Ravi
Estou no escritório da empresa há um pouco mais de duas horas e hoje para mim é um dia daqueles. Não consigo focar no que estou fazendo e o retrato de um casal de noivos felizes bem a minha frente rouba todo meu foco. Lola era a mulher com um vestido de noiva mais linda que já vi em toda a minha vida, naquele dia chorei feito um menino quando a vi entrar na igreja toda de branco.
Por que essa data chegou tão rápido esse ano? O dia em que me casei com a mulher mais incrível, sensível, altruísta… Eu não consigo. Preciso beber, preciso afogar essa dor em álcool, o dia mais feliz da minha vida se tornou uma lembrança pesarosa. Sou tirado do meu torpor pelo meu assistente que diz:
— Senhor Sault, desculpe incomodar… Mas eu não consigo fazê-la desistir!
Antes de perguntar ao Gus do que se trata, acabo escutando o escândalo que Clarisse está fazendo lá fora. Somente agora me lembrei que a enganei para ir embora ontem e agora ela está aqui.
— Eu não vou embora antes de falar com o Ravi! Quem vocês pensam que são para me impedir de falar com meu noivo? Vou dizer para ele mandar vocês para a rua sua rale inútil!
— Já chega, Clarisse! Você que precisa ir embora! Você que não é bem vinda aqui e em lugar algum que exijam minha presença! — falo ao me aproximar dela que está do lado de fora da minha sala humilhando meus funcionários.
Ela me olha e parece furiosa, porém, não deixa sua máscara cair. Clarisse tenta se recompor e se aproxima de mim colocando as mãos em meu peito alisando enquanto fala:
— Amor, você passou mal ontem a noite? Tentei te ligar, mas nao consegui, tentei te enviar mensagem e também não consegui. Esperamos por você ontem até meia noite, por fim papai foi dormir zangado comigo pensando que o enganei. — dou uma risada amarga e fria olhando nos olhos dela ao empurrá-la para longe de mim tirando suas mãos de onde estão.
— Gus, chame a segurança, por favor! Clarisse, a razão para não conseguir contato comigo é simples, te bloqueei em tudo no meu celular. Proibi sua entrada na mansão e acabei esquecendo de proibir sua entrada aqui, você é louca e desequilibrada foi apenas um dos motivos da nossa separação. Gostaria muito que procurasse tratamento psicológico e psiquiátrico, pois você precisa urgentemente.
— Você… Você não… — ela olha para todos à sua volta enquanto tenta formular uma frase inteira e não consegue — Estão olhando o que, bando de inúteis da classe operária? Ravi, você vai me pagar por essa humilhação! Não devia ter falado comigo desse jeito na frente de seus subordinados! Sou uma princesa e você não está me tratando como eu mereço…
O pessoal da segurança chega e duas seguranças femininas seguram nos braços de Clarisse para retirá-la do edifício enquanto ela esperneia dizendo que aquilo não iria ficar assim. Depois de uma breve reunião com o pessoal da segurança proibindo a entrada dela em qualquer propriedade minha volto a olhar para a foto que me lembra a importância do dia de hoje.
Encerro meu dia no escritório depois de perceber que por mais que eu tente não irei conseguir trabalhar por mais que eu queira. Faço o de sempre, dirijo até o bar onde tudo começou e bebo, tento beber até esquecer o meu nome. De repente sinto alguém bater em meu ombro e ao olhar me surpreendo e pergunto com a minha voz arrastada por causa da embriaguez:
— Eugênia? O que está fazendo aqui? Como me encontrou? — ela sorri para mim fazendo meu outro lado desejar beijá-la aqui e agora, me controlo.
— Você me liga, pede ajuda para voltar para casa, me passa o endereço do bar e ainda me pergunta o que estou fazendo aqui… Acho melhor ressarcir o bar logo porque parece que bebeu toda a bebida do lugar. Está ficando maluco? Cachaça não é água para sair tomando banho!
— Eu não liguei para você, pequena ladra! Você não é o tipo de pessoa que eu teria em minha discagem rápida!
— Ainda bem que eu tenho provas! Você me ligou cinco vezes e me enviou dezesseis mensagens… Agora paga logo o prejuízo que você deu para esse bar e vamos embora porque a minha paciência deixei no saco do meu pai. Você deu sorte que esse mês não fiz nenhuma boa ação e por isso vim te ajudar.
Ela me puxa para fora do bar depois que paguei tudo o que consumi e vi que já era noite, entrei no bar antes do horário do almoço e nem sei que horas são, mas vejo que a pequena ladra está usando pantufas e um casaco gigante.
— Como chegou até aqui? Que horas são? — pergunto curioso.
— São uma e meia da madrugada, um dos seguranças estava indo embora e me deixou aqui… Agora entra logo nesse carro e vamos embora!
— E você sabe dirigir por acaso? Eu não vou dirigir, tenho consciência de que estou bêbado e não colocarei outras vidas em risco!
— Ainda precisa me estudar muito, seu riquinho metido a besta! — ela pega o pequeno aparelho em meu bolso e desliga o alarme do carro abrindo a porta do carona — Já assistiu Velozes e Furiosos?
Ela dá uma risada alta e me empurra para dentro do meu carro no lado do carona, me prende com o cinto de segurança e entra no lado do motorista ainda com um enorme sorriso no rosto. Olhando para mim ela aperta o botão e da partida no meu carro e eu fico aqui a admirando e pedindo a Deus para que ela não nos mate essa noite. Fico cada vez mais surpreso com ela, é boa na direção e por não ter nenhum carro na pista ela acelera me fazendo ter a sensação de estar voando, sempre fui cauteloso no volante só que nessa noite essa imprudência está me dando asas, mesmo que não seja eu no volante.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Sandra Maria de Oliveira Costa
eitaaaa que coisa nem lembra que ligou p pequena ladra tá arriadinho
2025-01-23
1
Sandra Maria de Oliveira Costa
rindo muito /Facepalm/
ta ótima a história kkkk
2025-01-23
0
Fatima Maria
EITA MULHER ARRETADA E RASULDA. PENSE QUE ESTOU AMANDO DEMAISSS EUGÊNIA. 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣😍🤣💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞
2024-10-03
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