Com essa questão rondando os meus pensamentos, eu subo para o meu quarto, deito na cama e abraço meu pingo de gente, e logo pego no sono.
《••••》
Acordo antes das 8 da manhã, e respiro aliviado quando beijo a testa do meu filho e vejo que a febre não voltou.
Levanto devagar, para não acordá-lo, e vou direto para o banheiro, tomar um bom banho morno. Meus pais que me perdoem, mas hoje vou ficar em casa e cuidar do meu campeão.
Saio do banheiro, ligo a babá eletrônica, e desço para tomar café.
Encontro todos sentados na sala de jantar, e imagino que o ocorrido de ontem a noite fez todos dormirem pouco, e isso explica as caras de sono!
- Cumprimentos ao Dani, por ter nos feito virar uma família de pandas. - digo, arrancando risadas de todos. - Bom dia!
- Bom dia! - todos respondem, bem humorados.
- E ele, dormiu bem, meu filho?
- Dormiu, mãe. Na verdade, apagou! Estava cansado e quando o corpo relaxou, ele aproveitou.
- Tadinho, deu uma peninha de ver ele todo molinho ontem. - minha irmã faz carinha de triste. - A gente que é mãe sofre, mas quando é tia, sofre também!
- E quando é tia coruja então? Aí sofre duas vezes! - sorrio e a Lary faz língua... e olha que ela é mais velha!
- Pior foi o seu pai! - minha mãe fala, e vejo meu pai encará-la, sério. - O que?! Foi mesmo! Nem deixou o menino falar o que nosso neto tinha e já foi me acordando no desespero, andando de um lado para o outro, perdido igual barata tonta, nem os óculos que estavam pendurados no teu pescoço você achou, Nicollas!
- Eu sou um cara de ação, Mari... ação! Eu não vou ficar esperando acontecer, eu ajo! - ele resmunga.
- Ah, eu sei... E como seu sei. Você age tanto, que quando eu passei mal para ter o Davi, você saiu de casa e só quando virou a esquina se lembrou que tinha deixado o principal em casa... EU! Agora me fala, como a pessoa sai de casa, para o nascimento do filho, e esquece a ESPOSA GRÁVIDA?!
Meu pai bufa, mas logo sorri, e aí já era, a gargalhada é geral.
- Oba! Café da manhã animado? Temos por aqui! - vemos a Isis entrar, com o Brandon, o mini Aaron e a Jadeh. - Bom dia, família linda!
- Bom dia! - respondemos juntos.
Minha irmã e seu jeito "Mariana" de ser. Já entra, sai beijando todo mundo, abraçando, enchendo de cheiro os sobrinhos... A tia povão! Sem dúvida, a que mais se parece com a nossa mãe, porque ambas tem a personalidade muito parecidas.
- Pelas olheiras, a noite foi animada por aqui, hen?! - meu cunhado põe a filha na cadeira. - Deixa eu adivinhar, qual dos pequenos foi o causador da noitada? - ele ergue a sobrancelha.
- Daniel. - respondo. - Mas como sabia? - franzo a testa.
Brandon meneia a cabeça, sorrindo.
- Cunhado, eu também sou pai, esqueceu? Quando a Jadeh era bebê, sentia muitas cólicas, e a Isis recém operada, não tinha como levantar toda hora, então o paizão aqui virava as madrugadas com a minha princesinha. - ele afaga os cabelos da minha sobrinha, que reclama.
- Pai! Esse penteado demora para fazer, sabia?!
- Viu só? - meu cunhado reclama. - Aproveita enquanto o Dani ainda é bebê, porque depois que fica aborrecente... - ele suspira, fingindo estar triste.
- Tá bom pai, pode fazer carinho! - minha sobrinha revira os olhos. - Sabe que eu te amo, né?!
Pronto, bastou um abraço e um carinho, que minha sobrinha já arrancou um sorriso todo bobo do Tenente-coronel.
Maria Isis só olha de lado e sorri, parecendo orgulhosa pela filha ter dobrado o pai.
E a verdade sobre as mulheres da família Donartti... elas sempre, SEMPRE, conseguem nos dobrar e nos botar no bolso, fácil, fácil! E esse dom elas desenvolvem desde pequenas, ou melhor, acho que esse dom é genético!
