tentando conter uma tempestade que já era impossível de controlar.

Então, explodiu.

Num gesto impulsivo e desajeitado, ele se lançou para fora da cama.

Tremia enquanto procurava suas roupas no chão, os dedos trêmulos e apressados tropeçando nos botões e costuras. Vestia-se como se quisesse arrancar da pele o toque, a lembrança, a culpa. Como se cada peça o protegesse de uma verdade que se recusava a encarar.

— Era necessário... — A voz de Apollo veio quase como um sussurro, mas carregada de algo que nem ele sabia nomear. Culpa, talvez. Dúvida. Um apelo desesperado por compreensão. — Você estava drogado... e o homem estava desconfiado. Não conseguimos concluir a tarefa... Mas conseguimos sua confiança.

Xavier parou por um segundo. As palavras ecoaram em sua mente, mas não o alcançaram. Ele não via estratégia, missão ou lógica. Só via a si mesmo sendo usado, tocado, manipulado... E o olhar de Apollo, parado ali, sem reação, era como sal em uma ferida que ainda sangrava

Seu rosto se contorceu com a lembrança do homem, que desconfiava deles, dos momentos em que Apollo o tocava de forma que ele não queria que acontecesse. A lembrança daquela noite, daquela entrega forçada, se arrastou pelo seu corpo, queimando sua mente como um fogo selvagem.

— Você me usou! — Sua voz explodiu no ar como um estilhaço, rouca, rasgada, como se tivesse sido arrancada de dentro do peito. Era mais que um grito. Era uma ferida aberta, uma denúncia sufocada pelo peso da culpa e da vergonha. Ele tremia. De raiva. De nojo. De si mesmo.

Mas Apollo… não moveu um músculo.

Levantou-se devagar, como se o corpo não doesse, como se a pele não queimasse. Os olhos fixos em lugar nenhum, o rosto limpo de qualquer emoção. A postura, reta, calculada. Sem uma palavra. Sem um olhar para trás. Apenas se afastou. Como quem abandona uma sala vazia, não um campo de batalha.

Xavier o encarava, estático, tentando entender como era possível. Como aquele homem que ele acabara de ferir podia simplesmente… andar? Respirar? Como podia carregar nos ombros aquele silêncio ensurdecedor que esmagava tudo ao redor?

Era insuportável.

O coração de Xavier batia como um animal encurralado. Ele não sabia se chorava, se gritava, se implorava por perdão. Sabia apenas que havia algo errado dentro dele — algo que já estava quebrado muito antes daquela noite. E agora, estava ali, exposto, irreparável.

Vendo as costas de Apollo se afastando, ele cuspiu as palavras sem pensar, com a bile da alma:

— Realmente, vocês me enojam...

Apollo parou.

E se virou.

E o mundo, por um segundo, parou com ele.

O olhar que lançou em direção a Xavier não era de raiva. Não era ódio. Era pior. Era vazio. Um vazio tão frio, tão controlado, que fez Xavier se encolher por dentro.

E então, a voz veio. Baixa. Precisa. Cortante.

— Depois do que você fez, acha mesmo que é diferente?

Xavier sentiu Como se tivesse levado um soco no estômago. Aquelas palavras, ditas com tanto controle, o dilaceraram mais do que qualquer grito.

Não havia resposta. Nem defesa. Apenas o som do silêncio carregando a culpa no colo, e Xavier, afundando nela.

Ele deu um passo à frente, impulsivo, um movimento que ninguém teria esperado. Mas, ao fazê-lo, algo mudou,  Seus olhos vagaram pelo torso exposto de Apollo, pelo desenho das marcas que o tempo e a dor haviam deixado ali. E então, um detalhe fez seu estômago se revirar.

Uma cicatriz.

Pequena, discreta, mas estranhamente familiar.

— Que... que cicatriz é essa? — A voz de Xavier saiu em um sussurro trêmulo, quase sem vida, como se ele mesmo tivesse medo de ouvir a resposta.

Os olhos dele estavam fixos naquela marca pálida, fina e irregular na lateral da cintura de Apollo. Por um instante, o mundo ao redor desapareceu. O quarto sumiu. O som cessou. Tudo o que restou foi a lembrança — viva, brutal, incômoda.

Xavier deu um passo à frente, a mão estendida como se buscasse tocar um fantasma. E tocou.

A ponta dos dedos encostou na cicatriz, e o contato foi como uma explosão, e então

Veio a memória. O cheiro do mofo. A luz fraca. O som abafado de uma criança chorando. A respiração contida. O sangue.

Aquele menino… o menino com a Cicatrizes.

