Eugênia
Eu sei que peguei um pouco pesado com o Ravi, mas essa sou eu e não posso enganá-lo mostrando algo que não condiz comigo ou minha personalidade. Sei que ele não tem culpa das merdas que me aconteceram, só que isso não muda o fato de que me tornou o que sou hoje. Quero ir cuidar de Dylan, mas me lembro que preciso tomar um banho e a pílula do dia seguinte, então vou correndo para casa e tomo logo o remédio.
Me recuso a dar sorte para o azar agora, depois que tomei o meu banho dei um beijo em meu pai e Saxa me contou que ele teve febre essa noite. Me pergunto o que deve estar acontecendo já que Dylan também teve febre, preciso vê-lo. Ao chegar no quarto de Dylan e o vejo arrumado deitado na cama e Edilene com a mochila dele.
— O que está acontecendo, Edilene? Vai levar o Dylan para algum lugar?
— Desculpa, meu anjo… Não sou enxerida, mas vi quando entrou no quarto com o senhor Sault e decidi não incomodar ao ver que você não saiu de lá.
— Isso não explica meu bebê arrumado e essa mochila com você!
— Ah, claro… Precisamos levar o nosso pequeno ao médico! Ele ficou febril a noite toda!
Ao ouvir o que Edilene disse peguei meu pequeno no colo olhei para ela enquanto caminhava para a porta e falo:
— Poderia ter derrubado aquela porta e me arrastado pelos cabelos que ainda assim eu iria te agradecer! Ele sempre será minha prioridade! E obrigada por cuidar dele durante a noite, eu deveria ter ficado aqui.
— Não se culpe, querida! Crianças são assim mesmo, mudam com o vento que passa. Não deve ser nada.
— Espero que não seja realmente nada. — falo preocupada.
Quando chegamos nos portões da mansão os seguranças barram o carro e o motorista fala:
— O filho do senhor Sault está passando mal e estamos levando ele ao hospital pediátrico do centro! Nos deixe passar.
— Ordens do senhor Sault não permitir a saída dela e do menino! — o segurança aponta para mim e Dylan com o queixo. Quem ele pensa que é?
Pego o meu celular e ligo para Ravi, continuo olhando para o segurança nos olhos e quando Ravi atende coloco no viva voz.
— Nosso filho está com febre, precisa ir para o hospital agora!
— E o que você está esperando? Leva ele agora que eu já estou indo para lá!
— O que eu estou esperando? Pergunta para o seu segurança que está proibindo a nossa saída! — Ravi dá um longo suspiro, em seguida ele fala:
— Deixem ela sair! E… Eu estou retirando a restrição dela. Ela pode ir e vir quando quiser a partir de hoje!
— Sim! Como ordenar, senhor Sault!
Desligo na cara de Ravi e o motorista sai da mansão o mais rápido que pode, chegando no hospital me surpreendo com Ravi que já está à nossa espera visivelmente preocupado e o pega do meu colo assim que saio do carro com Edilene.
— Ei? — tento segurá-lo, mas Edilene segura meu braço e fala:
— Meu anjo, é a primeira vez dele com Dylan doente, dê apenas um pouco de espaço para eles. Ravi procurou muito pelo filho e vê-lo tão frágil deve ter despertado o medo da perda novamente. — olho para Ravi já entrando no hospital e falo:
— Você… Deve ter razão.
Lá dentro descobrimos que meu pequeno está com pneumonia e me sinto péssima por descobrir que pode ter sido um descuido meu. Não sei exatamente onde errei, mas errei, o médico disse que ele precisa ficar aqui por pelo menos dois dias no antibiótico e antitérmico já que um de seus pequenos pulmões está um pouco mais comprometido.
— Querida? — sinto o toque da mão de Edilene em meu ombro — Eu comprei café para nós três.
Ainda olhando para Ravi que segura a mãozinha de Dylan, aceito o café que Edilene me oferece com carinho e preocupação.
— Não foi culpa sua…
— Oi??
— Essa ruga em sua testa me diz que está se culpando! E não é culpa sua. Crianças são caixinhas de surpresas e ficam doentes, talvez com a mudança do tempo ou até mesmo a temperatura do banho, por isso não se preocupe ou se culpe.
— Você fala igual a minha mãe… Saudades dela. — dou uma risada fria e vazia enquanto tomo um gole de café quente tentando preencher e aquecer algo dentro de mim.
Ravi sai do quarto após seu telefone tocar e eu me aproximo do meu filho que acabou de despertar e me pergunta:
— Mamãe, pode tirar isso da minha mão? Está doendo.
— Meu amor… Eu não posso. — falo quase chorando — Você está dodói e precisa dessa medicação para melhorar, mas a mamãe promete que logo você vai ficar bom e vamos voltar para casa para comer e beber tudo o que você gosta… Podemos até dar uma festa!
— Promete, mamãe? — antes que eu pudesse responder sinto a mão de Ravi em minha cintura e ele responde por mim:
— Nós prometemos, meu amor! Sua mamãe e seu papai… Você já foi para Disney?
— Claro que não, Ravi! Eu não tenho dinheiro como você tem, mesmo que quisesse não teria como levá-lo para a Disney.
— Calma, pequena…— Ravi olha para Dylan e depois para mim — Não foi minha intenção te chatear, mas podemos ir juntos se você e o Dylan quiser, claro.
— Eu quero mamãe, vamos sim papai!
— Você me chamou de papai? Ele… Ele me chamou de papai! Meu filho me chamou de papai. — Ravi beija o rosto de Dylan eufórico como se tivesse ganhado algo que queria a muito tempo.
— Ok… Para de dar pulinhos, Ravi. Está ficando estranho já. Dylan, se você melhorar logo a mamãe promete que vai aceitar ir para a Disney com você e o seu… Papai.
Ravi abraça Dylan e os dois comemoram, como esse pequeno traidor me troca pela Disney assim? Me afasto e deixo eles terem esse momento pai e filho. Enquanto observo sinto o abraço aconchegante de Edilene que sorri para mim e observa os dois ao meu lado.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Jucileide Gonçalves
Que lindooooo!! 🤗🤗🤗🤗🤗
2025-02-08
0
Eva Garbin
lindo demais emocionante 💖💖💖💖💖
2025-01-24
1
Fatima Maria
😢😢😢😢😢😢😢😫😢😢😢AI AUTORA VC É DEMAISSS. É LINDO QUANDO FALA DE PAI FILHO. QUANDO OS DOIS ESTÃO SE TANDO TÃO BEM.
2024-10-03
0