Capítulo 8

Eugênia

Eu tive uma grande surpresa quando o portão se abriu e eu vi aquele riquinho metido a besta com o meu filho no colo, foi uma grande emoção ver meu filho. Pensei que nunca mais iria vê-lo novamente e pior ainda que nunca mais iria conseguir sair da prisão, mas não foi isso que aconteceu. Porém o que me deixou muito irritada foi o fato daquele riquinho metido a besta me chantagear.

Quando cheguei em casa meu pai chorava muito, a minha gata estava com fome a situação estava caótica. só que enquanto eu cuidava do meu pai e da minha gata eu vi algumas pessoas entrarem na minha pequena casa e começar a embalar minhas coisas.

Eu olhei para aquele riquinho metido a besta e ele estava de pé me encarando como se eu fosse um bicho acuado e ele um predador enorme, mas tive que ficar calada ainda estava ecoando em minha mente a chantagem que ele me fez quando eu sai da cadeia.

Depois que ele conseguiu tirar tudo de dentro da minha pequena casa me levou para a mansão dele e colocou tudo em uma outra casa que fica nos fundos da mansão, até então estava calada comecei a brincar com o Dylan.

Eu estava com muita saudade dele e aquele idiota parou próximo a nós dois e foi aí que ele falou que eu ficaria aqui como a babá do meu filho. Tive uma crise de gargalhadas.

— A cachaça que tu bebeu tava batizada! Não vou ser a babá do meu filho! Eu o criei, o amo, sou a mãe dele... Sei que ele não saiu de mim, mas mora em meu coração e ninguém vai tirá-lo de mim.

— Não bebo cachaça, só whisky e conhaque importado! Você não é a mãe biológica do meu filho e se apropriou do título de mãe indevidamente sua pequena ladra!

Esse cretino, descarado vai ficar me chamando de pequena ladra? Eu quero esganar esse riquinho metido a besta.

— Que culpa tenho eu de você ser um pai relapso e não teve responsabilidade de proteger e cuidar do próprio filho? Sou mais mãe para ele do que você será pai um dia!

É, eu sei que peguei pesado, mas estou pouco me importando com isso. Até agora ele não procurou ter uma conversa descente comigo.

— Sua... Ok! Não podemos discutir na frente do "meu filho". Os termos do contrato são: você trabalha como babá dele, seu pai terá alguém para cuidar dele, você irá receber um alto salário, só poderá sair da mansão com meu filho com dez seguranças que serão escolhidos cuidadosamente por mim. Qualquer coisa que precisar pode falar com a Edilene, ela é a governanta da mansão e a pessoa que mais confio. Se você não aceitar seu lugar na penitenciária ainda está guardado... Tudo o que precisa fazer além de cuidar do meu filho é fazê-lo entender que eu sou o pai e você não é a mãe! Sou Ravi Sault, ainda não sei seu nome.

— Eugênia Riviera, você não vai conseguir o amor do Dylan fazendo isso! Só vou assinar essa merda porque meu filho, meu pai e minha gata precisam de mim. Mas pode ter certeza de uma coisa eu nunca irei te respeitar!

— Que seja, já tenho meu filho... Você é apenas uma consequência!

— E você um filho da put4!

Ele ignorou o que eu disse, apenas pegou o Dylan no colo que não queria ir com ele a propósito e levou para a mansão. Eu apenas segui de longe, chegando lá na mansão ele caminhou por um corredor e abriu uma porta de vidro com uma imagem linda na frente de um anjo.

Ali parece ser o escritório dele, tem alguns livros, computador, sofá, mesa, cadeira, coisas de escritório. De frente para o computador tinha uma papelada, ele assinou papel por papel e depois entregou para mim, eu assinei todos.

Ele me deu a minha via e eu disse para ele que iria ler mais tarde. Quando eu estava saindo do escritório dele Dylan se agarrou a mim para ir comigo e ao mesmo tempo o riquinho metido a besta, Ravi, segurou a mão do menino e eu não gostei daquilo. Tirei a mão dele da mão do menino me abaixei na altura de Dylan e falei para ele:

— Amorzinho, a mamãe... — essa frase falei olhando nos olhos de Ravi e depois voltei os olhos para os de Dylan — vai fazer para você aquele sanduíche que você adora com queijinho derretido, fica aqui com o seu... fique aqui que eu já volto, te amo.

— Mamãe quero suquinho de laranja também!

Ravi fica apenas me olhando, eu não consegui dizer para o Dylan que ele é o pai dele, mas eu vou treinar isso porque querendo ou não ele tem um pai que está querendo o amor e a atenção do pequeno e eu não posso negar isso a ele.

Porque de uma certa forma sou apenas mãe de coração não gerei Dylan em meu ventre, isso me dói claro, eu queria que ele tivesse nascido de mim... mas ele nasceu apenas no meu coração. Eu começo a andar pela casa e me perco porque não conheço nada aqui até que uma senhora muito simpática me pare e pergunta:

— Você é a nova babá? Deixe eu me apresentar, sou Edilene, a governanta do senhor Sault, trabalho aqui desde menina. Seja muito bem vinda e pode contar comigo para tudo!

— Olá, Edilene, muito prazer e me chamo Eugênia! Quero fazer um sanduíche e um suco natural de laranja para o meu bebê. Pode me dizer onde fica a cozinha?

— Posso pedir alguém da cozinha para fazer, não precisa se dar ao trabalho.

— Não... Quer dizer, eu mesma gosto de preparar as coisas do meu... Dylan gosta do que eu faço para ele.

Ela apenas sorriu simpática, e me levou para a cozinha e ficando ali ao meu lado conversando me vendo preparar o lanche do meu pequeno. Eu sinto que com ela terei uma conexão boa, ela é muito gentil e tem um sorriso que aquece o coração. Mas por hoje eu só preciso me adaptar essa nova vida que me foi imposta por aquele riquinho metido a besta.

Mais populares

Comments

Ester

Ester

governanta de confiança que indicou a babá que sumiu com o filho dele kkkkkk tá de piada né kkkk

2025-03-13

0

Maria Lima De Souza

Maria Lima De Souza

Gostando muito da estória rs

2025-01-14

0

Fatima Maria

Fatima Maria

DO ÓDIO VAI CHEGAR O AMOR 😍 ESTES DOIS PROMETE.

2024-10-03

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!