Ravi
Acordei com Dylan chorando, mal percebi que adormeci pois passei a noite inteira no quarto dele. Ele voltou a chamar pela mamãe mais alto ainda dessa vez. Com muito sacrifício consegui dar um banho nele e vestir as roupas novas, mas o tempo todo ele empurrava minhas mãos não permitindo que eu o tocasse, me chamava de tio mau o tempo inteiro e dizia que queria a mamãe e o vovô.
Depois de conseguir cuidar dele mal consegui passar minha mão pelos seus cabelos já que ele não me permitiu penteá-los, passei em meu quarto tomei um banho rapido e me arrumei, voltei ao quarto de Dylan e segurei ele pela mão para levá-lo para sala de jantar.
Lá estava arrumada uma mesa com tudo que crianças gostam de comer, mas ele puxou a mãozinha e se recusou a sair do quarto fui obrigado a segurá-lo no colo, desci a escada com ele enquanto esperneava chamando pela mamãe.
Eu não sei mais o que fazer esse, menino só quer aquela pequena ladra e ela não é a mãe dele. Com muito custo consegui senta-lo na cadeirinha que mandei comprar especificamente para ele. Ela é um pouco maior e na sua frente tem uma bancada.
O prendi ali e coloquei um pratinho de mingau, peguei a primeira colherada de mingau para dar a ele, mas o garoto derrubou batendo na colher fazendo mingau se voltar contra o meu rosto e o terno que eu estava usando.
Em seguida, fazendo pirraça ele bateu as duas mãozinhas no prato fazendo o prato se virar contra mim, eu senti o mingau morno descer pelo meu terno. Olhei para Dylan e respirei fundo, foi quando a minha irmã chegou, pedi a uma das funcionárias para tentar fazer ele comer qualquer coisa daquela mesa enquanto sai para conversar com a minha irmã.
— É a nova tendência de Paris? Terno a La Creme?
Minha irmã fala dando risadas enquanto tento tirar o mingau do meu terno com um lenço, meu rosto está todo sujo e ela acha graça.
— Não tem graça, Ruby! Preciso dar um jeito nisso. Ele não para de chorar, se recusa a comer e só quer aquela pequena ladra!
— Ravi, eu te amo, mas você é burro! Dylan está gritando a resposta para a calmaria que você tanto quer! Deixe a mulher ser babá dele, coloque seguranças com eles o tempo todo. Lá nos fundos tem uma pequena casa que não é usada por ninguém, a coloque lá para que possa ficar de olho em tudo que ela faz, coloque câmeras. Esse será o único jeito de conquistar seu filho. Vai por mim!
Depois de dizer isso para mim minha irmã se despede já que com o Dylan de volta eu não estou indo para o escritório, Gavin e ela estão cuidando de tudo por mim. Me sento ali todo sujo de mingau e começo a pensar no que minha irmã acabou de me dizer.
Só que Dylan grita tanto por aquela pequena ladra que eu subo até meu quarto tomo um banho, tiro todo o mingau do meu rosto e do corpo. Em seguida coloco uma camiseta e uma bermuda confortável, escolho um tênis bem confortável, um óculos escuro.
Pego a chave do meu carro, tiro Dylan da cadeira e coloco no meu carro, vou direto para a delegacia. Chegando lá falo com os policiais que quero retirar a queixa e pagar a fiança da pequena ladra. Claro que ela vai me pagar tudo de volta.
Assim que tudo está feito me encaminham para um portão que é por onde ela vai sair, fico do lado de fora do meu carro encostado nele com Dylan em meu colo.
Ele já chorou tanto, gritou tanto por ela que agora ele só geme desejando a "mamãe". Quando o portão se abre o espanto da pequena ladra é grande, mas ao ver Dylan em meu colo ela corre em nossa direção.
Assim que os olhinhos dele veem ela o mesmo tenta de tudo para sair do meu colo e quando consegue corre na direção da pequena ladra que se ajoelha e o abraça.
Os dois choram, ela o segura com tanta força que ele entrelaça as perninhas na cintura dela. Devo confessar que essa cena me emocionou muito, porque os dois estão chorando e se abraçando. Ela beija o rosto dele com tanta intensidade que parece que vai parar de respirar.
Eu me aproximo dos dois enquanto ela está ajoelhada no chão abraçada ao meu filho e com a sombra do meu corpo sobre os dois ela olha para cima e é quando eu falo para ela:
— Precisamos conversar, pequena ladra! Vamos para o carro.
— Não vou com você a lugar nenhum! Preciso ir para casa cuidar do meu pai e da minha gata! Por sua culpa dormi nesse lugar desumano e quase fui... Não importa! Tenho que ir para casa. — ela fala enquanto se levanta com Dylan no colo.
— Você não vai levar meu filho! Posso até ir com você até o lugar onde mora, mas depois seguiremos para minha casa... Ou eu posso voltar lá dentro e fazer eles te prenderem novamente. A escolha está em suas mãos, pequena ladra.
Dá para sentir o ódio nos olhos dela ao olhar para mim, também dá para ver o conflito entre aceitar o que estou propondo ou não e no final ela acabou entrando em meu carro agarrada ao meu filho.
Ela não soltou ele um segundo sequer, ao chegar na casa dela mandei um pessoal vir até aqui e cuidar da mudança dela e um carro especial para colocar o pai dela. Ela ficou sem entender nada, mas calada o tempo inteiro.
Provavelmente pensando se eu iria ou não cumprir a promessa de colocá-la na cadeia novamente. Assim que chegamos na mansão tudo foi direto para os fundos aonde tem uma pequena casa com dois quartos, sala, cozinha e banheiro.
Mandei arrumar tudo lá e também contratei uma cuidadora para o pai dela já que ela será a nova Babá do meu filho e enquanto eu estava olhando para Dylan brincando feliz e alegre com ela de repente ela para e olha para mim me fazendo a pergunta:
— Por que me trouxe para cá? O que você pretende comigo?
— Simples, você será a nova babá do meu filho! E vou ficar de olho em você!
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Atualizado até capítulo 30
Comments
maria da gloria fernandes glorinha
que dó do pequeno Dyilan
2024-07-17
2
Wilma Lima dos Santos
/Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful/
2024-06-23
2
Claudia louca por Livros📚
Esse eo segundo livro dessa autora que as personagens são estrupadas.
2024-05-01
1