Ravi
Quando eu cheguei na casa da pequena ladra e vi meu filho brincando de bicicleta ele realmente parecia uma criança feliz, só que naquele momento a minha sanidade mental não estava boa e eu só queria poder abraçar meu filho e levar ele embora para longe dessa mulher que é louca, que roubou ele de mim.
Nada justifica o que ela fez, ela poderia ter dado um jeito de procurar quem era a família da criança... Ela poderia ter ido até a delegacia ou até mesmo colocar fotos nesses sites de crianças desaparecidas.
Eu pesquisei por tanto tempo que perdi até a conta, mas ao invés disso ela decidiu ser egoísta e pegou meu filho para ela. Como agora ela se acha a mãe do meu filho só porque o criou?
E quem ela pensa que é? Meu filho é uma criança que tem o direito de ter tudo na vida porque o pai dele é bilionário e essa mulher criou meu filho num casebre que poderia cair na cabeça deles a qualquer momento.
E o pior ainda é que ela é realmente uma ladra, já foi presa por furto... Como eu posso confiar em alguém assim? Ela roubou os primeiros anos do meu filho comigo e isso eu não vou perdoar nunca. Quero ver ela amargar na cadeia e eu vou realizar esse meu sonho.
Ao voltar para o carro vejo que meu filho está esperneando, ele bate no vidro da janela do carro com seus pezinhos tentando sair. Claro que não vai conseguir já que meu carro é blindado, mas vejo que meu motorista está desesperado.
— Meu filho, Dylan, não faça isso, vai se machucar!
— Eu te odeio! Quero minha mamãe! MAMÃE... MAMÃE... MAMÃE... MAMÃE.
— Dylan, sou seu pai biológico, aquela mulher mentiu para você... Sua mãe biológica virou estrelinha no céu quando você nasceu. Eu te amo muito, meu filho, escuta seu pai.
Mas infelizmente Dylan não quis me ouvir, ele continuou gritando que queria a mamãe sem parar, ele não conseguia dizer outra palavra a não ser "mamãe". Voltei para dentro da delegacia prestei o boletim de ocorrência, olhei uma última vez para a pequena ladra e saí de lá com meu filho.
Chegando na mansão o levei para o quarto de brincar, mandei comprar brinquedos para meninos, tinha trenzinho elétrico, tinha grandes ursos de pelúcias, tinha carrinhos de corrida com pistas montadas, skate, bola, tinha de tudo.
O garoto sentou no chão e começou a chorar desesperadamente chamando pela mamãe, ele queria a mamãe. Tentei ignorar por um momento até que chamei a psicóloga para conversar com ele e a única coisa que o garoto dizia é: eu quero a minha mamãe. A psicóloga não conseguiu conversar com ele e me aconselhou a pelo menos deixar que a tal mamãe convivesse com ele para o bem dele e por sua pouca idade.
Naquele mesmo dia quando anoiteceu prepararam o jantar dele, eu mesmo pessoalmente fui levar. Ele continuava sentado no mesmo lugar na sala de brincar chorando e chamando a mamãe, mas dessa vez por estar cansado a voz dele soava abaixo.
Eu me sentei ao lado dele e tentei alimentá-lo, mas ele não quis e não comeu nem sequer uma colherada do que prepararam para ele. Sem saber o que fazer peguei um urso de pelúcia e coloquei atrás dele. Fiquei ali com ele até que o cansaço bateu e ele adormeceu, só que cortou o meu coração porque mesmo dormindo ele chamava pela mamãe me deixando maluco sem saber o que fazer.
— Meu irmão? Esse é ele? Nossa, como se parece com a Lola.
— Me perdoa por deixar você e Gavin sozinhos na empresa... Mas para ser sincero, não sei o que vou fazer com ele. Dylan só chama pela pequena ladra, ele não quis jantar e está chorando desde que a separei dele.
— Não é óbvio? Já que ele a ama tanto contrate ela para ser a babá dele! O importante é a felicidade do Dylan!
— Mas você não a conhece! Ela é uma ladra, já foi presa, também roubou meu filho de mim!
— Ravi, não importa se ela roubou o rim do presidente, essa mulher criou bem seu filho. Olhe para a aparência dele, só de olhar dá para saber que ele foi bem tratado. O outro fato é ele estar chamando por ela, ele a ama como mãe.
— Isso se chama síndrome de estocolmo! Meu filho não precisa dessa mulher!
— Se o seu medo é ela levar o Dylan embora novamente é só dobrar o número de seguranças!
— Você está do meu lado ou do dela?
— Estou do lado do meu sobrinho que está sofrendo sendo tão pequeno!
Depois de dizer isso minha irmã dá um beijo na testa do meu filho, passa a mão em seus cabelos e vai embora. Quando percebo que ele está em sono profundo o pego no colo e levo para o quarto dele que foi usado pouquíssimas vezes por ele.
Claro que ele nunca irá lembrar já que era tão pequeno, mas conforme os anos foram se passando mandei reformar o quarto várias vezes conforme a idade dele ia aumentando. Coloquei ele em sua caminha e suspendi a grade do lado, fiquei ali sentado na poltrona olhando para ele dormindo.
Eu passei praticamente a noite inteira acordado pensando no que minha irmã disse e olhando para Dylan, ele chamou por aquela mulher tantas vezes que acabei chorando ao lembrar de Lola e pensar que se ela tivesse aqui nada disso estaria acontecendo.
E provavelmente a essa altura teríamos mais um filho correndo pela casa, mas isso não aconteceu e agora eu estou tendo que lidar com uma situação que eu não queria. Será mesmo que é uma boa ideia colocar aquela mulher dentro da minha casa?
Eu não consigo confiar nela, principalmente depois de saber que ela já foi presa por furto algumas vezes, tenho curiosidade de saber como ela conseguiu criar meu filho sem que faltasse qualquer coisa para ele já que até mesmo o pai dela não pode se levantar de onde está.
Só nesse momento a minha consciência começa a pesar pois lembro que ela disse que tinha um pai que conseguia que mal conseguia mexer a cabeça.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Maria Aparecida Monteiro Firmino Cida
vdd ela.poderia procuraras autoridades
2025-01-15
0
MARIA SILVA
nada justifica a atitude dela, ninguém deu o bebê para ela,ela não adotou ele,ela ficou com ele, é muito diferente.
2024-09-25
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Vanderlucia Nascimento
Você é muito burro, ela cuidou do seu filho como uma mãe realmente faz. investigue a babá, a culpa é dela que não cuidou direito do seu filho.
2024-08-14
1