Capítulo 4

Eugênia

— Solta o meu filho agora mesmo seu pervertido! Dylan, chuta ele e corre para a mamãe?

Meu pequeno me obedece e vem correndo em minha direção, o homem parece ter dinheiro só de olhar para o seu terno caro e olhar arrogante.

— Seu filho? Sua pequena ladra de seres humanos! Devolva meu filho, procuro por ele a exatamente 4 anos, 10 meses, 8 dias e 11 horas!

Quem esse irresponsável pensa que é para me chamar de ladra de seres humanos? Eu criei o Dylan e o tirei da chuva.

— Grande pai do ano, não? Não sequestrei ou roubei ninguém! Dylan estava largado a própria sorte!

— Eugênia? Filha, o que está acontecendo? — meu pai pergunta de dentro da casa e sua voz demonstra preocupação.

— Nada paizinho, apenas um engano em nossa porta! Olha aqui senhor esnobe, saia da minha porta ou chamarei a polícia!

— Não se preocupe em chamar, eles chegarão em poucos minutos e eu levarei meu filho comigo!

Dylan se agarra em mim como se quisesse se proteger de um vilão de um de seus desenhos animados, seus olhinhos estão cheios de lágrimas a força com que ele me abraça me aperta tanto que chega a doer. Ele olha para mim e diz:

— Mamãe, estou com medo do tio mau!

— Tio mau? Sou seu pai... Essa mulher não presta!

— Você é um bom filho da put4, abandona o garoto e agora está aqui jogando em nossa cara que é o progenitor dele... Sou mais mãe dele do que você será pai algum dia!

Somos interrompidos pela polícia que chega, o homem que veio com o Esnobe entrega uns papéis para a polícia. Um policial se aproxima de nós dois e pergunta:

— Senhor Sault, vai querer fazer uma denuncia formal ou deseja a prisão imediata da sequestradora?

— A segunda opção, por favor! Dylan, vem com o papai!

O homem esnobe puxa Dylan de mim com uma força tão grande que as unhas da criança me arranham sem querer. O policial me segura pois eu tento pegar o menino de volta e não consigo.

Eu começo a xingar e gritar, começo a chorar desesperada, o meu pai começa a me gritar lá dentro de casa e eu fico sem saber o que fazer. A única coisa que falo para o meu pai é para ele ficar calmo que eu vou resolver isso.

Só que na verdade eu não consigo porque o policial já me algemou e está me arrastando para viatura. Dylan começa a chorar, gritar por mim e espernear no colo do homem, meu coração dói.

Eles arrancaram meu filho de mim, estão me levando presa e eu nem sei porquê já que cuidei bem, fiquei, dei amor, carinho, zelei por ele. E agora o que será do meu pai? O que será de mim? E o que será do meu filho?

Chegando na delegacia eu olho a minha volta e vejo cenas que me lembram quando eu fui presa a primeira vez por furto, claro que tudo que fiz foi pelo meu pai e depois por Dylan também.

Só que agora é diferente estou sendo presa acusada de sequestro, injustamente, eu tento falar com os policiais... Mas eles apenas dão risadas e zombam de mim porque o tal homem que me acusou é rico e eu sou pobre. Um dos policiais me coloca sentada numa cadeira e tem a capacidade de olhar em meus olhos e dizer:

— Lembra da última vez que você passou uma semana aqui e nós "brincamos" um pouquinho... Então, dessa vez você não vai ficar aqui muito tempo teremos que ser rápidos essa noite, amanhã infelizmente você será levada para uma penitência feminina. Vou sentir falta de te usar, você vale super a pena o risco!

— Dá última vez quase arranquei um pedaço do seu braço com uma mordida, se abusar de mim de novo eu mato você!

Ele sai dando risadas, esse policial nunca deixa eu ver o nome dele na farda. Mas todas às vezes em que fui presa por furto infelizmente ele abusou de mim na cela por eu estar sozinha e ser no meio da madrugada.

Mas em todas às vezes que ele fez isso eu lutei ferozmente, da última vez mordi o braço dele e consegui tirar um pedaço e se ele tentar fazer isso comigo hoje de novo eu cometo um crime muito maior. Posso pegar perpétua, mas esse homem em mim não encosta mais.

Ao meu lado se senta o homem que me acusou de sequestrar o filho dele. Claro que ele não iria deixar por menos e começa a falar coisas que me deixam muito irritada e o desejo de agarrar no pescoço dele e tirar a vida dele ali mesmo começa a gritar dentro de mim, o que tira o meu foco é ver que meu filho não está com ele.

— Então, pequena ladra, está feliz? Meu filho está gritando por você dentro do meu carro! Por que não pediu logo a porr4 do dinheiro e devolveu meu filho? Foi legal para você me torturar por quase cinco anos? Você roubou meu filho, roubou cinco anos de nossas vidas, roubou a conexão que deveríamos ter... Sua maldita pequena ladra!

— Você deixou meu filho preso no carro? Policial? Alguém? Ele deixou meu filho preso no carro sozinho, ele tem apenas cinco anos, prendam esse irresponsável!

— O "meu filho" não está sozinho! E eu vou ter o prazer de ver você amargar na cadeia.

— Eu não posso ficar presa, meu pai depende de mim, ele está em uma cadeira de rodas e só consegue mover a cabeça. Meu pai vai morrer... Não posso ficar aqui. Eu... Já tenho passagem pela polícia.

— Isso... Não é problema meu, sua delinquente!

Depois de dizer isso para mim ele se afasta rindo, enquanto isso eu fico aqui preocupada com o meu filho que está dentro do carro dele e com o meu pai que está em casa provavelmente chorando e preocupado comigo. A minha única vontade no momento era conseguir me soltar dessa cadeira, já que aquele infeliz me algemou na cadeira me prendendo nela.

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Comments

Leide Andrade

Leide Andrade

é autora, ficou meio esquisito, pq um homem podre de rico, só correr atrás do prejuízo quase 5 anos, 🤔🤔muito esquisito!

2025-03-30

0

Ester

Ester

e cadê a linha de investigação como o investigador chegou nela

2025-03-13

0

Jucileide Gonçalves

Jucileide Gonçalves

Estou morrendo de dó dela 😢😢😢😢

2025-02-07

0

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