Capítulo 14

Eugênia

Ainda não acredito que aquele riquinho metido a besta tem mão nessa pequena festa surpresa feita para mim. Não sou burra e sei que meu paizinho não teria como fazer algo assim, o fato da irmã dele, o cunhado e os sobrinhos que estão brincando com Dylan estarem aqui me fazem desacreditar na versão dele... Mas se ele quer fingir por mim tudo bem, é até menos estranho assim.

— Filha, sei que seu maior sonho e desejo de aniversário seria a nossa amada família inteira novamente... Mas Deus com toda sua grandiosidade te deu outra. Sei que não podem substituir sua mãe e seu irmão, mas de certa forma parece que estamos entre pessoas boas, minha filha.

—Paizinho...— empurro a cadeira para longe dos outros — Paizinho, não pode falar essas coisas perto deles! Não esqueça que para eles não posso ser a mãe do seu neto pelo fato de não tê-lo nascido de mim... Aqui sou apenas a babá, paizinho.

— Talvez, na sua cabeça. Porque o que vejo é algo muito bom nascendo.

Fiquei em silêncio ao perceber que estavam nos chamando, a festinha ficou animada depois que Ruby colocou música para tocar. Comecei a dançar com Dylan até perceber o olhar de Ravi para nós dois, meu amado filhinho olhou para o... Pai dele e me surpreendeu ao chamá-lo para dançar com nós dois.

Vi a mãozinha de Dylan chamar Ravi de um jeito animado animado, quando ambos deram as mãos Dylan volta a dançar do seu jeito fofo balançando a cabecinha em harmonia com o rock que estava tocando. Ravi também começou a dançar e acabei chocada com o fato dele também gostar de rock e dançar muito bem.

Escondo minha reação e volto a dançar, a noite caiu e a conversa com Edilene e Ruby estava boa, porém, Dylan adormeceu em meu colo. Eu até queria colocá-lo em minha cama como antes, só que Ravi e Dylan estão em um processo de conexão parental e o fato dele dormir na mansão é importante para Ravi, eu entendo isso.

Deixo a conversa e saio da casa, caminho devagar para não acordar Dylan, dei apenas uns dez passos para longe da casa até sentir a mão de alguém em meu ombro ao olhar para o lado vejo Ravi.

— Posso levar ele até o quarto dele? Quero apenas senti-lo em meu colo assim como você.

O olhar de Ravi para o pequeno brilha e acaba me cativando. Mesmo querendo muito levar meu filho em meu colo o entrego para o pai dele com uma desculpa.

— Só vou te entregar porque ele está mais pesado a cada dia que passa e minha coluna quer um descanso.

— Sim, claro... Sua coluna, ele pesado. Sem problemas, dou conta disso.

Entrego Dylan para Ravi não querendo muito, caminhamos em silêncio até a mansão. Quando chegamos no quarto do "nosso filho", a propósito odeio admitir isso, ele o coloca na cama com cuidado e fica olhando para ele enquanto o cobre.

— Ele é muito lindo, né? — pergunto para Ravi que passa a mão nos cabelos loiros de Dylan.

— Ele é exatamente a cópia da mãe dele. — sinto uma pitada de saudade na voz dele.

— Você conseguiu seguir sua vida depois do que aconteceu com ela? Em questão de relacionamento.

— Ela foi primeiro e único amor... Difícil encontrar algo tão perfeito assim novamente.

— Ouso dizer que te entendo bem... Também amei muito alguém. — desvio o olhar para o outro lado.

— Aceita uma dose de conhaque escocês? — Ravi pergunta ainda olhando para Dylan e alisando o rosto do menino enquanto o mesmo dorme.

— Não seria ruim... Tudo bem por mim. Apenas para encerrar meu aniversário com um drinque descente. Sua irmã foi legal em levar champanhe, mas aquilo não é bebida de verdade.

— Nisso temos que concordar! — ele diz se levantando e vindo em minha direção — Aprendeu a beber assim com seu pai?

Ele me pergunta lançando um olhar curioso, dou risadas antes de responder e o olhar curioso fica confuso.

— Com a minha mãe! Meu pai gosta de suco e refrigerante, nem cerveja ele aceita um gole.

— Você quer falar sobre sua mãe? — a pergunta dele me faz parar e ouvir uma risada escandalosa em minha mente, a risada dela.

Minha mãe tinha a postura de um marinheiro beberrão, mas era um doce de pessoa. Meu pai se apaixonou por ela no mesmo dia em que a conheceu, falar nela ainda dói em mim.

— Dylan, está indo bem nas aulas em casa. Você já pode dar andamento na matrícula dele amanhã mesmo se quiser! — é, mudo de assunto quando a conversa é sobre algo que dói em minha alma.

— Ok... — ele me olha e abre a porta de seu escritório percebendo que mudei de assunto de propósito — Pode ser do seu jeito por hoje. Amanhã ligo para casa te fornecendo o endereço da escola e horário em que Dylan irá estudar.

— Tudo bem! — logo bebemos a dose de conhaque e nos despedimos.

Ao voltar para casa vejo Edilene, Saxa e Ruby limpando a pequena bagunça. Me junto a elas e logo tudo já está em seu lugar, mas eu não havia reparado que no canto da sala haviam presentes empilhados. Ruby me olha e fala:

— Foi tudo em cima da hora, ali tem presente meu, da Edilene, da Saxa e os outros são dão Ravi para você.

Ele comprou presente para mim? Mas por que ele compraria algo para mim? Isso não faz sentido. Nem reparei quando todos se foram, fiquei ali sentada no sofá encarando aqueles presentes no canto da sala.

Não gosto de me sentir confusa, vou ter uma conversa com Ravi amanhã. Quero manter tudo muito profissional entre nós, somos de galáxias diferentes... Anos luz. Nunca estaremos no mesmo patamar, ele não pode me dar algo que daqui a um tempo não terei mais.

Não sei se devo abrir esses presentes, se eu os deixar aí pode parecer ingratidão da minha parte. Me levanto e pego o máximo de presente que posso e vou colocando um a um no guarda-roupa em meu quarto, em seguida me jogo na cama e adormeço olhando para o guarda-roupa.

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Comments

Jucileide Gonçalves

Jucileide Gonçalves

São de mundo diferente, mas por que não pode dar certo? Tudo pode acontecer é só querer.

2025-02-07

0

Ingrid Marliese Tiepner

Ingrid Marliese Tiepner

Sim! basta ele resolver se meter com outra da classe dele,nem que seja apenas para conversar cousa que não creio ,pois essas mulheres são possessivas,você da a mão, elas já querem o corpo todo e pior grudam feito cola,com exigências ...

2024-02-22

2

Angela Valentim Amv

Angela Valentim Amv

Ela não está errada ao pensar assim,se algo der errado ela e o Dylan que vão perder .

2024-02-10

7

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