Xavier recuou um pouco. O olhar dele subiu lentamente até encontrar o de Apollo — e pela primeira vez, ele não viu o soldado frio e calculista. Viu o menino que sobreviveu. Viu o reflexo da dor que nunca tinha ido embora. Viu o que fingiu nunca ter visto.

Um silêncio pesado se instalou, espesso como fumaça.

Apollo suspirou, desviando o olhar. Havia tensão em seu maxilar, Mas não medo. Apenas exaustão.

— Esse não é o momento para isso, Xavier. — A voz veio firme, mas baixa. Como quem fecha uma porta antiga que nunca deveria ter sido aberta.

Xavier tentou falar, mas a garganta travou. As palavras lutavam para sair, presas em um nó de culpa, de reconhecimento, de uma verdade que ele se recusara a aceitar por tempo demais. Os olhos encheram-se d’água sem que ele percebesse. E quando as lágrimas caíram, caíram sem aviso.

Ele virou as costas. As mãos tremiam. O ar parecia mais denso. Cada passo em direção à porta pesava toneladas.

E antes de cruzar o limiar, sua voz quebrou:

— Sinto... Sinto muito por isso.

Ele não teve coragem de olhar para trás.

Apenas desapareceu no corredor, engolido pela própria vergonha. Deixou para trás não apenas um quarto mergulhado no silêncio, mas uma verdade latejante — ele o conhecia. Sempre conheceu. Só fingiu que não.

Apollo permaneceu onde estava, imóvel. O toque ainda ardia na pele, mas era o eco das palavras que machucava mais. Ele sabia que Xavier falava sério. Sentiu. Mas também sabia que arrependimento não apaga o que foi feito. E ninguém jamais tinha se desculpado com ele… não assim.

Nos dias que seguiram, o silêncio entre eles se tornou mais ensurdecedor que qualquer grito. Xavier desviava o olhar sempre que Apollo passava, como se aquele simples contato visual fosse uma lâmina pressionada contra a memória.

A casa mantinha sua ordem rígida. Ordens, relatórios, armamentos. Mas para Xavier, tudo parecia abafado, irreal.

Porque agora ele lembrava.

E esquecer… era impossível:

⋅•⋅⊰⋅✦⋅⊱⋅•⋅

O cheiro de sangue impregnava o ar. A poeira dançava sob a fraca luz da lâmpada no teto, lançando sombras tortuosas pelas paredes descascadas. Xavier, então uma criança de sete anos, tremia. Sua respiração era curta, ofegante. O metal frio das correntes mordia seus pulsos pequenos enquanto ele puxava inutilmente, a pele já marcada pelo esforço inútil de escapar.

Os homens ao seu redor riam. Riam do choro engolido, do medo escancarado em seus olhos. Mas não era nele que a maior parte do escárnio recaía.

Um garoto com apenas doze anos,estava ajoelhado à sua frente, a camisa rasgada e o corpo marcado por golpes. Sangue escorria de seu lábio partido, mas seus olhos, de um cinza intenso sob a luz fraca, não demonstravam fraqueza. Apenas ódio e exaustão.

- Você ainda acha que vale a pena protegê-lo? - Um dos sequestradores o chutou no estômago, fazendo-o cair de lado, arfando de dor. - Por que se sacrificar por um pirralho qualquer?

Ele  não respondeu. Com esforço, apoiou-se nos braços, levantando a cabeça. Seus olhos fixaram-se em Xavier por um instante breve, e então ele desviou o olhar. Como se já tivesse aceitado o próprio destino.

- Porque eu escolhi. - A voz dele saiu rouca, mas firme.

Xavier quis gritar, quis implorar para que ele não falasse mais nada. Porque sabia que, para aqueles homens, uma resposta como essa só seria combustível para mais violência. E foi. Outro golpe veio, e depois mais um. Até o garoto cair de novo, sua respiração tornando-se mais pesada.

E então, a humilhação começou.

⋅•⋅⊰⋅✦⋅⊱⋅•⋅

Xavier apertou as têmporas, como se pudesse expulsar as lembranças da mente. Os dias haviam passado, mas ele ainda sentia o peso da revelação sufocando seu peito. Apollo não se lembrava? Como poderia? Para ele, aquilo fora apenas um evento distante? uma cicatriz vaga entre tantas outras.

Mas para Xavier, aquilo definira sua vida. Aquele garoto, que suportara tudo para protegê-lo, agora estava ali, diante dele, sem ter ideia de quem ele realmente era. E Xavier... Xavier o odiava por isso. Odiava-o por não lembrar. Odiava-se por sentir gratidão. E, acima de tudo, odiava o...

"garoto de sete anos que nunca conseguira retribuir o sacrifício que lhe foi feito."

A tensão já era difícil o suficiente. Mas o destino parecia ter outros planos.

Continua...

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