- E você, Aaron Júnior, como vai no futebol? - pergunto, e meu sobrinho me olha, torcendo a boca.
- Tio, por favor, Aaron Júnior não! - ele bufa. - Tenho o maior orgulho de carregar o nome do biso Aaron, mas chamar de Júnior é demais! Me sinto um bebê.
- Mas você é um bebê. - minha mãe reclama. - É o bebê da vovó, coisa linda! - ela faz uma carinha fofa e todo mundo segura a risada. - Que foi gente? Meus netos são todos meus bebês! - faz bico.
- Claro, minha morena! - meu pai a abraça, todo carinhoso. - Não importa a idade que tenham, nossos filhos e netos serão sempre nossos bebês! - ela logo sorri e se aninha no abraço do meu pai, que beija a testa dela, carinhoso como sempre.
Dá gosto de ver a relação deles, o amor e cuidado que um tem com o outro, mesmo depois de tantos anos juntos, filhos criados, netos adolescentes. O amor entre eles só se fortalece, e isso não tem dinheiro no mundo que compre.
- Chegou o tio mais bonito! - tomamos um susto com o meu cunhado entrando, daquele jeito bem Yuri de ser.
- Papai!!! - Emily desce da cadeira e corre para abraçar o pai.
- Oi princesinha do papai! - meu cunhado até larga o violão no canto, só para agarrar a filha. Esse é um paizão, babão toda vida. - Você cresceu? Cadê minha pitica? Está quase do meu tamanho, filha! - ele faz cócegas e minha sobrinha sorri, toda feliz.
E acredite, quando meu cunhado olha para a minha irmã, parece que todo mundo some, porque até os olhos do cara brilham diferente... pensa num homem apaixonado e doido na esposa? Esse é Yuri Villar!
Minha irmã tenta levantar e ele já vem todo apressado, mesmo com a Emy agarrada no pescoço dele, e segura a minha irmã, apoia ela e fica todo bobo olhando para a Lary.
- Oi minha marrentinha, que saudades amor! - ele abraça a minha irmã, todo emocionado, e depois faz carinho na barriga dela. - Oi filhão, papai chegou! Cuidou bem da mamãe e da irmã? Se comportou direitinho, meu filho?
Todos sorriem do jeito todo protetor do Yuri, mas a gente admira muito esse cara, porque pensa numa pessoa do bem, trabalhador, esforçado, bom pai e excelente marido? É ele!
Não puxo o saco não, mas a verdade tem que ser dita, e minha irmã tem um bom homem ao lado dela, porque para ele, a família é tudo!
- E então, meu genro, como foram os shows? - meu pai pergunta, quando meu cunhado já está sentado conosco, tomando café, mas sem desgrudar da minha irmã.
- Cansativa, meu sogro. Mas muito boa! Ingressos esgotados em todas as apresentações. A Judy e a Maressa estão no top 1 em várias plataformas de música.
- E a minha menina, deixou ela na casa da minha sogra? - Isis pergunta, e dá gosto de ver esse carinho dela com a Judy.
- Deixei na sua casa, porque pensei que vocês estariam em lá. A Judy que pediu para não avisar porque queria fazer surpresa. - meu cunhado responde.
- Brad, vamos para casa! - Isis levanta. - Jadeh, Aaron, bora tomar benção dos tios e seus avós. Sua irmã chegou e temos que ir recebê-la, bora, bora! - ela bate palmas e todos já vão logo obedecendo a general Isis, como o mini Aaron chama ela... sem ela saber, é claro.
Família grande? Sim!
Muito amor, amor que transborda, e foi nesse amor que a Judy se apegou, e depois que a Isis voltou da temporada como médica da Força Aérea, a própria Judy pediu a Isis para ser sua mãe.
O carinho foi verdadeiro, e desde esse dia, minha irmã e meu cunhado criam a Judy como filha deles, e são uma família linda e muito unida.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Luzia aparecida Araújo
Eita que essa história promete muitas emoções! Amando... 👏👏👏👏👏👏👏🌹🌹🌹🌹🌹🌹
2025-03-07
1
Luiza Paiva
Amanda a história vou ler os outros livros
2025-02-05
0
Marileidelucenna@hotmail.com Lucena
Como eu amoooo uma família unida 🥰😍🤌🏻 lindossss
2025-02-04
1