Capítulo 16

Eugênia

Eu estava em casa brincando com Dylan quando percebi seu rostinho diferente, ao colocar a mão na testa do meu pequeno vi o quanto estava febril. Dei um antitérmico, um banho, preparei um mingau e fiquei com ele em seu quarto na mansão. Não sei exatamente por quanto tempo ficamos ali abraçados, mas peguei no sono com ele e fui despertada pelo som do meu celular tocando no bolso do meu short.

Eu levantei sem acordar meu pequeno, coloquei meu celular no silencioso e só depois de arrumar os cobertores e verificar se Dylan estava sem febre que fui ver quem era e que horas são. Não acredito que aquele riquinho metido a besta está me ligando às uma da manhã, tem também mensagens dele aqui com um endereço de um bar que fica no centro da cidade. O que eu tenho a ver com isso?

Ando de um lado para o outro e começo a pensar no que devo fazer… Será que devo ser legal e ir ajudar o Ravi? Olho para Dylan e um trecho de uma música que ouvi outro dia me vem à cabeça: “Eu costumava não brincar com o nome de Deus, mas já faz muito tempo desde a última vez que rezei e agora estou fodida e meu coração mudou porque me importo mais com o que as outras pessoas dizem.” Eu era controlada e agora não sou mais… Vou até o quarto de Edilene e peço para ela cuidar de Dylan para mim.

Um dos seguranças que estava indo embora me deu uma carona até o tal bar, Ravi não lembra de me ligar ou até mesmo mandar uma mensagem. Acho que ele ficou surpreso com o fato de eu saber dirigir, porém tem muito que ele não sabe sobre mim, ouso dizer que ele gostou do modo como dirigi.

— Chegamos em casa, a corrida custou 500 pratas… Sabe como é, a dinâmica por causa do horário sai caro.

— Você usou meu carro! Nem carteira de motorista deve ter e ainda quer me cobrar!

— Fui atrás de você com minhas pantufas favoritas, se não quer me pagar beleza, mas não me ligue novamente quando estiver na mesma situação!

Sai do carro e bati a porta com força, não aguento minha própria atuação ruim e começo a rir muito e Ravi sai do carro bêbado e sem entender nada. Me viro para ele e falo:

— Dylan teve febre, eu estava com ele quando me ligou e por isso não atendi o telefone e eu não queria acordá-lo. Não precisa se preocupar, eu cuidei dele como tenho feito nos últimos cinco anos, quanto a você precisa de um banho. Se acender um fósforo perto de você provavelmente entra em combustão.

Seguro no braço de Ravi e o puxo para dentro da mansão, chegando no quarto dele o empurro para dentro do banheiro e dou um aviso:

— Nada de banho de banheira, não quero que pensem que eu te afoguei nessa droga. Os Bêbados sempre se afogam na banheira em filmes e séries de terror.

— Eu não uso a banheira, não mais. — ele fala com uma voz melancólica.

— Ah, tudo bem… Você não precisa mais de mim, vou ver o Dylan e depois ir dormir. — ao me virar para ir embora sinto Ravi me abraçar por trás enquanto sussurra em meu ouvido:

— Não vai… Por favor! Espera… eu pegar no sono. — soa quase como uma súplica.

Ele não age assim, isso está começando a ficar estranho demais para mim. Seguro nas mãos dele e tento tirá-las da minha barriga, ele não me solta e me vejo obrigada a virar para ele.

— Ok, Ravi, eu fico! Só que precisa me soltar!

— Você me faz lembrar dela… Minha esposa. Vocês duas tem algo que me prende.

— Ravi, vai tomar um banho frio… Agora!

Empurro Ravi para o banheiro e fecho a porta, esse homem deve ter afogado o cérebro em álcool só pode. Não entendo a razão para ele falar essas coisas para mim agora, vou relevar porque ele está bêbado. Ele sai do banheiro usando apenas uma bermuda de pijama preta, eu tento não olhar para o corpo dele que é bem atlético e chama a atenção, ele pensa que sou de ferro? Estou sem ir para cama com alguem faz tanto tempo que acho que não lembro mais como se faz sexo. Para terminar de me torturar ele me abraça e sinto o calor intenso de sua pele na minha.

— Obrigado por me buscar no bar e obrigado por tudo que fez e está fazendo pelo nosso filho, você não é uma ladra… Mas eu gosto tanto de te chamar de pequena ladra.

Ravi fala isso para mim enquanto seu rosto está em meu pescoço, sinto o seu hálito mentolado ainda com vestígio de bebida parece um casamento perfeito que me deixa tentada a beijá-lo,mas me seguro. Porém, não posso me dar esse prazer porque ele não é o homem certo para mim, seria loucura me entregar ao homem que ama a falecida esposa e que não veio de onde eu vim.

— Você precisa dormir, não está com o seu juízo perfeito. — mas ele se afasta e olha em meus olhos ao dizer:

— Posso ter bebido tudo o que tinha naquele bar, mas não faço o tipo que perde a consciência e a razão quando está bêbado e irei me lembrar de tudo o que estou dizendo para você, assim como vou lembrar do que vou fazer agora!

— Como assim… — não consegui terminar a frase, Ravi me beijou.

Não foi qualquer beijo, senti a língua dele invadir a minha boca e sensualizar com a minha língua. O hálito mentolado com sabor de whisky e vodca me deixa excitada, a sensação suave da língua dele massageando a minha faz a minha mente ter pensamentos sujos e sórdidos. Ele segura firme a minha cintura enquanto minhas pernas dão a volta em sua cintura e num piscar de olhos estamos na cama, sinto as mãos enormes e quentes dele explorar meu corpo, apertar, puxar… Acho que o quarto está pegando fogo.

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Comments

Eva Garbin

Eva Garbin

será que vai pegar fogo 🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥

2025-01-24

0

Fatima Maria

Fatima Maria

EITA EITA O VULCÃO 🌋 ENTROU EM ERUPÇÃO ☄️☄️☄️☄️☄️☄️E É FOGO 🔥 🔥🔥🔥🔥PARA TODOS LADOS.

2024-10-03

0

Maria Ruth

Maria Ruth

/Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/ OPS

2024-08-21

1

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