Davi: Eu sinto muito, mas essa história não faz sentido! - olho para a Diana. - Eu vi a Naomi grávida, eu senti o bebê mexer, poucas vezes,mas era real! Quem me garante que não foi o contrário?!
Eu encaro o homem à minha frente, tentando me controlar para não voar em seu pescoço, tamanha a minha indignação.
Agustín: Quem você pensa que é, para acusar a minha irmã de roubar uma criança?! Está chamando ela de mentirosa? - meu irmão se levanta, mas minha mãe segura seu braço, o impedindo.
Lourdes: Calma meu filho! - ela olha com severidade para o Davi. - Escuta aqui, rapaz, a minha filha sonhou com essa gravidez, se planejou, e mesmo que não concordássemos muito com a decisão dela no início, nós entendemos ela e a apoiamos. Nós vimos a Diana gerar o Leon, e pelo que sabemos agora, também o Daniel. Passei noites inteiras ao lado dela quando sentia dores durante a gestação, vibramos a cada vez que o bebê mexia na barriga dela, mesmo que parecesse estranho que houvesse dois movimentos e os exames apontassem sempre apenas um bebê. Eu pedi aos céus, clamei a Deus quando ela entrou em trabalho de parto antes da hora, teve complicações, precisou ser sedada durante a cesariana e eu fui praticamente expulsa do centro cirúrgico. Acompanhei a recuperação dela no pós parto, o crescimento do Leon,presenciei o amor que ela tem pelo meu neto, e estou com ela, vendo sua força e garra mesmo com o meu neto naquele leito de hospital, então eu não admito que você, um homem que mal conhecemos e nem sabemos se é uma pessoa de bem, chegue aqui e duvide que minha filha seja realmente a mãe desses meninos! E de mais a mais, se é para levantar acusações, quem me garante que o senhor é o pai dos bebês?! Sim, pois a minha filha fez inseminação e o senhor garante que nunca sequer doou material para nenhum banco de reprodução independente. - minha mãe se irrita.
Nicollas: Dona Lourdes, eu peço desculpas pelo meu filho. Precisamos nos acalmar... Essa situação é muito difícil para todos nós, estamos todos nervosos... - pondera.
Mariana: Meu filho! - ela olha séria para o filho. - Você viu cada foto, os exames, percebeu assim como eu e seu pai, a semelhança entre a Diana e os meninos, como pode fazer esse tipo de suposição?!
Davi: Porque é uma pergunta lógica, mãe! - bufa. - Eu vi a Naomi grávida, acompanhei a gravidez, todos nós acompanhamos, a gestação era real. E como a Diana engravidou de filhos meus, se eu nunca fui doador do banco de inseminação?! - solta o ar com força. - E agora essa senhora. - ele aponta para a minha mãe. - Resolve questionar se eu realmente sou o pai?! Que loucura é essa?! - bufa.
Mariana: Eu entendo seus questionamentos, pois também estou confusa. Mas pense, Davi... você não se lembra de nada, absolutamente nada, nenhuma forma da Naomi conseguir o seu material para que a Diana fosse inseminada.
Davi: Não, mãe! Eu não cedi material nenhum! E porque motivo a Naomi teria tanto trabalho se ela estava grávida?! Para que arriscar que uma desconhecida gerasse um filho meu, se ela mesmo já estava gerando? Não faz sentido, mãe. A senhora entende?
Mariana: Eu entendo, meu filho. Mas preciso que você me escute... - ela segura as mãos do filho. - Naomi era uma mulher muito difícil, ambiciosa e, eu sinto muito, mas seu pai descobriu que ela era infiel. - ela suspira.
Nicolas: Meu filho, eu quis te poupar... - diz, parecendo triste. - A Naomi tinha um caso amoroso com o tal professor que ela dizia ser um bom amigo, e pelo que o detetive descobriu, o caso deles já era antigo, antes até de ela se envolver com você. - suspira.- Eu só tive acesso a essas informações algumas semanas depois da Naomi sumir das nossas vidas, levando o que ela realmente queria, o seu dinheiro.
Vejo o Davi encarar o pai, e seu semblante é de tristeza e decepção. Chego a ter pena da forma como ele parece devastado.
Davi: Eu... eu não sei mais o que pensar! - fecha os olhos com força.
Diana: Eu posso fazer um exame de DNA, para comprovar a maternidade dos meninos, mas num laboratório que eu confie. - digo, séria. - Não preciso disso, porque a ligação que senti com o Daniel, para mim, já é uma prova mais que suficiente... mas não quero que restem dúvidas! - encaro o Davi. - E quanto ao transplante, espero que nossas divergências não o façam mudar sua opinião sobre o assunto, porque a vida do meu filho depende disso. - falo, sincera.
Ele me olha atentamente, e desvia o olhar para o Daniel, que dorme em meu colo.
Davi: Não importa nossa situação, Diana! A vida do Leon é mais importante que tudo! - suspira.
Diana: Preciso te dizer uma coisa, mas peço que me escute com atenção e, se discordar, eu vou entender perfeitamente seu posicionamento. - ele me olha sério, e assente. - Quando o Leon deu entrada no hospital, o médico logo perguntou se o pai poderia ser o doador, ou se ele tinha irmãos biológicos, pois a chance de compatibilidade nesses casos é maior. Em caso de gêmeos a compatibilidade entre eles é certa, então o Daniel, sendo gêmeo, seria o doador mais indicado...
Davi: Está me pedindo para permitir que meu filho seja o doador?!
Diana: Estou pedindo para que pense nessa possibilidade. - respiro fundo. - Eu entendo que é difícil e o Daniel é só um bebê, mas acredite, se isso oferecer algum risco à saúde dele, eu serei a primeira pessoa a desistir dessa ideia, porque mesmo com o coração sangrando em ver o meu filho naquela situação, eu jamais colocaria em risco a saúde de um inocente para salvar o Leon. - suspiro, pensativa. - Se ficar mais tranquilo, podemos pedir a opinião daquela médica que indicou, Doutora Villar, não é isso? - ele assente. - Percebi que não gostou muito do Dr. Patrick, mas ele está cuidando do caso do Leon desde o início, e é um bom médico.
Davi: Aquele médico não me inspirou confiança, e ele claramente tem interesse em você, Diana.
Diana: Sei disso. - ele me olha, confuso, e eu sorrio sem humor. - Sr. Blake, eu não sou nenhuma mocinha ingênua, tenho 25 anos e sei bem quando um homem tem outras intenções, além de amizade. Mas deixei bem claro ao Dr. Patrick que, além da relação mãe de paciente X médico, nós não teremos mais nenhum tipo de relação ou aproximação. Eu fui clara quando disse a ele, que meu único interesse agora, é o tratamento e saúde do meu filho, nada além disso, e que não estou disposta a entregar o meu coração a nenhum homem nesse momento, pois o que menos preciso é outra decepção.
Ele me encara, atento, e nas minhas últimas palavras, percebo uma sombra de curiosidade em seu olhar, mas eu não vou mexer nesse assunto. Minha vida pessoal, meu passado e minhas dores não dizem respeito a ele e nem sua família.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
ritanalrad
muito boa a história só quero saber como fizeram a inseminação se ele nega ser doador
2025-01-10
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Mariana Sousa Bezerra
Oxe e ela falou tudo isso e ainda diz que não dá satisfação nenhuma kkk
2025-03-12
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Mariana Sousa Bezerra
Ele jogou essa sem perceber 🤭
2025-03-12
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