Eugênia
Meu dia parecia que iria ser agitado hoje, tenho que cuidar do Dylan e a Edilene quer conversar comigo. Eu não gosto de conversas, esse lance de falar de sentimentos não é minha praia, eu não era assim, mas ser abandonada pelo meu marido com tão pouco tempo de casamento sem um adeus ou pelo menos um bilhete me fechou por dentro.
— Menina, está me ouvindo? Parece ter mergulhado no passado!
— Eu mergulhei, Edilene... Mas sobre o que estava falando?
— Você ama o pequeno Dylan, o senhor Sault ama o filho, não acha melhor serem amigos? Pelo bem do pequeno e a harmonia na mansão.
— Mas ele é irritante e fica me chamando de pequena ladra!
A minha conversa com a Edilene durou mais ou menos uma hora acabou quê contei para ela quase toda a minha vida, por um momento os olhos dela se encheram de lágrimas, mas ela se mostrou uma mulher muito forte e não deixou que as lágrimas escorressem pelo seu rosto.
Ao invés disso me consolou me abraçou e me deu um beijo na testa e aquilo me deixou um pouco emocionada, já fazia um tempo que eu não sentia o que era ter um abraço tão reconfortante e isso me lembrou minha mãe. Eu acabei chorando, mas depois fingi que nada tinha acontecido e limpei minhas lágrimas e fui cuidar de Dylan.
Aquele idiota do Ravi marcou pediatra para o Dylan pensando que eu não soube cuidar da saúde do meu filho. Espero que os exames dêem bom e ele fique de cara no chão, o problema é que depois da consulta tivemos algumas discussões no carro, mas decidi seguir o conselho da Edilene e suspender a bandeira da paz e acho que isso deu algum tipo de ideia para ele porque agora estamos no escritório dele e a pergunta me deixa irritada.
— Não é óbvio riqui... Senhor Sault!
— Senhor Sault?
— Todos o tratam assim e se sou apenas mais uma funcionária é o correto a se dizer!
— Responda a minha pergunta, peque... Eugênia!
É, parece que nós dois estamos tentando ser civilizados. Preciso controlar meu temperamento e responder as perguntas mesmo não querendo.
— Eu estava de luto, perdi minha mãe e irmão em um terrível acidente e o pior de tudo, eu vi acontecer. Estava com uma dor tão torturante em meu peito que parecia não ter restado nada dentro do meu peito até que Dylan entrou em minha vida e em meu peito voltou a bater um coração que eu pensava ter perdido há muito tempo.
— O que aconteceu naquele dia? Sei que já me explicou, mas não estava te ouvindo por pensar que era apenas uma oportunista.
— Eu... Sai para roubar. Graças ao meu ex abusivo e louco não consegui mais trabalho em lugar nenhum ele só parou de me atormenta quando me casei com meu marido que não vejo há alguns anos... Por não conseguir emprego e as duas pessoas que traziam sustento para casa falecerem no mesmo dia de um jeito horrível tive que fazer pequenos furtos para alimentar meu pai, a Akira e a mim, depois Dylan também. E foi assim que o encontrei, esperei por muito tempo, mas estava frio e chuvoso. Não fui na delegacia entregar ele por ter sido presa algumas vezes por furtos e fiquei com medo, mas também já o amava incondicionalmente, não podia entregá-lo nas mãos de desconhecidos.
A nossa conversa continua por mais um tempo, ele me fez várias perguntas... Perguntas sobre o meu ex maluco, pergunta pelo meu marido que sumiu e eu não sei o que aconteceu com ele.
Na verdade quando o meu marido sumiu ele tinha ido trabalhar com a minha mãe e meu irmão, só que apenas minha mãe e meu irmão voltaram do trabalho. Eles disseram que a última vez que o viram ele estava indo para um andar que ele tinha que limpar e depois disso não o viram mais.
E eu não sei o que aconteceu para que Leonardo me deixasse, mas aconteceu e eu não tenho explicação para isso. O importante é o agora e depois dessa conversa que tivemos espero que a nossa convivência melhore, pelo bem de Dylan que é o principal foco aqui.
Se passaram alguns dias eu percebi que Ravi estava muito agitado e preocupado com algo, tanto que até o número de vezes que ele parou para brincar com o Dylan diminuiu muito.
Hoje está muito abafado e decidi brincar com Dylan na piscina, coloquei um biquíni e nele uma sunga de praia. Convidei Edilene para nos fazer companhia, ela aceitou, porém disse que iria apenas ficar observando e conversando comigo.
Dylan estava feliz brincando no lado raso da piscina até que coloquei boias em seus braços para ensina-lo a nadar e fiquei feliz ao ver que ele aprendeu rápido. Com isso começamos uma brincadeira em que eu o jogava na piscina e pulava atrás dele, não sei exatamente o que aconteceu, mas quando eu pulei atrás de Dylan, Ravi acabou caindo comigo de terno e tudo. Quando voltamos para cima ele segurou meu rosto com as duas mãos e gritou:
— Está ficando maluca? Como joga ele na piscina desse jeito? Quer matá-lo?
— Mas ele está bem! O ensinei a nadar, ele está ali com a Edilene, olhe.
Apontei para onde os dois estavam e somente agora Ravi parece estar mais calmo. Nossos corpos estão colados um no outro, ele se afasta um pouco, apenas o suficiente para olhar meu corpo todo.
Seus olhos ficavam em dúvida se olhavam meu corpo ou minha boca, as mãos dele não deixaram meu rosto e aquilo me incomodou um pouco.
— Ravi, é melhor me soltar!
— E se eu não quiser?
Ele disse isso olhando para os meus lábios, não pensei que ele teria coragem, mas ele teve. Ravi me beijou, senti meu corpo estremecer, senti meu corpo reagir ao dele como se fossemos imãs. Isso não está certo, nosso único vínculo é e sempre será o Dylan... Não me deixe cair em tentação.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Maria Aparecida Monteiro Firmino Cida
acho que a mulher dele tá viva simulou a própria morte e tem a ver gom o marido dela será?
2025-01-15
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Edna César
ela é casada????
2025-04-01
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Josi Gomes
ESTOU ACHANDO QUE O LEONARDO FOI O CAUSADOR DESSE ACIDENTE, ACHO QUE ELE QUERIA QUE ELA MORRESSE OU OS TRÊS, OU TALVEZ O LEONARDO MORREU NO MESMO ACIDENTE E AINDA NÃO FOI ENCONTRADO
2024-10-23
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